Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

  • Anónimo

    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

  • Jaime Palha

    Lúcido, como sempre. Parabéns.

  • atitopoteu

    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

  • Anónimo

    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...





E pronto. Quatro horas da tarde no meridiano de Greenwich e a proposta que o Manchester United estava “a preparar” por Bruno Fernandes não chegou a Alvalade. Neste tempo em que os jornalistas dão as notícias e depois ficam à espera que se confirmem, esta era claramente exagerada, apesar de repetida exaustiva e diariamente ao longo de cinco semanas. Exagerada a notícia e exagerados os valores pretendidos.
Nem o milagreiro Jorge Mendes conseguiu vender Bruno Fernandes pelos números sonhados pelo Sporting, ao ser arregimentado tardiamente e quando os cavalinhos e girafas do seu carrossel já estavam montados e sem dinheiro para mais voltinhas. Nem pela moeda oficial da Gestifute, os famosos “mendilhões”, o negócio rodou.
O capitão do Sporting não está sozinho, não foi caso isolado. Neymar, Pogba, Bale, Coutinho, Milinkovic-Savic, Dybala e Eriksen, todos candidatos a transferências milionárias num valor global projectado próximo dos mil milhões de euros, continuam na sala de embarque à espera que alguém se condoa da chatice das suas vidas nos clubes onde não se sentem bem. Aguentem firme.
Se pensarmos nos 10 por cento dos Mendes e Raiolas desta engrenagem, podemos calcular que haja por aí muita gente com as férias estragadas, em esforço extra para gerar uma nova onda de loucura, antes de setembro, na Europa sem Inglaterra.
Bruno Fernandes e o Sporting voltam-se agora para este segundo mercado, de valores significativamente mais baixos. Só restarão meia dúzia de clubes capazes de pagar 50 milhões por um jogador (Real, Atlético, Barcelona, Paris SG e Juventus, Inter), mas nenhum deles tem o português no azimute. O bluff de Frederico Varandas não virou a mesa.
Milhares de portugueses interrogam-se sobre a falta de interesse do mercado internacional por Bruno Fernandes. Não entendem que os grandes compradores de jogadores adolescentes com poucas provas dadas por verbas exorbitantes optem pela sensatez quando se trata de atletas experientes e de alto rendimento regular. E este primeiro grande fracasso de Jorge Mendes ainda engrossa o pessimismo e o temor de mais conspiração contra o Sporting e a sua recuperação.
O baixo sucesso dos jogadores portugueses que emigraram depois dos 24 anos por verbas elevadas pode ser um dos motivos desta desconfiança. Há a consciência, controversa mas real, de que Figo, Rui Costa, Cristiano Ronaldo ou Bernardo Silva não teriam chegado ao topo se não tivessem emigrado tão cedo para ambientes muito mais competitivos e exigentes.
Um investimento de 50 milhões num jogador de 25 anos dificilmente gera retorno financeiro, crescendo a tendência para deixar terminar os contratos e sair a custo “zero”, como aconteceu este ano com os ex-portistas Herrera e Brahimi. Bruno Fernandes vai necessitar de repetir a época passada para voltar a valer metade da cláusula de rescisão, o que não deixa de constituir um teste aliciante para ele e para o clube, dando tempo ao superagente para montar uma operação que resgate honra e prestígio de todos os envolvidos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pelas minhas contas, somando aos já célebres 120 + 6 + 1,2, os 84 milhões de euros que o Atlético de Madrid vai pagar a João Félix em salários nos próximos sete anos, cada golo que o jovem português marcar ou oferecer aos colegas vai “custar” mais de um milhão de euros.


Teria de estar ligado a pelo menos 30 golos por ano, ou 210 em sete épocas, para produzir, a esse “preço” unitário, os 211,2 milhões que custa toda esta operação inesperada e sensacional.



Confirmou-se que o jogador português mais caro de sempre está agora entre os cinco mais valiosos da história do futebol, mas há uma significativa parte de compatriotas, incluindo muitos no espaço mediático, que não acreditam, não aceitam e não valorizam, seja pelo montante, seja pela modalidade de pagamento, seja pelo envolvimento do empresário Jorge Midas, seja pelo “perigo” de fortalecimento do maior clube nacional.



