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    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...






O Mundial entrou na fase do empata-empata, outrora conhecida como do mata-mata. Ninguém quer perder e poucos têm capacidade de correr riscos para chegar ao triunfo. Os jogos transformam-se em exercícios de xadrez, com a proposta de empate sempre presente nas acções colectivas e nas directrizes dos treinadores. Muita cabeça, muita concentração, nada de erros - que o guarda-redes depois resolve nos penaltis.



E assim, depois do feito do russo Akinfeev, foi o croata Subasic quem acabou por vencer o dinamarquês Schmeichel, numa decisão em que foram defendidos cinco pontapés em nove. É desta forma que, provavelmente, se vai eleger o melhor guarda-redes do Mundial, depois de uma primeira fase em que nenhum brilhou a grande altura. A fase eliminatória tornou-se no tempo dos guarda-redes e as emoções extremas que os desempates provocam acabam por salvar os jogos.



Leio em outras línguas algumas referências elogiosas aos jogos de sábado em comparação com as xaropadas servidas no domingo. Quem criticou a lentidão e falta de criatividade da seleção portuguesa, contrapondo o futebol espectacular da Croácia, por exemplo, deve ter ficado à beira de cortar os pulsos.



Como dizia um filósofo antigo, “o futebol é isto mesmo”. Um jogo pode começar a todo o vapor, com dois golos no primeiros 4 minutos, e depois fechar-se numa concha e fingir-se de morto até à hora do desempate final. Muita gente por esse mundo fora deve ter dormido uma bela sesta, embalada por narradores e comentadores monocórdicos, para acordar fresquinha a tempo das grandes emoções dos penaltis.



Do Croácia-Dinamarca recordaremos apenas os lançamentos laterais de Knudsen, autêntico mestre do arremesso, capaz de colocar a bola a mais de 40 metros, do que, aliás, resultou o golo nórdico. E, claro, o penalti roubado por Schmeichel a Modric, a minutos do final do prolongamento, dando o mote para o que iria acontecer pouco depois.

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O estranho penalti de Cedric, no Portugal-Irão, foi o último assinalado após intervenção do VAR, ao recomendar ao árbitro que revisse a sua decisão inicial de nada marcar. Essa foi a décima chamada ao visionamento do video-árbitro em lances de grande penalidade, das quais somente uma tinha sido revertida, por flagrante simulação de Neymar no Brasil-Costa Rica.

Mas depois do lance que fez Portugal perder o primeiro lugar no grupo, mais nenhum pênalti foi assinalado no VAR. Pelo contrário, são já quatro decisões revertidas consecutivamente, a última das quais no Senegal-Colômbia de hoje, em que o árbitro Mazic tinha começado por ver uma falta de Sanchez sobre Mane num lance já considerado o melhor desarme do Mundial.

Portanto, de 9-1 em penaltis marcados em chamadas ao VAR nos primeiros doze dias do campeonato, passámos para 0-4 nas últimas três jornadas da fase de grupos.

Na perspectiva dos jogadores e equipas em falta, o que começou por ser ansiedade e pânico de cada vez que o árbitro era chamado ao ecrã, transformou-se agora em enorme alivio perante a expectativa de a penalidade ser revertida. E não pelos melhores motivos: pelo menos dois dos penaltis não confirmados, a mão de Rojo no Argentina-Nigéria e a mão de Chicharito Hernandez no México-Suécia, teriam sido confirmados segundo os critérios seguidos até ao pênalti de Cedric.

A segunda fase confirmará esta tendência, mas dificilmente não seria uma situação problemática e controversa, considerando que a maioria dos árbitros nunca tinha lidado com o VAR e está a fazer em pleno Mundial um curso intensivo de aperfeiçoamento.

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Com Soares Dias a VAR do Arábia Saudita-Egipto, foi igualado o numero máximo de grandes penalidades assinaladas em campeonatos do Mundo, que estava fixado em 18 desde 1990 e repetido em 1998 e 2002. Quatro dos 18 marcados até agora não foram convertidos.

Neste jogo entre nações muçulmanas, foram assinaladas duas grandes penalidades contra os egípcios, mas só a segunda deu golo. Com mais de três minutos de debate entre o árbitro de campo, o colombiano Roldan, e Soares Dias, foi também o oitavo pênalti determinado após intervenção do VAR.

O primeiro de hoje passa à história como mais uma fofura do campeonato, a juntar ao golo do Panama, ao ser defendido por El-Hadary, um guarda-redes de 45 anos e 161 dias, o mais velho jogador de sempre a actuar num Mundial, superando o colombiano Mondragon, que jogou com 43 anos no Brasil.

 

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