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Hoje começa a Liga portuguesa e, não tivesse eu preocupações profissionais com o dia a dia do futebol, diria que não tinha dado por isso.

As redes da Liga Portugal divulgam um poster das camisolas à roda do patrocinador e perguntam qual é a preferida - estranha prioridade informativa. As primeiras páginas dos jornais, especializados e generalistas, ignoram totalmente ou apenas assinalam a agenda. O mercado e a vida de Bruno Fernandes estão por cima de tudo.

Quem se queixa de demasiado futebol na televisão, por exemplo, permanece indiferente e descansado pelo “low profile” deste assunto, a remeter apenas para o umbigo de cada clube.

Sim, o Benfica vai esgotar a Luz e pouco interessa o adversário.

Sim, os sportinguistas pensam na viagem à Madeira como se não houvesse amanhã.

Sim, o FC Porto está em transição europeia, com a cabeça nos incentivos orçamentais. Braga e Guimarães também.

Sim, “a arbitragem está muito melhor”, garantem antigos maldizentes dos órgãos federativos.

É o futebol de verão, amigável, europeu, da taça da liga (dizem-me que já começou) ou de campeonato, com jogos para a família, reencontros, confraternizações e “olas” na bancada.

A Liga começa esta noite com um palpitante Portimonense-Belenenses, sabia?

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Pouco mais de uma semana depois do Portimonense-Sporting (4-2), o uruguaio Coates reencontrou hoje o japonês Nakajima e reviveu o pesadelo (“pesadilla” na descrição do comentador da tv sul-americana): o Japão derrotou o Uruguai por 4-3.

Shoya Nakajima tem sido nos últimos dois anos o jogador mais subvaliado do futebol português, mas, no fim, vai transformar-se numa mina de diamantes para o Portimonense. A longa (e misteriosa) espera vai valer a pena, com o milhão de euros gastos até agora no empréstimo e aquisição ao FC Tokyo a rentabilizarem 20 vezes. O japonês tem uma cláusula de rescisão de 20 milhões, o dobro do valor de mercado no início da temporada, mas a conjugação idade-rendimento-procura deve obrigar os candidatos a chegarem ao máximo da oferta.

Neste Japão-Uruguai, Nakajima, de apenas 1,64 m. de altura, jogou com o n.º10, correu, sprintou, fintou, driblou, rematou, esteve na origem dos dois primeiros golos, com um passe de rotura e com um potente remate que Muslera não conseguiu agarrar permitindo a recarga, e foi várias vezes destacado pela realização da televisão japonesa, com grandes planos e clips dos seus lances mais espectaculares.

Há uns meses, fiquei perplexo com a decisão do então seleccionador nipónico, Akira Nishino, de deixá-lo fora do Mundial, depois de ter participado em alguns jogos de preparação, ainda sob a responsabilidade de Halhilhodzic. Mas o sucessor, Hajime Moriyasu, obteve hoje uma resposta que lhe vai garantir o posto no futuro, a começar já na próxima Taça da Ásia, no Turquemenistão, que pode afastá-lo de Portimão durante todo o mês de Janeiro.

Mas ainda mais misterioso é o desprezo dos principais emblemas nacionais pelo melhor jogador da Liga fora dos três grandes clubes, duas vezes premiado com a autoria do Golo do Mês na época passada (Novembro e Fevereiro), excepto pelo facto de ele ser representado por uma empresa nipónica, que o coloca como n.º 1 do respectivo portfólio, à frente de Inui (Bétis) e de Osako (Bremen) - com a qual deve ser muito difícil negociar percentagens e comissões. Deve ser isto, só pode ser isto.

 

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O FC Porto acaba de realizar uma das melhores contratações do ano, do jovem defesa Éder Militão, do São Paulo, ao mesmo tempo que protagonizava dois negócios estranhíssimos com o Portimonense, envolvendo os também brasileiros Paulinho e Ewerton, contratados por milhões e depois recambiados como mercadoria desvalorizada. 

Como diria um antigo presidente de clube famoso pelo valor que dava ao escudo, um milhão é um milhão, mas há milhões e milhões. Os milhões de Militão têm valor facial. Os milhões de Paulinho e Ewerton têm valor ficcional.

É inexplicável que o mesmo scouting que aposta e consegue garantir um dos melhores jovens brasileiros da actualidade, actuando num campeonato distante, possa cometer tamanhos erros de avaliação de jogadores que estão entre nós e disputam o mesmo campeonato.

De Militão vamos ouvir muito no futuro. Com apenas 20 anos é considerado o melhor jogador do 2.º classificado do Brasileirão: forte, rápido, tecnicamente evoluído, versátil (central, lateral de ambos os lados ou médio centro) e, sobretudo, muito barato. O Porto paga ao São Paulo (4 milhões) praticamente metade do que aceitou dar ao Portimonense por Ewerton (7 milhões) ou Paulinho (5 milhões). Não consideramos nestas contas comparativas os valores distribuídos pelo “staff" do jogador (3 milhões) e pelo próprio Militão (3 milhões), decisivos para garantir o negócio, porque não temos forma de saber o que se cobra à margem desta intensa relação do Portimonense com o FC Porto.

Portanto, Militão foi extremamente barato porque queria tanto vir para o FC Porto e a Europa que recusou nos últimos meses um prémio de 4 milhões de euros para renovar com o São Paulo, e mantinha um desempenho excelente embora sendo o jogador titular mais mal pago do clube brasileiro.

E Ewerton e Paulinho seriam extremamente caros, atendendo a que nem um nem outro eram pretendidos por outros clubes grandes, nacionais ou estrangeiros.

O que estará realmente em jogo neste negócio com os algarvios, que desencadeou até a encenação de um episódio de indignação do presidente da SAD algarvia, compreender-se-á melhor dentro de meses, talvez no final da época.

A expectativa é que, por essa altura, Militão já esteja na seleção do Brasil e seja pretendido por grandes emblemas europeus, dando um lucro ao nível de Malcom ou Richarlison, cujos passes valorizaram dez vezes em apenas um ano. E onde estarão e quanto vão valer Paulinho e Ewerton?

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