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Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...
Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...
Lúcido, como sempre. Parabéns.
A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...
Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...
A FIFA poderá usar o Portugal-Irão para estudar alterações às inadmissíveis e insuportáveis limitações da acção dos treinadores durante os jogos de futebol.
Procedimentos agora injustamente puníveis com expulsão do campo e sucessivas multas e suspensões seriam futuramente despenalizados e, pelo contrário, os treinadores encorajados a adoptarem-nos como novos atractivos para o espectáculo:
> despir uma peça de roupa (primeiro a gravata, depois o casaco, a camisa, por aí fora…) e atirá-la ao chão com espalhafato quando não gostar da decisão do árbitro
> virar-se para as tribunas com os braços bem abertos, sobretudo se lá estiver algum alto dirigente da FIFA, desenhando ecrãs virtuais no ar quando o VAR não intervier nalguma jogada que considere duvidosa
> abandonar o banco rumo às cabinas para ver repetições de jogadas num televisor mais pequeno, em protesto contra as imagens manipuladas nos ecrãs gigantes do estádio
> dar instruções ao ouvido dos jogadores suplentes da equipa adversária no momento das substituições.
A primeira pergunta da conferência de imprensa de Fernando Santos antes do jogo em Saransk foi sobre arbitragem, por jornalistas que vinham enxofrados pelas insinuações de Carlos Queiroz.

Estava dado o mote para uma demonstraçãozinha do futebol à portuguesa que alguns, pelos vistos, querem exportar: emoções básicas, confrontações físicas, discussões por nada, tudo o que o desporto não quer. E assim foi o jogo entre Portugal e o Irão, uma equipa com grande potencial futebolístico mas atraiçoada por um espírito miserável ao assumir que só atinge resultados se fizer jogo subterrâneo.
Assistimos a todo um remake das célebres porcarias dos anos 90, agora à escala planetária. As imagens falam por si, uma vergonha.
A seleção portuguesa teve o mérito de sobreviver a toda esta pressão artificial, mas acabou no limite, a ceder aos nervos e a perder no final duas vantagens importantes, quando os VAR assinalaram um pênalti a Cedric e validaram um golo à Espanha: nesse minuto a selecção perdeu um dia de descanso e trocou o melhor adversário pelo pior.
Mesmo assim, Portugal conseguiu resistir a um mau jogo de Cristiano Ronaldo, que igualou Messi a falhar um pênalti que tinha matado o jogo e foi ofuscado pela estreia de Quaresma a titular num Mundial, aos 34 anos.
Se Cristiano Ronaldo não conseguiu acordar por causa do sono atrasado provocado pelo barulho das vuvuzelas dos iranianos, Quaresma despertou o génio da trivela e fez um golo inesquecível e muito importante. Mas fica o alarme de ver ambos os amigos, trintões cheios de experiência, a cederem à pressão montada por um treinador que os conhece bem e quase os levou à expulsão: Cristiano salvo pelo VAR, Quaresma salvo por Fernando Santos.
No fim, acabou tudo em bem, mais uma vez, salvo a perda da liderança do grupo. É isto a selecção: paciência, lentidão de processos, sofrimento e resultados.
Há muito não se via numa competição como o Mundial uma equipa a defender com onze jogadores dentro da própria grande área e num sistema de 6-3-1, seis defesas, três médios defensivos e um “à pesca”. Um autocarro longo e com dois andares, a obrigar a um trabalho de enorme paciência a que, todavia, os espanhóis, sobretudo os de Barcelona, estão muito habituados.
Foi assim que o Irão atrasou 55 minutos o golo da Espanha, que veio a aparecer numa carambola dentro da área, que penalizou a escolha de Carlos Queiroz. Normalmente estas especulações exclusivamente defensivas são penalizadas mais tarde ou mais cedo e não se justificam em função das virtualidades positivas de que as equipas abdicam, como se revelou neste caso também. O Irão tem futebol para jogar de outra forma e deu para ver que Portugal vai sofrer na segunda-feira.
A perder, os asiáticos estenderam-se em 4-4-2 e passaram a jogar de igual para igual, ficando muito perto de alcançar o empate. E assim apresentaram duas versões bem distintas, que darão algum trabalho de pesquisa a Fernando Santos.
Que Irão irá aparecer frente a Portugal? Possivelmente o da segunda parte, porque o empate não lhe chega, mas em caso de conseguirem adiantar-se no marcador, fica desde já o alarme para o enorme perigo de não se conseguir depois derrubar o muro asiático. E este Irão em 4-4-2, muito agressivo, rápido sobre a bola e forte fisicamente, é um adversário complicado, capaz de criar ocasiões, muito mais competitivo do que aquele que só pensava em defender, enervar os espanhóis e fazer perder tempo útil de jogo. Por isso, há que evitar a todo o custo que o Irão possa marcar primeiro.
Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...
Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...
Lúcido, como sempre. Parabéns.
A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...
Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...