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Pouco mais de uma semana depois do Portimonense-Sporting (4-2), o uruguaio Coates reencontrou hoje o japonês Nakajima e reviveu o pesadelo (“pesadilla” na descrição do comentador da tv sul-americana): o Japão derrotou o Uruguai por 4-3.

Shoya Nakajima tem sido nos últimos dois anos o jogador mais subvaliado do futebol português, mas, no fim, vai transformar-se numa mina de diamantes para o Portimonense. A longa (e misteriosa) espera vai valer a pena, com o milhão de euros gastos até agora no empréstimo e aquisição ao FC Tokyo a rentabilizarem 20 vezes. O japonês tem uma cláusula de rescisão de 20 milhões, o dobro do valor de mercado no início da temporada, mas a conjugação idade-rendimento-procura deve obrigar os candidatos a chegarem ao máximo da oferta.

Neste Japão-Uruguai, Nakajima, de apenas 1,64 m. de altura, jogou com o n.º10, correu, sprintou, fintou, driblou, rematou, esteve na origem dos dois primeiros golos, com um passe de rotura e com um potente remate que Muslera não conseguiu agarrar permitindo a recarga, e foi várias vezes destacado pela realização da televisão japonesa, com grandes planos e clips dos seus lances mais espectaculares.

Há uns meses, fiquei perplexo com a decisão do então seleccionador nipónico, Akira Nishino, de deixá-lo fora do Mundial, depois de ter participado em alguns jogos de preparação, ainda sob a responsabilidade de Halhilhodzic. Mas o sucessor, Hajime Moriyasu, obteve hoje uma resposta que lhe vai garantir o posto no futuro, a começar já na próxima Taça da Ásia, no Turquemenistão, que pode afastá-lo de Portimão durante todo o mês de Janeiro.

Mas ainda mais misterioso é o desprezo dos principais emblemas nacionais pelo melhor jogador da Liga fora dos três grandes clubes, duas vezes premiado com a autoria do Golo do Mês na época passada (Novembro e Fevereiro), excepto pelo facto de ele ser representado por uma empresa nipónica, que o coloca como n.º 1 do respectivo portfólio, à frente de Inui (Bétis) e de Osako (Bremen) - com a qual deve ser muito difícil negociar percentagens e comissões. Deve ser isto, só pode ser isto.

 

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O Japão submeteu a Bélgica ao primeiro grande teste, no melhor jogo do Mundial até agora, e só foi eliminado no último minuto, na mais espectacular jogada de contra-ataque que vi nos últimos tempos. Os japoneses, ao bom estilo kamikaze que os impediu de medir as consequências da sua ousadia, cometeram o tradicional harakiri, com nobreza, mas também com a ingenuidade que penaliza drasticamente os que não sabem defender-se.

Ao longo de todo o jogo, os japoneses exerceram uma pressão total sobre a defesa a três da Bélgica, que não melhorou com o regresso de Kompany, e construíram muitas situações de superioridade numérica, por vezes de cinco para três, do que resultaram dois golos no início da segunda parte e uma vantagem que os inebriou.

Na hora de resguardar o triunfo sobre um adversário tão poderoso, os japoneses não quiseram saber e continuaram a jogar da mesma forma, até final. Digno de admiração e simpatia, mas condenado ao fracasso.

Entretanto, a 25 minutos do fim, o treinador belga meteu ainda mais altura na frente, com Fellaini e Chadli, dois jogadores na fasquia do 1,90 metros, acreditando que a superior envergadura física pudesse fazer diferença. E fez. Nas bolas paradas, o tamanho dos jogadores conta muito e a Bélgica chegou ao empate em dois pontapés de canto, com Fellaini a marcar o segundo.

Quando tudo apontava ao prolongamento surgiu a tal jogada antológica de contra-ataque, com Chadli a sprintar 90 metros de uma área à outra para para fazer o golo. De um canto contra a Bélgica, o guarda-redes Courtois fez correr a bola à frente de De Bruyne durante 60 metros, este abriu na direita em Meunier que cruzou para a área, Lukaku simulou e Chadli concluiu. 

Pela primeira vez na história do Mundial, dois substitutos da mesma equipa marcaram golos na fase eliminatória. Com esta reviravolta igualmente inédita na história dos Mundiais, de uma equipa que perdia por 0-2 a 22 minutos do fim, a Bélgica segue com o moral em alta para o confronto com o Brasil, mas tem de rever os processos defensivos.

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Desempatar os grupos de qualificação é um quebra-cabeças para a FIFA, cada vez pior quanto maior for a aproximação de valores. Hoje foi o Polónia-Japão a ter quase 20 minutos de jogo da vergonha, com a gestão do resultado em regime e ritmo de anti-jogo, à boa maneira do Alemanha-Áustria de 1982.

Não há resposta para situações que satisfaçam os objectivos de ambas as equipas, por mais desagradável e chocante que a situação se torne para os espectadores e para quem vê pela televisão.

A única situação de que me lembro em que não foi aceite a proposta tácita de empate ocorreu em 1986 entre Portugal e Marrocos: José Torres não aceitou a trégua sugerida pelo treinador brasileiro dos marroquinos e a coisa descambou para uma derrota e eliminação lusitana.

A ideia de que a última jornada tem de começar à mesma hora para todos faz sentido, ainda que na Rússia, com toda a tecnologia à disposição, nenhum dos grupos tenha iniciado as partidas em rigoroso simultâneo, chegando a haver desfasamentos de quase um minuto, quer no início quer depois do intervalo.

Também por isto não se entende a pré-maqueta dos jogos do Mundial de 2026, na América do Norte, que terá 48 selecções em 16 grupos de 3 equipas, para eliminar apenas uma - o que pressupõe uma vantagem das equipas que disputarem o último jogo.

A última vez que houve grupos de 3 foi precisamente em 1982, mas na segunda fase, embora para apurar apenas o vencedor de cada grupo para as meias-finais. Mesmo assim, em 4 grupos apenas o da Alemanha não favoreceu as selecções que disputaram a terceira partida.

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