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Mbappé é o futuro rei do futebol moderno, em breve será entronado como líder da geração que se se segue aos tempos de Cristiano e Messi. Nas meias-finais do Mundial, num confronto pelo estrelato com o maduro Eden Hazard, o francês ganhou largamente aos pontos e esteve perto de vencer por KO, faltando-lhe apenas algum lance de maior proximidade da baliza que lhe permitisse voltar a marcar.

Criou três oportunidades de golo para os colegas, uma das em dois toques de génio a deixar o perdulário Giroud frente a frente com o golo, fez seis passes-chave, um numero excepcional para uma competição tão nivelada e frente a adversários de tamanha categoria.

Com muitas responsabilidades defensivas, entregue ao trabalho solidário que caracteriza esta selecção francesa, com algumas restrições territoriais no flanco direito, ainda não tem estatuto de poder escolher o que faz em campo.

Só tem 19 anos, tem de manter a disciplina e conter a ambição. Mas é evidente que renderá muito mais, sobretudo na concretização, quando a equipa for formatada em função das suas qualidades e não o contrário. Um avançado com a velocidade, o instinto e a classe de Mbappé não pode sair de um relvado sem ter feito um remate em 90 minutos. Quando isso acontecer deixará de ser príncipe.

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Começou o Mundial a sério e a França trepou na tabela dos favoritos, com uma exibição de futebol ofensivo como ainda não se tinha visto no campeonato, considerando apenas jogos entre equipas niveladas. Explodiu Mbappé, apareceu Pogba, continuaram a crescer os laterais Hernandez e Pavard e manteve-se Kanté ao mais alto nível.

Como tinha assinalado o treinador Deschamps, trata-se de uma equipa muito jovem. Mbappé, candidato a grande figura da prova, ainda não chegou aos 20 anos. Os laterais têm 22, Pogba 24, Tolisso (que vai jogar na próxima eliminatória por suspensão de Matuidi) tem 23. 

Ainda hoje reflecti sobre os mais jovens de Portugal, que não conseguiram atingir no Mundial o nível de rendimento e a capacidade de afirmação que justificaram a aposta de Fernando Santos, ao longo da última época.

Não há qualquer explicação teórica para esta diferença de maturidade, nem sequer considerando os processos da formação, se pensarmos que qualquer deles, Mbappé, Pavard e Hernandez, passaram ao lado do trajecto das selecções mais jovens, ao contrário dos portugueses. Os três somam apenas 5 jogos nas selecções francesas abaixo dos 19 anos, enquanto só Gonçalo Guedes e André Silva totalizam 68 partidas internacionais, dos sub-15 aos sub-18.

Mas depois lembramo-nos que o Paris Saint Germain adquiriu Mbappé por 120 milhões de euros e dispensou Gonçalo Guedes ao Valência…

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Deu Galo

21.06.18

O Galo manda o Peru para casa, com um golo solitário do mais jovem francês de sempre a marcar num Mundial, Mbappé. E, como no Portugal-Marrocos, venceu a equipa mais forte e perdeu a que jogou melhor.

Explicando: as selecções favoritas entram nestas competições com um sentido prático de assegurar a qualificação para os oitavos-de-final, prioritariamente a realizar grandes espectáculos. Sabem que ainda vêm muitos jogos pela frente e é preciso pragmatismo, em particular na gestão dos recursos físicos, no final de uma época extremamente desgastante. A forma deve crescer com a fasquia das dificuldades nas fases mais avançadas.
Ao intervalo, dizia Patrice Evra na televisão inglesa que esperava que a equipa mantivesse no segundo tempo a humildade de saber conservar o resultado e que não cedesse à tentação do “futebol champanhe”, como os franceses designam o jogo mais espectacular e “desrespeitoso” para adversários com qualidade. Insistia que o foco é a qualificação e não o espectáculo.
O Peru, tal como Marrocos, exibiu do melhor futebol que já se viu neste campeonato. Mas também não conseguiu marcar um golo e sai da competição com duas derrotas tangenciais. Não é à toa que se trata das duas selecções que estavam há mais tempo longe destas andanças: a ingenuidade paga-se e a experiência vale muito para uma próxima oportunidade.

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