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Com a declaração de defesa intransigente da ética desportiva e de “liderança na luta contra as artimanhas do Benfica” por parte do presidente do FC Porto, foi dado o pontapé de saída para o julgamento político do caso dos emails. Deu-se o upgrade há muito esperado, com o grande líder a ocupar o espaço do idiota útil, o pastor a tomar o lugar do cão-de-fila.

Pinto da Costa pressentiu o esgotamento da “fórmula Jota” e, sobretudo, ficou alarmado com o desaparecimento em combate do esforçado Bruno de Carvalho, cujo substituto não parece capaz de chafurdar tão bem neste chiqueiro.

O sentido político a reter deste novo posicionamento é o recado que passa aos outros agentes do futebol, há meses e meses a assobiar para o lado, como se o assunto não lhes dissesse respeito.

Pinto da Costa abriu um debate a que não podem continuar a fugir a Federação, a Liga, todos os outros clubes profissionais, seus dirigentes e figuras de proa, até os patrocinadores e parceiros institucionais. Nem, claro, os directores dos órgãos de comunicação social que se colocaram no papel fácil de publicar ou não publicar, segundo critérios confusos com que apenas procuram andar à chuva sem se encharcarem, trocando o trabalho de campo sério e responsável por sessões contínuas de ruído para trogloditas.

Quando um jornal repete a primeira página de há meses, com o chamariz da prostituição, sem qualquer dado novo, é como se a lama tivesse secado e se transformasse em pó, muito mais fácil de limpar e sacudir para longe. É como se o assunto estivesse a esgotar-se e já só existisse na cabeça de editores desesperados com as perdas de vendas e dependentes do lado pavloviano das suas audiências.

Paralelamente à receita infalível da tia matrafona - futebol, corrupção e sexo -, há indivíduos citados na correspondência pirateada do Benfica há mais de um ano que nunca foram confrontados por jornalistas. E isto envergonha quem tenha sido educado numa cultura de contraditório e tenha lido jornais do século passado.

Cabe à imprensa ir ao encontro de todos aqueles agentes, a maioria silenciosa do futebol, que têm de posicionar-se, a bem da transparência da indústria e da verdade desportiva. Não por uma questão de justiça, a qual há-de fazer o seu trajecto autónomo, mas por necessidade de reconhecimento e esclarecimento de uma opinião pública por ora dividida, de forma doentia, como água e azeite.

Pinto da Costa falou, os outros estão agora “autorizados” a falar também.

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Não deve haver coisa mais estúpida de que um espectáculo profissional interdito a espectadores, à porta fechada. Foi o que aconteceu hoje num jogo da Taça da Liga, entre Paços de Ferreira e Desportivo das Aves, por aplicação de regulamentos congeminados pelos próprios clubes, os mesmos que chamam “indústria” a este manicómio em que se transformou o futebol português.

A seguir ao Paços de Ferreira, outros clubes poderão ser “castigados” com a mesma pena, entre eles o Benfica e o Braga que adiaram a execução da sentença porque têm dinheiro para pagar as custas do recurso.

Esta é uma situação que decorre directamente da tolerância aos criminosos das claques, legais e ilegais, que têm delapidado as audiências do futebol ao longo dos últimos 30 anos, ao capturarem grande parte das bancadas, delas afastando as pessoas normais, aquelas que não sofrem irracionalmente por qualquer clube e apenas gostariam de ter o direito de ir em segurança ver um espectáculo desportivo.

Quando vamos a um jogo nos Estados Unidos, o bilhete respectivo avisa-nos do comportamento que devemos ter e que seremos expulsos do local e processados judicialmente se cometermos algum acto de interferência no espectáculo. Por exemplo, atirar um copo de refrigerante ou um pacote de pipocas para dentro da quadra é o suficiente para nos candidatarmos a indemnizar pesadamente a NBA e a nunca mais podermos entrar num pavilhão.

Por isso, não compreendo que, dispondo de estádios de última geração em termos de segurança, os principais clubes portugueses não sejam capazes de identificar e processar na Justiça, de forma exemplar e significativa, os imbecis que provocam estas situações. Imagino que um jogo do Benfica à porta fechada acarrete prejuízos de centenas de milhar de euros e não percebo por que razão o clube nada faz para identificar e punir os responsáveis.

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O infeliz árbitro, os maus assistentes, os péssimos video-árbitros, seus inqualificáveis dirigentes e todos quantos acham que um erro de julgamento deve ser equilibrado com outro erro igual, incluindo os treinadores beneficiados, tornam o futebol uma actividade patética e sem credibilidade. Por necessidades comerciais, tentam confundir o erro sistemático com uma delirante “coerência de critério”. No futebol, menos com menos só dá muito menos.

No jogo entre o Belenenses e o FC Porto, Carlos Xistra começa por assinalar a mando do VAR um penalti absurdo, por bola na mão de Diogo Leite. E mais tarde, com o jogo a terminar empatado, volta a cair na esparrela num lance idêntico, mas ainda mais absurdo, na grande área do Belenenses.

O treinador do Porto veio aplaudir a coerência: errou uma vez, errou duas, está perfeito. O treinador do Belenenses nem se considerou apto a comentar, com razão, porque parte do princípio que não seria possível errar através do vídeo de segurança.

Sempre achei que a utilização como video-árbitros de juízes incompetentes só poderia ter êxito se ocorresse alguma epifania quando se sentam frente às pantalhas da Cidade do Futebol. Um árbitro mau no campo é um árbitro mau no video, não há milagres.

É o mesmo com um pénalti mal assinalado: um segundo pénalti mal marcado não transforma ambos em bem assinalados. Basta imaginar o que seria esta noite e os próximos dias se ambos tivessem sido apitados contra a mesma equipa.

Hoje, Carlos Xistra, os assistentes, os VAR e os seus dirigentes tiveram uma jornada desastrosa. Pateticamente coerente, mas desastrosa.

Que não se confunda a coerência de repetir os erros como um sinal de “critério”. Quem erra e repete o erro, apesar de todos os meios à sua disposição para o evitar, não é coerente nem tem critério: é apenas incompetente.

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