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À boa maneira do saudoso Wilson Brasil (esta é para maiores de 50), eis a minha selecção do Mundial 2018, agora terminado. Gente do Alto:

Courtois - Meunier, Varane, Umtiti e Hernandez - Kanté, Modric, Hazard e Perisic - Griezmann e Mbappé.

O MELHOR DO MUNDIAL

> O golo da vitória por 3-2 da Bélgica sobre o Japão, 10 segundos de futebol sublime https://www.dailymotion.com/video/x6nfco2

> Luka Modric, iluminado como uma estrela no topo do universo

> Hazard, a atingir finalmente o nível que se imaginava desde há meia dúzia de anos e que parecia para sempre adiado. Três golos e duas assistências, um penalti sofrido.

> Mbappé, o melhor jogador jovem, mas muito mais do que isso. Melhor do que Cristiano, Messi, Ronaldo Fenómeno ou mesmo Maradona ou Cruyff na sua idade.

> Courtois, o melhor guarda-redes de uma geração riquíssima em especialistas.

> Varane, o super defesa, a roçar a perfeição, quase incapaz de cometer erros.

> Kanté, o jogador indescritível, espécie de passe-partout, o verdadeiro jogador de todo-o-terreno

> O fair play, nas ruas, nas bancadas e sobretudo dentro das quatro linhas. Apenas 4 cartões vermelhos, contra 10 no Mundial anterior e 17 no da África do Sul.

> A cerimónia de encerramento com Ronaldinho Gaúcho tocando conga, depois de Ronaldo Fenómeno ter estado na de abertura, numa fusão perfeita entre o futebol e a cultura, com a cantora de ópera ao ritmo da Kalinka e todos os bailarinos no final a caírem como Neymar. Apenas 10 minutos simplesmente brilhantes. Genial.

O PIOR

> A programação televisiva das estações portuguesas, com padrões de há quinze anos, estáticas e monocórdicas, abusando da linguagem futebolense, por vezes incompreensível, passando completamente ao lado da revolução gráfica da análise futebolística que caracterizou a programação da maioria dos países, com destaque (das que vi) para a BBC/ITV, para a TV Globo e para a Fox.

> A seca dos homens-golo, com avançados como Lewandowski, Higuain, Gabriel Jesus, Giroud, Berg, entre outros, a não conseguirem superar as cada vez mais sólidas organizações defensivas.

> Os defesas laterais, em particular os do lado esquerdo, uma especialidade em crise aguda quando Marcelo passa ao lado da competição.

> A arbitragem da primeira fase, que quase punha em causa a estreia precipitada do VAR, porque a esmagadora maioria dos árbitros não tinha experiência nem preparação para lidar com uma ferramenta tão complexa num meio tão difícil. Apesar de tudo, os bons árbitros evitaram o descalabro, em particular na segunda fase da prova.

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Diz-se que o ataque ganha jogos e a defesa ganha campeonatos. A França juntou os dois melhores atacantes do campeonato, Griezmann e Mbappé, à melhor organização defensiva e por isso é a indiscutível campeã mundial, numa final de resultado mais desnivelado do que seria expectável.

Griezmann e Mbappé acabam o Mundial com 4 golos cada um, contribuindo para todas as vitórias, excepto a meia-final com a Bélgica, decidida por Umtiti, numa bola parada.

Ter bons avançados e uma organização defensiva muito solida, embora com um guarda-redes mediano, parece ser o indicador de uma nova mudança do paradigma futebolístico. Ganhar com menos bola parecia impossível à medida que se desenvolveu nos últimos anos a obsessão pelo seu controlo, com seus titkitakas e derivados, mas depois deste Mundial tudo é possível - o Guardiola que se cuide. Na final, repetiu-se: França 34, Croácia 66% - e daí?

Com os dois primeiros golos em lances de bola parada, tal como na decisão da meia-final, os franceses executaram o seu plano na perfeição, juntando a segurança defensiva à eficácia atacante. Este foi o campeonato com maior percentagem de sempre dos lances de bola parada e a França também esteve dentro da média geral, com seis golos em 14.

Para ter a melhor defesa não é preciso ter o melhor guarda-redes, se todos os outros forem de nível superior. Lloris fica bem atrás de Courtois e de mais alguns. Mas Varane e Umtiti foram os melhores centrais do campeonato, Hernandez o melhor lateral esquerdo e Pavard o segundo melhor lateral direito, depois do belga Meunier.

Junte-se o melhor médio recuperador, Kanté, e um volante poderoso como Pogba e está explicada a solidez dos franceses, completada com peões de brega como Matuidi e Giroud, além de três ou quatro suplentes do mesmo nível, em particular NZonzi e Fekir.

 

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Se fosse hoje, talvez a lesão alegada para mandar Kalinic de regresso a Zagreb a seguir ao primeiro jogo do Mundial, com a Nigéria, fosse ciática e não apenas “dores nas costas”. Ciática, aquela estranha doença que dificulta o andar e, aparentemente, perturba o cérebro.

Nas histórias das selecções em fases finais há sempre um Kalinic ou dois, mas quando as coisas correm bem, como correram à Croácia, um caso tão grave de indisciplina nem chega a provocar controvérsia. Pelo contrário, hoje, depois do trajecto brilhante que a Croácia realizou, toda a gente acha que o seleccionador Dalic tomou a única decisão possível, expulsando o avançado do Milan, por se ter recusado a entrar nos últimos minutos do jogo com a Nigéria, alegando as tais dores nas costas.

Enquanto Kalinic nunca imaginou que a Croácia pudesse chegar longe sem o seu contributo de grande estrela, o seleccionador Dalic percebeu que a Croácia não iria longe com um jogador sem espírito de equipa.

Mas quantos seleccionadores, de facto, teriam a coragem de mandar para casa uma vedeta desta dimensão? Acho que muito poucos o fariam, o que explica que existam mais casos de equipas “partidas” pela indisciplina durante as longas concentrações destas fases finais, do que o contrário.

Além de ter jogado mais tempo que as outras equipas, a Croácia disputou o Mundial com menos um jogador, ficando sem substituto para o seu ponta-de-lança Mandzukic. Mas, bem vistas as coisas, não restam dúvidas de que também Kalinic terá contribuído fortemente para fortalecer o espírito de grupo daqueles que abandonou.

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