Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

  • Anónimo

    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

  • Jaime Palha

    Lúcido, como sempre. Parabéns.

  • atitopoteu

    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

  • Anónimo

    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...



subscrever feeds



Russos ou uruguaios, eis a escolha de adversário para Portugal, se passar a fase de grupos, como tudo indica. Cada um de nós terá uma preferência e, há uma semana, certamente a maioria escolheria o país organizador. Agora, vistos os dois primeiros jogos, com a Rússia a golear (8-1) e a empolgar o país e com o Uruguai a vencer à tangente e sem centelha de brilho, muitos terão virado a agulha para os sul-americanos.
O Uruguai que se arrastou em campo para vencer a Arábia Saudita talvez fosse de facto uma equipa acessível, pela previsibilidade do seu jogo sistemático. Basicamente, formam um bloco de 9 jogadores em 60 metros deixando tudo o resto aos dois foras-de-série do ataque, Cavani e Suarez. A organização, até pela perenidade do treinador Tabarez, já era assim no passado, e serviu para chegar ao 4.º lugar em 2010, mas nessa altura havia o acréscimo de Forlan, que empolgava toda a equipa e tinha capacidade de retenção de bola nos últimos 30 metros. Agora, seja pela falta de apoio de proximidade, seja pela ausência de criatividade, mal compensada pela revelação de alguns pormenores diferenciados de Bentancur, quer Cavani, quer Suarez estão muito aquém da afinação que lhes rendeu o total de 71 golos marcados na temporada.
Mas, apesar de tudo, numa partida a eliminar, um Uruguai coeso, experiente e com o espírito inquebrantável de Godin será muito mais difícil de bater. Muito mais difícil de enganar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ninguém suspeitava que a selecção da Rússia, que só tinha vencido quatro em 23 partidas nos últimos dois anos, pudesse iniciar o Mundial com tamanha dinâmica, a todo o gás, e muito menos que praticamente assegurasse a qualificação em apenas dois jogos, com oito golos marcados. É uma marca deste campeonato, a dificuldade em não considerar que tudo é inesperado e saído da caixinha das surpresas, embora a fragilidade dos adversários assuma aqui um peso muito grande.
Depois das pobres apresentações no Europeu de 2016 (duas derrotas e um empate) e na Taça das Confederações de 2017 (duas derrotas, uma com Portugal, e uma vitória sobre a frágil Nova Zelândia) e de apenas três triunfos em 17 jogos particulares de preparação nestes dois anos, a Rússia criou uma dinâmica que pode levá-la muito mais longe do que se imaginava possivel, despertando o factor-casa e uma típica euforia que sempre empurra os países organizadores, quando as coisas começam bem.
Considerando que pode ser a quarta adversária de Portugal no campeonato, a anfitriã não esconde as suas fraquezas crónicas (deficiente organização defensiva e muitos erros não forçados a meio-campo), mas aposta freneticamente nas suas virtualidades: muita energia, muita determinação e foco na baliza, com avançados de qualidade e experiência.
Frente ao Egipto beneficiou da praga dos autogolos para desbloquear o resultado, já na segunda parte, mas depois justificou inteiramente o triunfo por 3-1, acabando a sofrer o primeiro golo em mais um penalti-VAR, o quarto da prova, até agora.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

  • Anónimo

    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

  • Jaime Palha

    Lúcido, como sempre. Parabéns.

  • atitopoteu

    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

  • Anónimo

    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...



subscrever feeds