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Com a declaração de defesa intransigente da ética desportiva e de “liderança na luta contra as artimanhas do Benfica” por parte do presidente do FC Porto, foi dado o pontapé de saída para o julgamento político do caso dos emails. Deu-se o upgrade há muito esperado, com o grande líder a ocupar o espaço do idiota útil, o pastor a tomar o lugar do cão-de-fila.

Pinto da Costa pressentiu o esgotamento da “fórmula Jota” e, sobretudo, ficou alarmado com o desaparecimento em combate do esforçado Bruno de Carvalho, cujo substituto não parece capaz de chafurdar tão bem neste chiqueiro.

O sentido político a reter deste novo posicionamento é o recado que passa aos outros agentes do futebol, há meses e meses a assobiar para o lado, como se o assunto não lhes dissesse respeito.

Pinto da Costa abriu um debate a que não podem continuar a fugir a Federação, a Liga, todos os outros clubes profissionais, seus dirigentes e figuras de proa, até os patrocinadores e parceiros institucionais. Nem, claro, os directores dos órgãos de comunicação social que se colocaram no papel fácil de publicar ou não publicar, segundo critérios confusos com que apenas procuram andar à chuva sem se encharcarem, trocando o trabalho de campo sério e responsável por sessões contínuas de ruído para trogloditas.

Quando um jornal repete a primeira página de há meses, com o chamariz da prostituição, sem qualquer dado novo, é como se a lama tivesse secado e se transformasse em pó, muito mais fácil de limpar e sacudir para longe. É como se o assunto estivesse a esgotar-se e já só existisse na cabeça de editores desesperados com as perdas de vendas e dependentes do lado pavloviano das suas audiências.

Paralelamente à receita infalível da tia matrafona - futebol, corrupção e sexo -, há indivíduos citados na correspondência pirateada do Benfica há mais de um ano que nunca foram confrontados por jornalistas. E isto envergonha quem tenha sido educado numa cultura de contraditório e tenha lido jornais do século passado.

Cabe à imprensa ir ao encontro de todos aqueles agentes, a maioria silenciosa do futebol, que têm de posicionar-se, a bem da transparência da indústria e da verdade desportiva. Não por uma questão de justiça, a qual há-de fazer o seu trajecto autónomo, mas por necessidade de reconhecimento e esclarecimento de uma opinião pública por ora dividida, de forma doentia, como água e azeite.

Pinto da Costa falou, os outros estão agora “autorizados” a falar também.

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O azar do VAR

26.08.18

A Altice e a Federação Portuguesa de Futebol garantem que as comunicações que sustentam o funcionamento do VAR na Liga portuguesa foram quase infalíveis durante 35 mil minutos e “só falharam” duas vezes, num Aves-Benfica da primeira época e no Porto-Guimarães de ontem.

Apenas duas falhas e, logo, em jogos de candidato ao título. Ainda por cima, com Pizzi a simular um pênalti no primeiro e André Pereira a marcar em fora-de-jogo no segundo. É muito azar.

Um conceito baseado em tecnologias de informação a borregar por falta de comunicação é o cúmulo do azar.

Se um cliente prioritário é tratado desta forma, como não hão-de os cidadãos comuns conviver diariamente com os blackouts, os cortes e as faltas de cobertura enquanto “azares” que tocam a todos?

Daí que esta garantia de que a coisa funciona na perfeição e só falha de vez em quando seja completamente descabida. Em vez de pedirem desculpa e explicarem muito bem a razão destas interrupções do serviço, Altice e FPF vieram enaltecer o tempo em que funcionam normalmente, sem contudo remeterem para qualquer auditoria independente.

O caso do golo de André Pereira só acontece porque o fiscal-de-linha tem instruções para, na dúvida, não assinalar fora-de-jogo e esperar pela avaliação do VAR. Se este está offline, o fiscal-de-linha transforma-se num trapezista sem rede, literalmente, e põe em perigo a verdade desportiva, completamente à mercê da lei de Murphy.

Um projecto assente na infalibilidade e rigor das “novas tecnologias” não pode estar sujeito ao iminente falhanço delas, o que realmente acontece por manifesta precipitação na sua complexa execução, sem período de testes offline compatível com o resultado pretendido, tantas são as desigualdades de meios logísticos, técnicos e humanos em cada clube e estádio.

Este caso do Porto-Guimarães só foi conhecido publicamente por oportuna diligência de Pedro Sousa, na TVI24, pois no estádio e na transmissão televisiva ninguém foi informado de que o VAR estava com azar. A falta de informação simultânea é outra insuficiência gritante deste projecto, que devia distinguir-se dos velhos modelos opacos da arbitragem precisamente pela transparência da comunicação.

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O mais interessante deste dia de estreia da Liga Revelação Sub-23, organizada com evidentes cuidados pela Federação Portuguesa de Futebol, é o efeito nas audiências tv. 

À mesma hora dos jogos da nova competição, todos transmitidos em streaming e um em canal aberto no cabo (TVI24), a Liga decidiu realizar o Académica-Paços de Ferreira, da segunda divisão profissional. É uma dura prova para o cartaz da Segunda Liga, uma vez que a concorrência dos sub-23 foi um Braga-Benfica e não tenho grandes dúvidas sobre qual teve mais telespectadores.

Talvez mesmo o streaming do espectacular Vitória-Sporting tivesse mais audiência do que o jogo da Segunda Liga, com uma promoção maior por parte da FPF, que mantém uma divulgação low profile da nova competição.

A Liga anunciou que faria cobertura televisiva de todos os jogos do seu segundo campeonato, mas trata-se de paytv, ao contrário do streaming da FPF que é aberto e gratuito. Ou seja: vê-se o Benfica e o Sporting sub-23 sem custos, mas paga-se para ver o Mafra e o Famalicão.

Há muitos casos de estudo recentes de criação de novos campeonatos em vários pontos do Mundo, alicerçados sempre na divulgação massiva através do aproveitamento combinado das ferramentas online. Por isso, dá pena que o site oficial da Liga, por exemplo, seja tão antiquado e desinteressante e que o protagonista mais vezes destacado seja o presidente Pedro Proença, os seus almoços, recepções e idas aos estádios.

A FPF já anunciou que vai criar um canal de tv dedicado e conteúdos não lhe faltam. Os clubes não se organizam nem se deixam organizar e vão perder mais este negócio. É a vida.

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