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Estamos quase todos de acordo: a selecção nacional tem jogado melhor sem Cristiano Ronaldo do que no Mundial da Rússia, apenas três meses atrás. Com jogadores diferentes, novos, sem rotinas, com um sistema táctico alterado, apesar do número escasso de treinos - melhores exibições e melhores resultados.

O que aconteceu nestes quatro jogos, dois deles a contar para a primeira divisão da Liga das Nações, um empate com o vice-campeão mundial e três vitórias, 8-4 em golos, garante que há vida depois de Cristiano Ronaldo.

Mas não dá, para já, nenhuma ideia ou garantia do que será o resto da vida da selecção com Cristiano Ronaldo. Ele regressará em Março, a tempo das eliminatórias do Europeu e da Final Four da Liga das Nações, para retomar o seu posto, de que nenhuma equipa pode abdicar.

Ninguém em seu perfeito juízo poderá imaginar que a equipa fique pior, mas o desafio da reintegração é tremendo, em particular para Fernando Santos. Mantendo o 4x3x3 ou regressando ao 4x4x2 do Mundial? Com liberdade criativa para as outras unidades ofensivas ou regressando à dependência obsessiva de Cristiano como finalizador?

O final da carreira do madeirense não está no horizonte e pode chegar apenas depois de 2022, compreendendo ainda dois ciclos de torneios maiores, um Europeu e outro Mundial. Mas é necessário que todos se orientem no sentido de a equipa depender cada vez menos da capacidade e do génio dele, cabendo ao próprio Cristiano ser o primeiro a reconhecê-lo e a abrir pistas para a melhor solução.

Para já, está em causa a cedência do lugar de avançado-centro no sistema actual, com sacrifício de André Silva, que já é um dos melhores da história da selecção, ou algo de mais vasto com a anulação de um dos médios interiores e o regresso a dois atacantes móveis, como foi utilizado sem grande sucesso no Mundial.

Em Março, veremos qual a solução pensada por Fernando Santos, sob a enorme pressão de manter o nível dos resultados, em particular se a Final Four de Junho (com Portugal, claro!) se disputar em Lisboa ou Porto.

Extraordinário futebol este, em que se pode discutir o papel a desenrolar pelo melhor jogador do Mundo!

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Fernando Santos tenta galopar o achado de Verão que lhe permite voltar a respirar tranquilamente durante a próxima época, não resistindo aludir a quem o tenha criticado mais acintosamente pelo futebol pobre exibido pela selecção no último Mundial.

Ou o sol e a praia operaram milagres em jogadores como João Cancelo, Ruben Neves, Ruben Dias, Mário Rui, Pizzi, Bruma, Renato Sanches ou Sérgio Oliveira, ou a correcção de rumo e velocidade que acaba de realizar peca por muitos meses de atraso, certamente por falta de fé.

Há um mês, ao contrário do que ele diz a piscar o olho ao povo indefectível, não éramos “coitadinhos”, mas também não tínhamos o mesmo sentimento de confiança no futuro.

A renovação acelerada dos jogadores e da estratégia de jogo só se justificam por, também na cabeça do seleccionador, a equipa anterior não ter estado à altura do que se lhe podia exigir e ser imperioso iniciar um novo ciclo - o que constitui um ‘mea culpa’ indirecto do responsável por tudo.

Do Mundial, ficou a certeza de que aqueles jogadores, aquela equipa, não podiam jogar melhor nem alcançar uma classificação mais alta. O que ninguém podia assegurar era que tinham ficado de fora jogadores que podiam constituir uma selecção mais forte - responsabilidade única e absoluta do seleccionador nacional, que tem todas as ferramentas de análise e o poder de decisão.

Com a nova convocatória e, sobretudo, depois dos jogos com Croácia e Itália, ressalta a sensação de que alguns dos melhores não foram à Rússia ou não jogaram onde deviam, como William Carvalho, Bernardo Silva, Mário Rui ou Ruben Dias. E que, por isso, as críticas mais ácidas que muitos fizeram, em particular à falta de audácia e de um jogo mais positivo, estão sempre latentes no discurso do próprio seleccionador.

Depois do jogo com a Espanha disse que “temos capacidade de fazer melhor”. Depois da vitória tangencial sobre Marrocos confessou ser “inexplicável” a falta de qualidade. Após o empate com o Irão exclamou um “Graças a Deus passámos”. E finalmente admitiu que na derrota com o Uruguai se “devia ter feito mais”.

Portanto, bem vistas as coisas, o primeiro crítico do que se fez ou não se fez no Mundial foi o próprio Fernando Santos, cujo poder lhe permite agora recomeçar o trabalho com um plantel extremamente renovado. Com jogadores que ou fizeram algum trabalho miraculoso nas férias ou já deviam ter estado no campeonato do Mundo…

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Fernando Santos apresentou ontem uma renovação radical da selecção, rejuvenescendo-a em três anos, com um certo atraso, pois a prudência é a regra n.º 1 do processo de decisão do seleccionador e muito por força do autêntico “baby boom” futebolístico, que projecta e assegura Portugal como potência europeia para a próxima década.

O onze que terminou no estádio do Algarve a partida com a Croácia era talvez a mais jovem selecção portuguesa de sempre, com uma média de 23 anos nos nove jogadores que acompanhavam os veteranos Pepe e Patrício.

Foi curiosa a opção de construir o novo esboço de selecção em torno de Pepe, com 35 anos e 100 internacionalizações, símbolo de um Portugal sem fronteiras e agregador, a que se juntam agora mais internacionais oriundos dos países da lusofonia, como Gedson e Rony Lopes.

Pepe e Rui Patrício (30 anos) foram os únicos seleccionados acima dos 30 e, juntamente com William Carvalho (26) e Bernardo Silva (23), os que mantiveram a titularidade relativamente à última partida do Mundial, com o Uruguai.

A média de idades desceu dos 27,6 anos para os 25,5 da equipa inicial frente à Croácia, mas ao longo do encontro ainda rejuvenesceu mais, para terminar nos 24,7 anos - ou 23, se retirarmos os dois “velhinhos”.

Desta experiência sairá uma solução intermédia, com a inclusão de Cristiano Ronaldo (33), João Moutinho (32), Cedric (27) ou João Mário (25). De fora, definitivamente, só devem estar Bruno Alves (36), Jose Fonte (34), Quaresma (35) e Manuel Fernandes(32), quando se torna evidente que existem alternativas de qualidade.

E fica para sempre justificada com dados concretos a dúvida sobre se a notória falta de irreverência da selecção no Mundial não teria sido superada com a inclusão de alguns destes jovens que já tinham dado sinais na época anterior. Não foi por terem esperado pelo mês de Agosto para se mostrarem, excepto no caso de Gedson, que João Cancelo, Sérgio Oliveira, Rony Lopes ou Bruma, ou mesmo Ruben Dias, ficaram fora do Mundial.

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