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Pelas minhas contas, somando aos já célebres 120 + 6 + 1,2, os 84 milhões de euros que o Atlético de Madrid vai pagar a João Félix em salários nos próximos sete anos, cada golo que o jovem português marcar ou oferecer aos colegas vai “custar” mais de um milhão de euros.


Teria de estar ligado a pelo menos 30 golos por ano, ou 210 em sete épocas, para produzir, a esse “preço” unitário, os 211,2 milhões que custa toda esta operação inesperada e sensacional.



Confirmou-se que o jogador português mais caro de sempre está agora entre os cinco mais valiosos da história do futebol, mas há uma significativa parte de compatriotas, incluindo muitos no espaço mediático, que não acreditam, não aceitam e não valorizam, seja pelo montante, seja pela modalidade de pagamento, seja pelo envolvimento do empresário Jorge Midas, seja pelo “perigo” de fortalecimento do maior clube nacional.



Tem-se ouvido e lido de tudo nesta mais “silly season” de sempre. Há quem vaticine o desastre para a carreira de João Félix e até quem admita a falência do Atlético e o endividamento do Benfica.



O melhor que os invejosos desejam ao embaixador de Viseu é que se transforme num novo Renato Sanches, um fracassado que aos 21 anos já foi campeão da Europa, tricampeão nacional e pertence há três anos aos quadros do clube mais poderoso da Alemanha e dos mais importantes da Europa.

Há um enorme factor de risco nos negócios do futebol, sabendo-se que apenas 20 por cento dos jogadores transferidos no Verão vão acabar a época com maior valor de mercado. Apenas um em cada cinco “reforços” do mercado corresponde à expectativa e não acaba desvalorizado ao fim de alguns meses.

Esta fórmula aplica-se, aliás, aos mais caros da lista de transferências onde João Félix ocupa agora o quinto lugar.

1. Neymar (222 milhões) vai sair de Paris por metade do preço e sem atingir os objectivos.

2. Mbappé (180m) é o único dos cinco mais caros que vale hoje mais do que há dois anos.

3. Philippe Coutinho (160m) tem as malas à porta em Barcelona e pode servir de moeda de troca.

4. Dembelé (145m) idem, idem.

5. João Félix (126m) aceitou o maior desafio que algum desportista português enfrentou até hoje, num clube e com um treinador que talvez não sejam os mais adequados.

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Apanha, cai, rebola, choraminga, mas levanta-se. Às vezes, não apanha realmente, mas cai, rebola, choraminga e levanta-se. E também há momentos em que provoca, cai, rebola, choraminga e levanta-se. No levantar, é que está o ganho de Neymar, pois de cada vez que ele se ergue, como um sempre em pé, os adversários directos desmoralizam um pouco, vão perdendo paciência e acabam por ceder.

Hoje com o México foi, outra vez, assim. Neymar voltou a sofrer um número infame de seis faltas, foi agredido impunemente por Layún fora das quatro linhas, mas ditou mais uma inevitável eliminação do México nos oitavos-de-final, com um golo e uma assistência.

A folha estatística de Neymar já mostra dois golos, dois passes decisivos e 23 faltas sofridas. Não apresenta o número exacto de quedas, rebolos e chorinhos que serão certamente mais de 30. Porque, tirando o exagero de algumas das suas reacções, não há memória de um jogador sofrer tanta pancada, jogo sim, jogo também. 

No começo da prova, o treinador Tite tinha avisado que o craque brasileiro precisaria de quatro ou cinco jogos para atingir a plenitude, depois de mais de três meses de paragem com uma grave lesão. A evolução ao longo da prova confirma essa previsão e ele apareceu hoje cada vez mais perto do seu melhor, bem acompanhado pela enorme subida de produção de Willian, compensando ambos o abatimento súbito e inesperado de Felipe Coutinho.

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Com um atraso de três horas de jogo, Neymar chegou finalmente ao campeonato do Mundo, ainda a tempo de se transformar num dos seus protagonistas. Foi mesmo no final do jogo sofrido do Brasil com a Costa Rica, sobre o qual pairou uma versão menos assustadora do fantasma argentino, que o craque brasileiro se libertou da pressão que o vinha condicionando, tanto ou mais do que a falta de ritmo competitivo e as sequelas da lesão gravíssima que sofreu este ano.

Depois de um jogo inicial em que foi vítima de um número recorde de faltas, Neymar passou o de hoje a cair, a rebolar pelo chão, a falhar dribles, a impacientar-se e a enervar toda a equipa e os seus 200 milhões de adeptos. Mas acabou a tornar-se no terceiro melhor goleador da selecção do Brasil, ultrapassando Romário, e ficando apenas atrás de Pelé e de Ronaldo Fenómeno.
Neymar e o Brasil têm sofrido imenso com a ausência de Daniel Alves. Sem um defesa direito ao nível da equipa (Fagner jogou hoje pela primeira vez em quase dois meses), o Brasil descai repetitivamente para o lado esquerdo, onde está toda a sua inteligentsia (Marcelo, Coutinho e Neymar), e torna-se mais previsível e fácil de travar. Foi nisso que apostou a Costa Rica, tal como antes fizera a Suíça, e quase rendia novo empate.
O golo de Filipe Coutinho aos 90 minutos já não era esperado, mas resultou do reforço da frente ofensiva, com intervenções de Firmino e Jesus, depois de um cruzamento de Marcelo. Neymar, não participou na jogada, iniciada e concluída por Coutinho, mas assistiu a tudo de muito perto e foi como se tivesse despertado nesse momento.
Minutos depois fez um “cabrito” insolente numa zona de conservação de bola, junto à bandeira de canto, pareceu animado pelo samba em seu redor e acabou a marcar o segundo golo, a passe de Douglas Costa, o esquerdino que deve ter ganho a posição chave no lado direito, em vez de Willian.
Nos últimos cinco minutos da segunda partida, o Brasil “entrou” finalmente no Mundial e talvez ganhando a arriscada aposta total em Neymar: é um enorme desafio pois, como disse Tite, pode demorar cinco jogos a atingir o ritmo ideal e raramente são bem sucedidos os jogadores que chegam condicionados por lesões às grandes provas, como nós sabemos de anteriores experiências de Cristiano Ronaldo.

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