Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • Anónimo

    Sim, subscrevo.

  • JQM

    Eu trocaria por Jonas, evidentemente.

  • Jaime Palha

    Não me respondeu, João.

  • Anónimo

    E a trocar, troca por quem?

  • Anónimo

    Moral da história, todos os processos a que o Benf...





Quando começou o jogo de consolação com a Bélgica, estava na dúvida se devia tirar Kane, o previsível goleador da prova, da minha equipa-tipo. Seria o primeiro goleador de um Mundial a quem isso aconteceria e atrevo-me a dizer que nenhuma lista oficial ou institucional sequer admite tal coisa - pois não consideram a (baixa) qualidade dos adversários a quem marcou os golos nem a nulidade absoluta em que se transformou nas partidas a doer, ficando horas e horas sem conseguir sequer enquadrar um remate à baliza.

Depois, bastou-me ver aquele desperdício aos 23’, um autêntico pênalti em movimento, para assumir o que pensei desde o início: apesar dos golos que marcou, Kane não está, não pode estar, entre os três melhores avançados do Mundial. Nem perto.

Fui rever os golos de Kane, 2 à Tunísia em pontapés de canto, 3 ao Panama com dois penaltis, um à Colômbia de pênalti; zeros com Suécia,  Croácia e Bélgica: 3 penaltis, um tap-in à boca da baliza, um bom golo de cabeça e um "chouriço", desviando involuntariamente um remate de Loftus-Cheek.

Cinco de bola parada e um sem querer. Seis no total, tantos quantos Gary Lineker no México/86, que não beneficiou de nenhum penalti. É ir ao youtube constatar as diferenças…

Desde o tal golo inadvertido aos 62’ do jogo com o Panama e não considerando o pênalti à Colômbia, o melhor goleador do Mundial esteve 516 minutos (mais de oito horas) de jogo sem conseguir fazer um remate que acertasse na baliza ou fosse defendido. Nas últimas quatro partidas, depois de ter folgado na última jornada da primeira fase, executou sete remates para fora. Por isto também, a Inglaterra ficou em 4.º lugar e sofreu três derrotas.

Mandzukic, Griezmann, Lukaku, Cavani e Mbappé, pelo menos, foram bem superiores ao “melhor” avançado do Mundial.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cinco das maiores revelações do Mundial são ingleses, alguns já conhecidos dos clubes, outros com mais de 25 anos, mas todos com quase nula experiência na selecção principal: o guarda-redes Pickford, o lateral Trippier, o central Maguire, o médio ofensivo Lingard e, ainda, o avançado Alli, o mais jovem mas também o único com mais de uma dúzia de internacionalizações quando aterraram na Rússia.

Todos excederam as expectativas em termos de rendimento, correspondendo às apostas algo temerárias do seleccionador, adaptando-se a uma nova concepção táctica e a funções diferentes do seu quotidiano nos clubes, e têm agora em comum um horizonte brilhante que contempla os dois próximos Europeus e pelo menos mais um Mundial.

Todos são produtos das transformações operadas na Federação inglesa depois de falhar a presença no Europeu de 2008. O ciclo de aposta na formação, que se seguiu, começou a dar frutos há quatro anos e coloca neste momento a Inglaterra como maior potência mundial do futebol jovem, campeã mundial de sub-17, campeã mundial de sub-20 e bicampeã do torneio de Toulon (sub-20), com partes destes trajectos feitos sob a responsabilidade do actual seleccionador principal Gareth Southgate. O pior resultado dos últimos anos foi o 3.º lugar no Europeu de sub-21 de 2017.

Isto significa que nos próximos tempos vão continuar a chegar à selecção principal grandes valores, pois a estrutura de competição com várias divisões profissionais e, sobretudo, os campeonatos de sub-23, garantem espaço para a evolução e afirmação dos jovens, não obstante a dificuldade em entrarem nos clubes principais, onde predominam os estrangeiros. Nesse quadro de dificuldade, porém, nenhum jovem inglês tem necessidade de emigrar e a seleção inglesa é a única semifinalista do Mundial sem qualquer emigrante, uma vez que a pressão dos adeptos ajuda à sua afirmação sempre que se coloca a opção entre um inglês e um estrangeiro de valor idêntico.

Autoria e outros dados (tags, etc)


A Inglaterra eliminou naturalmente a Suécia, num jogo sem grande história, nem memórias para o futuro. O guarda-redes inglês, Pickford, é muito melhor do que o finalizador sueco de serviço, Marcus Berg, e isso fez toda a diferença.



Depois de Gabriel Jesus, Werner, Lewandovski, Jorgensen, Seferovic, Higuain e outros proeminentes homens-golo do futebol moderno, foi a vez de Berg sair do Mundial com zero golos em 5 jogos. O francês Giroud ainda está em prova, mas também permanece em branco.



Está difícil a vida dos avançados-centro, hoje chamados de “ponta-de-lanço fixo” pelos comentadores da tv, a julgar pela evolução táctica defensiva que lhes deu cabo do trabalho neste campeonato. Poucos estiveram à altura do que se lhes exigia, excepto Kane, Cavani, Diego Costa, Mitrovic ou Falcão, ainda que com intermitências .



Lembro-me de ter acontecido algo semelhante com Pauleta, em 2006, a quem Scolari nunca deixou de dar a titularidade, apesar da esterilidade absoluta em sete jogos. Os golos de um ponta-de-lança fazem parte dos planos do treinador e se não acontecerem vão desequilibrar negativamente nos momentos determinantes para a continuidade das equipas.



Ora, a Suécia tinha Ibrahimovic e preferiu deixá-lo a soltar o génio nos relvados dos Estados Unidos, chamando um avançado trabalhador mas mediano, que ganha a vida num campeonato ainda menos exigente do que o norte-americano. Berg fez 15 remates em cinco partidas, metade dos quais enquadrados com a baliza e até pode ir satisfeito por ter feito brilhar Pickford nos quartos-de-final. Mas quantos golos marca Ibrahimovic em 15 remates?

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • Anónimo

    Sim, subscrevo.

  • JQM

    Eu trocaria por Jonas, evidentemente.

  • Jaime Palha

    Não me respondeu, João.

  • Anónimo

    E a trocar, troca por quem?

  • Anónimo

    Moral da história, todos os processos a que o Benf...