Tem-se ouvido e lido de tudo nesta mais “silly season” de sempre. Há quem vaticine o desastre para a carreira de João Félix e até quem admita a falência do Atlético e o endividamento do Benfica.



O melhor que os invejosos desejam ao embaixador de Viseu é que se transforme num novo Renato Sanches, um fracassado que aos 21 anos já foi campeão da Europa, tricampeão nacional e pertence há três anos aos quadros do clube mais poderoso da Alemanha e dos mais importantes da Europa.

Há um enorme factor de risco nos negócios do futebol, sabendo-se que apenas 20 por cento dos jogadores transferidos no Verão vão acabar a época com maior valor de mercado. Apenas um em cada cinco “reforços” do mercado corresponde à expectativa e não acaba desvalorizado ao fim de alguns meses.

Esta fórmula aplica-se, aliás, aos mais caros da lista de transferências onde João Félix ocupa agora o quinto lugar.

1. Neymar (222 milhões) vai sair de Paris por metade do preço e sem atingir os objectivos.

2. Mbappé (180m) é o único dos cinco mais caros que vale hoje mais do que há dois anos.

3. Philippe Coutinho (160m) tem as malas à porta em Barcelona e pode servir de moeda de troca.

4. Dembelé (145m) idem, idem.

5. João Félix (126m) aceitou o maior desafio que algum desportista português enfrentou até hoje, num clube e com um treinador que talvez não sejam os mais adequados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dos dois jogadores que o futebol português tinha para oferecer no primeiro mercado internacional deste verão, um terá atingido o valor astronómico da cláusula de rescisão e o outro é mantido num limbo de falta de interesse que começa a exasperar. Assistimos a uma espécie de “derby” do mercado, em que o Benfica está a vencer o Sporting, quando faltam ainda mais de dois meses de jogo e, sobretudo, falta liquidez em circulação para desatar uma série de negócios que estão alinhavados há muito.

Dir-se-á que é uma relação normal de oferta e procura, em que o saber esperar pela melhor oportunidade também conta, mas há quem atribua a espera à falta de boas relações com determinado agente ou às opções de comunicação do respectivo clube. Segundo esta teoria, Bruno Fernandes ainda não foi vendido porque, sem a intermediação de Jorge Mendes e mais visibilidade nos media, ninguém leva a sério a sua capacidade de garantir um golo por jogo, entre finalizações e passes decisivos, que fizeram dele um dos melhores médios de ataque da Europa.

Para calafetar esta brecha de raciocínio, sugere-se mais e melhor promoção dos jogadores que se pretende vender. Sim, porque se não fosse a propaganda da imprensa e televisões nacionais, que esgotam as suas edições internacionais por essa Europa fora, nunca o Atlético de Madrid ou o Manchester City aceitariam pagar 120 milhões por João Félix: sem a fortíssima propaganda do Benfica, ele não valeria mais do que os 15 milhões da chamada “taxa Mendes”.

Existe uma casta de inteligentes na área da informação, a maioria dos quais desaguou no parasitismo das agências de comunicação, que confina a diferença entre sucesso e insucesso ao dinheiro que se “investe” nos seus serviços: para o bem ou para o mal, a culpa é do mensageiro.

Dizem que vendem presidentes da República e agora parece que pensam que também vendem jogadores de futebol. Os “scouters”, os “labs”, os treinadores, os dirigentes profissionais e os relatórios de anos e anos de análise a jovens com mais de dez anos de competições internacionais contam pouco quando comparados com a força de meia dúzia de manchetes “fabricadas” pelos influenciadores da imprensa desportiva.

De Jong foi do Ajax para o Barcelona por 85 milhões graças à óbvia facilidade de leitura dos catalães quando se trata de jornais e televisões neerlandesas. Os alemães de Munique deliraram de tal forma com as promoções da imprensa de Madrid sobre Lucas Hernandez que aceitaram pagar 70 milhões por um defesa. No sentido inverso, a Madrid chegou fortíssima a propaganda alemã (e talvez servo-croata) sobre Luca Jovic .

Sem esquecer o Éder Militão e a receptividade dos decisores madrilenos aos nossos falantes de portunhol!

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

  • Anónimo

    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

  • Jaime Palha

    Lúcido, como sempre. Parabéns.

  • atitopoteu

    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

  • Anónimo

    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...