Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]





Comentários recentes

  • Anónimo

    Sim, subscrevo.

  • JQM

    Eu trocaria por Jonas, evidentemente.

  • Jaime Palha

    Não me respondeu, João.

  • Anónimo

    E a trocar, troca por quem?

  • Anónimo

    Moral da história, todos os processos a que o Benf...





Os editores da imprensa e televisão portuguesas estiveram quatro dias em negação, mas começaram hoje a dar crédito às acusações de violação sexual a Cristiano Ronaldo contra uma cidadã de Las Vegas. 

As primeiras reacções, que eu mesmo ouvi na sexta-feira, ao surgir a notícia no Der Spiegel, foram eloquentes: “isso é antigo, tudo treta” ou “quem quer aparecer basta falar no CR7”.
Ora, a meu ver, não se trata de uma questão de culpabilidade de Cristiano nem mesmo de credibilidade da vítima, respeitando-se a presunção de inocência, mas sim de danos reputacionais graves, em primeira instância.
Já vimos, no auge da campanha #metoo, o que este tipo de acusação pode provocar aos acusados em termos de prejuízo social e profissional. As primeiras páginas do Público e do i, de hoje, e as chamadas cada vez mais pormenorizadas nas televisões levam-nos para essa área terrível, a da dúvida, que irrompe como erva daninha e se propaga, imparável, durante o longo tempo da Justiça.
O nosso herói que gosta de passar férias em Los Angeles e Las Vegas (quem não gosta?) foi contaminado pela praga de Hollywood. É bizarro, para quem já tenha estado lá, imaginar um crime de assédio sexual na Strip ou em qualquer hotel-casino de Las Vegas, mas a caça às celebridades recomenda-lhes o máximo de cuidado.
Mesmo que não queiram acreditar, os admiradores interrogam-se: também tu, Cristiano?
Este caso pode transformar-se numa mina para os meios de comunicação e, como logo me pareceu, é a reputação social do melhor jogador do Mundo que está ameaçada, à semelhança do que aconteceu com o seu conflito com o Fisco espanhol, que acabou por conduzi-lo à decisão de abandonar o Real Madrid. Até para um dos homens mais poderosos do Mundo, a luta contra a hipocrisia pode tornar-se desigual, quando lhe começarem a faltar os golos e a clarividência dentro dos campos de futebol.
Um dia, a vida extra-futebol de Cristiano Ronaldo será um muito interessante caso de estudo, em particular no que diz respeito à sua relação com os media, muito aberta, mas também muito artificial e cheia de alçapões e tabus: a clássica história do monstro que se vira contra o criador.
Mesmo em crise, os media nunca perdem, têm sempre a última palavra.

Autoria e outros dados (tags, etc)





Comentários recentes

  • Anónimo

    Sim, subscrevo.

  • JQM

    Eu trocaria por Jonas, evidentemente.

  • Jaime Palha

    Não me respondeu, João.

  • Anónimo

    E a trocar, troca por quem?

  • Anónimo

    Moral da história, todos os processos a que o Benf...