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Frederico Varandas confirma muita inexperiência para a função de presidente neste processo de despedimento do treinador José Peseiro. As dificuldades em nomear o técnico seguinte, o primeiro do seu pontificado, denunciam uma gestão pouco racional.  

1 - A demissão surgiu dois meses fora de tempo. Sendo claro que Peseiro nunca foi o treinador do seu projecto, tema estrategicamente contornado na campanha eleitoral, a substituição teria sido melhor compreendida no dia a seguir à tomada de posse, 

2 - Não se entende, considerando as dificuldades da formação do plantel e dos sobressaltos da pré-temporada;

3 - É precipitada em função dos resultados, remetendo para a demissão de Bobby Robson há 25 anos, por Sousa Cintra;

4 - Pode compreender-se pelo fraco nível exibicional da equipa, ainda que tal nunca tenha sido questionado publicamente ou nos meios de comunicação do clube;

5 - Revela fraqueza da liderança perante os protestos de parte de uma das mais reduzidas assistências dos últimos anos num jogo em Alvalade, começando muito cedo a ceder aos caprichos do que resta da claque;

6 - Evidencia amadorismo na escolha do sucessor, ao não conseguir esconder que não existia uma real alternativa definida com antecedência, ao contrário do que seria de esperar de um presidente que não apoiava o treinador que “herdou”.

Em suma, uma decisão inesperada, aparentemente mais emotiva do que racional, mas irreversível e de consequências devastadoras.

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José Pé Quente

05.10.18

Em pouco mais de dois meses, José Peseiro conseguiu a improvável proeza de instilar a dúvida no cérebro dos milhões de adeptos do Sporting que ficaram horrorizados com a sua contratação por Sousa Cintra.

Não exageremos, mas o que está a acontecer pode vir a terminar - quem sabe? - na mais incrível história de superação e reconciliação do futebol português.

Nove jogos, oito resultados positivos, proximidade dos lugares de liderança e, sobretudo, recuperações épicas, a evidenciar mentalidade forte, em várias situações complicadas, como ontem na Ucrânia.

Já se fala em “pé quente”, dando explicitamente a volta à imagem do “pé frio” e do “Pé zero” com que tinha sido recebido nesta segunda missão em Alvalade.

Depois de um treinador que conseguiu perder um jogo que ganhava aos “otchenta e otcho” minutos, o Sporting tem actualmente um treinador que consegue vencer uma partida que perdia aos 89.

Gozado durante uma década em surdina por causa da falta de pulso sobre Fábio Rochemback, que o insultou numa substituição, é agora felicitado abertamente pela força e segurança que demonstrou ao colocar Nani na ordem, de forma exemplar, após uma ofensa semelhante.

Desconsiderado por não ter conseguido resultados com um plantel de luxo (Ricardo, Polga, Rui Jorge, Rochemback, Pedro Barbosa, Hugo Viana, Niculae e Liedson), arranca hoje aplausos pela gestão de um balneário a sair de uma guerra civil.

O treinador que tinha perdido a final da Taça UEFA em casa começa agora a ser visto como o treinador que conduziu o Sporting à sua única final europeia em 50 anos.

Volto a citar o meu filósofo anónimo preferido: o futebol é isto mesmo.

 

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Luisão e Nani

29.09.18

Dois episódios estranhos envolveram esta semana os capitães dos maiores clubes portugueses: a despedida de Luisão e a substituição de Nani, uma encenada a obedecer a todos os cânones do politicamente correcto e a outra extemporânea e descontrolada.

Não penso, todavia, que Luisão estivesse absolutamente engajado com a coreografia à porta fechada que lhe prepararam, nem que o destempero momentâneo de Nani correspondesse a uma rebeldia premeditada.

Primeiro, o Benfica tratou de arrumar o incómodo que crescia no balneário pela situação do seu mais emblemático jogador e proibiu a presença de público para não correr o risco de a cerimónia ser prejudicada por uma assistência abaixo do desejável ou por intervenções negativas dos adeptos, em particular contra Rui Vitória, o principal responsável pela reforma antecipada, e contra Luís Filipe Vieira, num momento de popularidade mais fragilizada.

Ao contrário, o Sporting não só nada fez para controlar os danos causados pela leitura dos lábios e da linguagem corporal de Nani, aumentados por vários dias de especulação negativa em blogues e meios de comunicação, como ainda veio censurar publicamente o internacional português numa das mais duras declarações de que me lembro de um treinador criticando um jogador da própria equipa.

Em síntese, o que Benfica e Sporting fizeram foi trazer para a praça pública questões que normalmente ficariam no balneário, porque a dimensão dos jogadores ultrapassa largamente o prestígio interno dos treinadores envolvidos. Estes vieram, assim, à rua procurar o apoio que aparentemente lhes falta no seio da equipa. 

Com a razia de defesas centrais no plantel de Rui Vitória, a despedida de Luisão tornou-se rapidamente em cruel ironia do destino. E, se o castigo de Nani fosse para lá do puxão de orelhas de José Peseiro, estaríamos a assistir ao desmoronamento de um dos pilares da nova temporada.

Em ambos os casos, os clubes são os mais prejudicados pelas opções dos seus treinadores, incapazes de encontrar soluções de compromisso, não obstante colocarem a solidariedade pessoal como um dos principais factores de coesão das equipas.

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