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  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

  • Anónimo

    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

  • Jaime Palha

    Lúcido, como sempre. Parabéns.

  • atitopoteu

    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

  • Anónimo

    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...





CR7 Big Mac

20.09.19

Cristiano Ronaldo revela que só não passou fome nos seus primeiros anos em Lisboa, uma criança deslocada das origens madeirenses e da família, porque encontrou umas fadas-madrinhas que lhe ofereciam hambúrgueres de uma loja McDonalds que ele e os seus colegas rondavam à espreita de sobras.

Custa acreditar numa situação destas, realmente chocante. A formação do Sporting, que criou dois Bolas de Ouro da FIFA, não alimentava bem os seus pupilos e ainda deixava que se empanturrassem à margem de todas as boas práticas alimentares?

Imagino a conversa com o nutricionista antes do treino: 

  • Então Cristiano, comeste bem ontem? 
  • Sim, limpei três Big Macs que sobraram na loja da Edna.

Não gosto desta imagem da “formação” do Sporting, que já foi considerada a melhor do Mundo, e muito menos que uma marca nociva possa associar-se, ainda que indirectamente, a uma figura tão admirável.

Já temos a homenagem às empregadas que lhe consolavam o estômago, só falta agora vir essa fábrica de digestões difíceis vir também reivindicar o mérito do fast-food no  desenvolvimento saudável de uma criança mal nutrida até ao nível de super-atleta.

O melhor jogador do Mundo encetou nas últimas semanas uma operação de charme mediático, dando a conhecer o seu “lado humano”, mas há determinadas “memórias” que deviam morrer com os sujeitos ou, pelo menos, serem reservadas até quando já não fizerem estragos.

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Os novos Messi

15.06.19
 


O Valência está eufórico com as exibições de Kang-in Lee no Mundial de sub-20, onde ficou conhecido como o “Messi coreano” e ganhou a Bola de Ouro para o melhor jogador. E o Real Madrid contratou com pompa e circunstância um jovem chamado Takefusa Kubo, apresentado como o “Messi japonês”.



São sinais de que o futebol do extremo oriente evolui rapidamente, como demonstram os inéditos segundos lugares que hoje mesmo o Japão alcançou no Torneio de Toulon (empatando com o Brasil na final) e a Coreia do Sul no Mundial de sub-20 (perdendo com a Ucrânia).



O Youtube propagandeia as qualidades destes futuros Messi orientais e o que vemos é clássico: canhotos, dribladores, dinâmicos, imaginativos, capazes de fazer golo.



Ao contrário do que acontece quando alguém sugere que um jovem português de talento possa aspirar a ser o “novo Cristiano Ronaldo”, ninguém se ofende com estas comparações. Se fazem algum mal, será apenas aos próprios aspirantes, pelo exagero, embora não deixem de pesar nas avaliações de mercado. Lee já está apreçado em 8 milhões e Kubo em dois milhões de euros.



Mas talvez nem seja por isso. Esta proliferação sugere que talvez seja mais fácil aspirar a ser o novo Messi do que o novo Cristiano Ronaldo, pela necessidade de juntar diariamente ao longo da carreira uma enorme carga de trabalho ao talento inato.

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Cristiano Ronaldo voltou a disfarçar as incongruências tácticas da selecção, marcando golos e decidindo uma meia-final que parecia destinada a mais um desfecho em sofrimento e, eventualmente, a uma enorme decepção.
Após um ano sabático, talvez o menos competitivo e desgastante da carreira, regressou na plenitude das qualidades técnicas e fisicamente mais fresco do que nunca, nesta fase do ano, por causa da eliminação prematura na Ligados Campeões.
Frente a uma Suíça organizada para o travar, Cristiano ganhou sprints, driblou, fez passes de morte, marcou de livre, marcou na área, marcou em jogada individual, durou os 90 minutos, liderou e abriu novas perspectivas para um objectivo que parecia adormecido, a sexta Bola de Ouro.
Cristiano Ronaldo a ser Cristiano Ronaldo, abrindo caminho para uma terceira final com a selecção - mais um recorde pessoal dificilmente igualável. E, como sempre, ofuscando tudo e todos à sua volta.
O sétimo hat-trick do capitão nacional nos últimos minutos do encontro fechou a discussão sobre o pénalti que dava o empate à Suíça e que parecia excelente para desenvolver novos tratados ideológicos contra o VAR e seus mentores.
Impediu um olhar crítico sobre 88 minutos sem um remate à baliza, à excepção do livre do primeiro golo, não obstante o onze escolhido ser anormalmente consensual.
Voltou a adiar a análise aprofundada sobre os bons resultados que o mau futebol colectivo tem proporcionado, graças a proezas individuais, em quatro anos com Fernando Santos ao leme.
E sossegou milhares e milhares de adeptos em negação perante as “ameaças”, claramente exageradas, à hierarquia mediática dos ídolos nacionais.

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