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A SAD do FC Porto apresentou contas perante a indiferença dos meios de comunicação e dos comentaristas de plantão, que aparentemente consideram normais as extraordinárias conclusões que qualquer leigo pode extrair da apresentação de Fernando Gomes.

> Desvio de 65% do Orçamento, com um prejuízo de mais de 28 milhões contra uma previsão de 17 milhões;

> Crescimento do Passivo e subida ao 1.º lugar do ranking nacional e, provavelmente, ao 2.º da Europa ultrapassando o Benfica;

> Ultrapassagem em quase 50% do limite de prejuízos imposto pelas regras europeias do fair-play financeiro (28 milhões para limite de 20M), só admissível no âmbito de cláusulas de amortização, infraestruturas e investimento, por benevolência da UEFA;

> Recorde de custos operacionais, ultrapassando o orçamento em quase 15% por cento;

> Custos com pessoal (quase 80 milhões) mais elevados da história do clube e excedendo o orçamento pelo terceiro ano consecutivo, apesar de ter imposto ao treinador Sérgio Conceição um ano sem contratações de jogadores.

Nada digno de grandes comentários, portanto.

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Ouvi ontem bramar violentamente contra a Federação, por prepotência, e contra a direcção do Sporting, por resignação, pelo facto de o jogo da equipa de José Peseiro em Portimão não ter sido adiado para hoje, para possibilitar mais um dia de descanso aos leões, exauridos pela deslocação à Ucrânia.

“Só fazem isto ao Sporting. Se o Benfica ou o Porto tivessem jogado na 5.ª feira, de certeza que não aceitariam voltar a jogar no domingo, como obrigaram o Sporting. E o Sporting, coitado, sem poder nem influência, teve de aceitar, acabando por ser goleado em Portimão” - era este o argumento.

Estou de acordo em teoria, mas há um senão nesta narrativa. Parece que a FIFA não autoriza que os clubes joguem hoje, primeiro dia do período reservado às selecções nacionais. Em toda a Europa hoje só há dois jogos de 1.ª divisão, um na Suécia, outro na Roménia, outro na Grécia, envolvendo clubes que não participam nas provas europeias. Portanto, todas as equipas que actuaram na quinta-feira também jogaram no domingo, com a excepção de uma, que adiou a jornada de campeonato.  Isto, sem esquecer a vantagem de que o Portimonense estaria a abrir mão, logo num jogo em casa com o direito de marcar dia e hora de acordo com os regulamentos.

A questão é pertinente: até que ponto as provas europeias prejudicam as prestações e os resultados das competições internas, até que ponto o chamado “vírus UEFA” pode conduzir a resultados negativos nas partidas seguintes? 

Das equipas que jogaram durante a semana na Champions e na Europa League, cerca de 40 por cento não ganharam no fim‑de‑semana (32 em 79), embora tenha havido muitos confrontos entre duas, como no Benfica-Porto, no Valencia-Barcelona ou no City-Liverpool. Se descontarmos estas partidas, a percentagem de insucesso baixa para 32%, em linha com o habitual em começo de época. Em novembro ou dezembro, esta percentagem costuma ultrapassar os 40%, às vezes até acima de metade.

Apenas um clube, por sinal do grupo do Sporting (Qarabag), optou por adiar a partida do campeonato depois de receber o Arsenal. O Vorskla perdeu em casa e o Arsenal goleou no “derby” com o Fulham, não acusando qualquer efeito da deslocação mais longa da semana. Mas a do Sporting terá sido a segunda mais longa…

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Três semanas depois de ter faltado com enorme estrondo à entrega de prémios da UEFA, que o humilhava com um segundo lugar atrás do croata Luka Modric, Cristiano Ronaldo sofreu esta noite uma expulsão absurda em Valência, a primeira em 154 jogos na Champions League, que transformou a raiva contida de Agosto em choro convulsivo.

Quem acredita em conspirações não deixará de pensar que se tratou de uma cruel vingança da UEFA e já saltou a terreiro uma porta-voz da família a gritar que (eles) “querem destrui-lo”.

Eu não relaciono directamente uma situação com a outra, relevando o prestígio e experiência do árbitro envolvido, o alemão Brych, mas acho que vai ser interessante acompanhar os próximos tempos desta relação, sobretudo se voltar a aparecer em palco o agente Jorge Mendes, cujas declarações após o sorteio do Monaco em nada ajudaram a posição do jogador perante a organização.

Depois, Cristiano optou por não prestigiar o arranque na nova prova da UEFA, a Liga das Nações, preferindo ficar em Turim a preparar-se para a estreia na Champions League pela Juventus, mas os planos sairam-lhe completamente furados, arriscando agora uma suspensão de duas jornadas, o habitual para um primeiro cartão vermelho directo, ou mesmo três por se tratar de jogada sem bola.

É evidente que se degradou perigosamente a relação do capitão da selecção campeã da Europa com a UEFA e, se o objectivo prioritário é conduzir a Juventus a ganhar a Champions, Cristiano tem de arrepiar caminho.

O que o ajudou muito nas conquistas internacionais pelo Real Madrid foi o apoio popular a nível europeu, com atitude sempre positiva, construindo uma imagem simpática e sociável, em contraponto com a ausência e falta de carisma de Lionel Messi fora das quatro linhas. Em teoria, com a camisola do clube espanhol, Cristiano não seria expulso por uma falta destas.

Um ambiente completamente virado do avesso poderia agora desviar-lhe a concentração.

Cristiano já deu mostras noutras ocasiões de ser capaz de dar um passo atrás, perante os acidentes de percurso, antes de retomar o seu caminho vitorioso. Se não se deixar tomar pela emoção e pela raiva e se for bem protegido pela Juventus, com Jorge Mendes reduzido ao seu papel de bastidores, tudo deverá voltar ao seu lugar. 

O inverso seria uma perigosa espiral de animosidade e deterioração da imagem pessoal, que não deixaria de ser alimentada e ampliada pelos meios de comunicação espanhóis, a qual surgiria numa fase irreversível da carreira, aos 33 anos.

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