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A Inglaterra eliminou naturalmente a Suécia, num jogo sem grande história, nem memórias para o futuro. O guarda-redes inglês, Pickford, é muito melhor do que o finalizador sueco de serviço, Marcus Berg, e isso fez toda a diferença.



Depois de Gabriel Jesus, Werner, Lewandovski, Jorgensen, Seferovic, Higuain e outros proeminentes homens-golo do futebol moderno, foi a vez de Berg sair do Mundial com zero golos em 5 jogos. O francês Giroud ainda está em prova, mas também permanece em branco.



Está difícil a vida dos avançados-centro, hoje chamados de “ponta-de-lanço fixo” pelos comentadores da tv, a julgar pela evolução táctica defensiva que lhes deu cabo do trabalho neste campeonato. Poucos estiveram à altura do que se lhes exigia, excepto Kane, Cavani, Diego Costa, Mitrovic ou Falcão, ainda que com intermitências .



Lembro-me de ter acontecido algo semelhante com Pauleta, em 2006, a quem Scolari nunca deixou de dar a titularidade, apesar da esterilidade absoluta em sete jogos. Os golos de um ponta-de-lança fazem parte dos planos do treinador e se não acontecerem vão desequilibrar negativamente nos momentos determinantes para a continuidade das equipas.



Ora, a Suécia tinha Ibrahimovic e preferiu deixá-lo a soltar o génio nos relvados dos Estados Unidos, chamando um avançado trabalhador mas mediano, que ganha a vida num campeonato ainda menos exigente do que o norte-americano. Berg fez 15 remates em cinco partidas, metade dos quais enquadrados com a baliza e até pode ir satisfeito por ter feito brilhar Pickford nos quartos-de-final. Mas quantos golos marca Ibrahimovic em 15 remates?

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Relógio sueco

03.07.18

A Suécia está nos quartos de final pela primeira vez neste século, com um futebol seco, ritmado e objectivo. Em quatro jogos, apenas sofreu golos (e perdeu no último pontapé do jogo) com a Alemanha, podendo dizer-se que está a realizar uma campanha imaculada. Sem brilho, mas com uma regularidade e segurança impressionantes, com a precisão de um relógio… sueco.

Não há uma estrela na selecção sueca - e por isso não sobrou espaço para Ibrahimovic -, onde tudo assenta numa defesa coreácea, com jogadores de nível médio, mas que constituem um colectivo muito forte, os quais ainda garantem metade dos 6 golos marcados em quatro partidas (dois penaltis). Olsen, guarda-redes discreto, saiu com a ficha limpa em três jogos, tendo feito apenas 11 defesas em toda a prova.

Na mesma linha, os médios entregam-se ao jogo como formiguinhas incansáveis, cedendo o controlo do jogo ao adversário, e só permitem um pequeno destaque técnico a Forsberg, realmente o “menos sueco” de todos, que hoje decidiu o jogo com um pontapé feliz, à entrada da área.

Os avançados só fizeram um golo até agora, mas estão sempre a trabalhar.

Tal como outras equipas que têm tido sucesso cedendo a bola ao adversário, a Suécia registou apenas 32% de posse frente à Suíça, 34% frente ao México e 25% contra a Alemanha - fazendo cair por terra todo um mundo de teorias sobre o futebol moderno.

Que se trata da equipa mais colectiva deste Mundial, até agora, diz-nos o facto de apenas o lateral esquerdo Augustinsson estar cogitado para um onze ideal virtual da prova. Mesmo hoje, num jogo que venceu, o melhor jogador em campo eleito foi o suíço Rodriguez!

Correndo por fora, a Suécia pode chegar às meias-finais. O seu currículo nestes dois anos fala por si: ajudou a eliminar a Holanda (num grupo com a França), eliminou directamente a Itália e, já na Rússia, viu a Alemanha ficar pelo caminho e agora impôs à Suíça a segunda derrota nos últimos 25 jogos (a outra foi com Portugal).

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Os amantes do futebol e os donos do negócio não podiam conceber um argumento melhor para o filme do Mundial de 2018: nunca um campeonato do Mundo teve tantos jogos decididos nos últimos minutos. E muito menos que tal fosse o cenário para a terceira eliminação consecutiva de um campeão mundial na primeira fase, a quarta em cinco Mundiais neste século.

No Rússia-2018, são já 13 os resultados alterados depois dos 87 minutos de jogo, com realce para os que implicaram decisões dramáticas nos países apurados para a segunda fase da prova, como aconteceu igualmente no grupo de Portugal e no da Argentina. Na fase de grupos do Mundial do Brasil, houve apenas seis resultados alterados nesse período.

Cerca de 20 por cento dos 110 golos marcados até agora ocorreram depois dos 85 minutos, e uma dúzia deles já nos minutos de compensação, como os dois da Coreia do Sul, em Kazan.  

Hoje, a Alemanha nunca esteve virtualmente nos lugares de apuramento, mas durante mais de meia-hora ficou a apenas um golo de o conseguir e mandar os mexicanos de volta a casa. Muito mal tem de estar uma equipa alemã (que já vencera a Suécia num estertor final, com o livre de Toni Kroos aos 90+5 minutos) para não conseguir marcar um golo à Coreia do Sul.

Em Yekaterinburg, os mexicanos sofreram desesperadamente ao longo de toda a segunda parte, à medida que os suecos iam goleando, mas em mais um golpe de teatro do roteiro dramático deste Mundial os alemães ofereceram-lhes em bandeja, pela segunda vez neste campeonato, a maior das alegrias.

A Coreia desperdiçou várias possibilidades de marcar, num jogo em que os alemães não tiveram intensidade nem coesão colectiva, muito idêntico ao primeiro, com o México, mas o golo só chegou no minuto 90 e com chancela do VAR, uma vez que o marcador estava deslocado, mas o video-árbitro descortinou que a bola vinha dos pés do alemão Kroos.

O final foi patético com o guarda-redes Neuer a actuar como centro-campista, a ser desarmado e  a dar a possibilidade de Son ficar sozinho no outro meio-campo para marcar o golo mais fácil da  carreira. 

Auf wiedersehen.

Pela primeira vez em 80 anos, a Alemanha sai do Mundial na primeira fase. Pela quarta vez em cinco Mundiais do século XXI o campeão não chega aos oitavos-de-final: França em 2002, Itália em 2010, Espanha em 2014, Alemanha em 2018 - uma maldição que, no século passado, só acontecera uma vez, ao Brasil em 1966.

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