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Hoje começa a Liga portuguesa e, não tivesse eu preocupações profissionais com o dia a dia do futebol, diria que não tinha dado por isso.

As redes da Liga Portugal divulgam um poster das camisolas à roda do patrocinador e perguntam qual é a preferida - estranha prioridade informativa. As primeiras páginas dos jornais, especializados e generalistas, ignoram totalmente ou apenas assinalam a agenda. O mercado e a vida de Bruno Fernandes estão por cima de tudo.

Quem se queixa de demasiado futebol na televisão, por exemplo, permanece indiferente e descansado pelo “low profile” deste assunto, a remeter apenas para o umbigo de cada clube.

Sim, o Benfica vai esgotar a Luz e pouco interessa o adversário.

Sim, os sportinguistas pensam na viagem à Madeira como se não houvesse amanhã.

Sim, o FC Porto está em transição europeia, com a cabeça nos incentivos orçamentais. Braga e Guimarães também.

Sim, “a arbitragem está muito melhor”, garantem antigos maldizentes dos órgãos federativos.

É o futebol de verão, amigável, europeu, da taça da liga (dizem-me que já começou) ou de campeonato, com jogos para a família, reencontros, confraternizações e “olas” na bancada.

A Liga começa esta noite com um palpitante Portimonense-Belenenses, sabia?

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O azar do VAR

26.08.18

A Altice e a Federação Portuguesa de Futebol garantem que as comunicações que sustentam o funcionamento do VAR na Liga portuguesa foram quase infalíveis durante 35 mil minutos e “só falharam” duas vezes, num Aves-Benfica da primeira época e no Porto-Guimarães de ontem.

Apenas duas falhas e, logo, em jogos de candidato ao título. Ainda por cima, com Pizzi a simular um pênalti no primeiro e André Pereira a marcar em fora-de-jogo no segundo. É muito azar.

Um conceito baseado em tecnologias de informação a borregar por falta de comunicação é o cúmulo do azar.

Se um cliente prioritário é tratado desta forma, como não hão-de os cidadãos comuns conviver diariamente com os blackouts, os cortes e as faltas de cobertura enquanto “azares” que tocam a todos?

Daí que esta garantia de que a coisa funciona na perfeição e só falha de vez em quando seja completamente descabida. Em vez de pedirem desculpa e explicarem muito bem a razão destas interrupções do serviço, Altice e FPF vieram enaltecer o tempo em que funcionam normalmente, sem contudo remeterem para qualquer auditoria independente.

O caso do golo de André Pereira só acontece porque o fiscal-de-linha tem instruções para, na dúvida, não assinalar fora-de-jogo e esperar pela avaliação do VAR. Se este está offline, o fiscal-de-linha transforma-se num trapezista sem rede, literalmente, e põe em perigo a verdade desportiva, completamente à mercê da lei de Murphy.

Um projecto assente na infalibilidade e rigor das “novas tecnologias” não pode estar sujeito ao iminente falhanço delas, o que realmente acontece por manifesta precipitação na sua complexa execução, sem período de testes offline compatível com o resultado pretendido, tantas são as desigualdades de meios logísticos, técnicos e humanos em cada clube e estádio.

Este caso do Porto-Guimarães só foi conhecido publicamente por oportuna diligência de Pedro Sousa, na TVI24, pois no estádio e na transmissão televisiva ninguém foi informado de que o VAR estava com azar. A falta de informação simultânea é outra insuficiência gritante deste projecto, que devia distinguir-se dos velhos modelos opacos da arbitragem precisamente pela transparência da comunicação.

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