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Jorge Jesus começou a aventura no Brasil sendo eliminado da Taça do Brasil, perante 70 mil adeptos. Um pequeno Maracanazo em linha com a sua tradição pessoal de entradas em ombros para saídas em broncas. Ironicamente, um treinador a encarnar involuntariamente a figura do clube do “cheirinho”, que está sempre perto de conquistar títulos, mas apenas os cheira.

A eliminação da Taça do Brasil pesa nas finanças dos clubes, uma vez que o prémio monetário é o mais elevado de todas as provas nacionais. O Flamengo e o Palmeiras, que têm investimentos muito acima de todos os outros clubes, foram ambos eliminados ficando pelo caminho a ideia de uma final “superstar”, Jesus-Scolari. 

O Flamengo esteve perto de vencer o Athletico, mas no final prevaleceu a força de um conjunto com mais de um ano de trabalho sem perturbações, muito raro no Brasil, sobre uma série de contrariedades que o treinador português não conseguiu superar. Desde a perda de jogadores titulares (Bruno Henrique, De Arrascaeta), à má gestão do jogo quando se tornou evidente o maior equilíbrio táctico e físico dos paranaenses e a superior qualidade individual de alguns dos seus jogadores, como Bruno Guimarães, foi decisiva uma certa sobranceria que redundou na desastrosa abordagem da decisão por penaltis.

O treinador científico, que usa drones e levou para a Gávea uma equipa técnica de sete elementos, incluindo um motivador psicológico, foi posto em dúvida pelo evidente despreparo dos penaltis. Eu achei, inicialmente, que era apenas mais um ataque do mau karma do treinador português, que perdeu um campeonato e uma Liga Europa nos minutos de compensação das finais e uma segunda Liga Europa também nas grandes penalidades. 

Mas depois ele explicou que tinha treinado ao longo dos 20 dias de trabalho cinco jogadores para os penaltis, dos quais três já não estavam em campo (Bruno Henrique, De Arrascaeta e Rafinha), um falhou (Everton Ribeiro) e outro não chegou a marcar (Gabigol). O que não se entende é que tenha escolhido para abrir a série dois que não eram prioritários (Diego e Vitinho), tendo ambos desperdiçado.

Diego tem um rácio de quase 50% de penaltis falhados ao serviço do Flamengo, mas talvez Jesus se recordasse do competente especialista do FC Porto, pelo qual acertou na decisão de uma Taça Intercontinental, há uns bons 14 anos, ou pela selecção do Brasil em duas finais da Copa América. Além de ser o capitão da equipa e, a par de Gabriel Barbosa, foi quem mais rapidamente absorveu as ideias do líder.

Será apenas um detalhe no trabalho do treinador, mas ele é precisamente incensado pela atenção que dedica aos detalhes. Segue-se uma serie de jogos muito difíceis, iniciando a fase decisiva da Taça Libertadores, com um plantel diminuído por problemas físicos e dezenas de milhares de quilómetros para fazer entre os dois compromissos semanais.

Antes desta partida, logo a seguir à maior goleada do campeonato, no domingo, no mesmo estádio lotado do Maracanã, as televisões brasileiras debatiam o atraso dos treinadores locais relativamente aos estrangeiros, com Jesus, Sampaoli e o “estrangeirado” Scolari, os três primeiros do campeonato, em pano de fundo.

Este ziguezague em função dos resultados é típico do humor do futebol brasileiro, a pátria da besta e do bestial. Nestes quartos-de-final da Taça, passaram as quatro equipas que têm treinador há pelo menos um ano, eliminando as que mudaram de direcção técnica já em 2019. Pode ser coincidência, mas dá-nos uma ideia da pressão que Jesus vai sentir nos próximos tempos e que eleva este desafio a um grau de dificuldade inaudito. 

E foi apenas um “cheirinho”, como zoam os adversários do Flamengo.

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