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A eliminação do Peru, consumada ao som de olés, é um atentado ao Mundial. Sai não só uma das equipas que melhor jogou, com mais paixão, mais espontaneidade, mais virtuosismo, como sai igualmente o melhor público, os adeptos mais expansivos, alegres e contagiantes: eu fiquei peruano, acho que todos ficámos, sinto-me um "incha" inca.

Diz-se que mais de 40 mil peruanos foram à Rússia viver uma experiência que sonhavam há 36 anos, com montes de histórias incríveis que hão-de suportar a memória de uma expedição lendária, como a daquele adepto que vendeu a casa para subsidiar a viagem. Hoje no jogo de despedida eram mais de 20 mil.

Captura de ecrã 2018-06-26, às 17.34.57.png

 O Peru tem um rendimento per capita de 1/6 da Australia, mas hoje em Sochi a proporção era de dez peruanos para cada “socceroo”. E se pensarmos que havia menos de 500 portugueses no jogo com o Irão, o que dizer desta paixão peruana pelo futebol?

Já eliminada, a selecção tão bem dirigida pelo argentino Gareca não quis saber das hipóteses da Austrália e vingou a injustiça das duas primeiras partidas, com um golo de André Carrillo, um dos muitos patinhos feios que se valorizaram imenso neste Mundial, e outro de Paolo Guerrero, cuja carreira internacional manchada pelo estranho caso de doping bem mereceu esta despedida em glória.

Ao mesmo tempo da “fiesta” de Sochi, havia bronca em Moscovo, com França e Dinamarca a empatarem 90 minutos à maneira do “Jogo da Vergonha” (entre Alemanha e Áustria, em 1982). Foi a primeira partida sem golos do Mundial da Rússia e bem mereceu as vaias e apupos com que os adeptos assinalaram o apuramento de mais duas selecções europeias, jogando pior que Portugal.

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Deu Galo

21.06.18

O Galo manda o Peru para casa, com um golo solitário do mais jovem francês de sempre a marcar num Mundial, Mbappé. E, como no Portugal-Marrocos, venceu a equipa mais forte e perdeu a que jogou melhor.

Explicando: as selecções favoritas entram nestas competições com um sentido prático de assegurar a qualificação para os oitavos-de-final, prioritariamente a realizar grandes espectáculos. Sabem que ainda vêm muitos jogos pela frente e é preciso pragmatismo, em particular na gestão dos recursos físicos, no final de uma época extremamente desgastante. A forma deve crescer com a fasquia das dificuldades nas fases mais avançadas.
Ao intervalo, dizia Patrice Evra na televisão inglesa que esperava que a equipa mantivesse no segundo tempo a humildade de saber conservar o resultado e que não cedesse à tentação do “futebol champanhe”, como os franceses designam o jogo mais espectacular e “desrespeitoso” para adversários com qualidade. Insistia que o foco é a qualificação e não o espectáculo.
O Peru, tal como Marrocos, exibiu do melhor futebol que já se viu neste campeonato. Mas também não conseguiu marcar um golo e sai da competição com duas derrotas tangenciais. Não é à toa que se trata das duas selecções que estavam há mais tempo longe destas andanças: a ingenuidade paga-se e a experiência vale muito para uma próxima oportunidade.

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Em todos os Mundiais há equipas simpáticas e ingénuas como o Peru que hoje perdeu, injustamente, com a Dinamarca por 0-1. Jogam, jogam, jogam, criam oportunidades, correm muito, mostram talento, como o de um tal André Carrillo com o mesmo nome e velocidade de um jovem que passou pelo Sporting há uns anos, e esbanjam muito. Acabam quase sempre derrotadas por organizações mais experientes e objectivas, como a Dinamarca, liderada por um guarda-redes excepcional como o enorme filho do grande Peter Schmeichel.
Tivemos dois confrontos seguidos entre a Europa do norte e a América do sul em que se fez sentir o factor da continentalidade elevado a tese pelo saudoso Vitor Santos - ainda mais neste Peru-Dinamarca, que deixa os andinos em muito complicada situação, neste regresso de uma ausência de 36 anos, obrigados agora a pontuar no próximo jogo, com a França.
Após os dois primeiros encontros deste sábado, amarrados pelas tácticas defensivas a que obrigavam as diferenças abissais entre as equipas em confronto, soube bem ver um jogo anárquico, corrido, cheio de erros e emoção, apesar da míngua de golos.

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