Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • Anónimo

    Moral da história, todos os processos a que o Benf...

  • José Brito

    "Encontram-se ainda vários pedidos para ‘discoteca...

  • Anónimo

    Se as pessoas não estão contentes com o que é "ofe...

  • Anónimo

    Este artigo peca por misturar o que não pode ser m...

  • Marco Hugo

    A lista dos ex-árbitros espiados no caso ‘E-Toupei...





Estamos quase todos de acordo: a selecção nacional tem jogado melhor sem Cristiano Ronaldo do que no Mundial da Rússia, apenas três meses atrás. Com jogadores diferentes, novos, sem rotinas, com um sistema táctico alterado, apesar do número escasso de treinos - melhores exibições e melhores resultados.

O que aconteceu nestes quatro jogos, dois deles a contar para a primeira divisão da Liga das Nações, um empate com o vice-campeão mundial e três vitórias, 8-4 em golos, garante que há vida depois de Cristiano Ronaldo.

Mas não dá, para já, nenhuma ideia ou garantia do que será o resto da vida da selecção com Cristiano Ronaldo. Ele regressará em Março, a tempo das eliminatórias do Europeu e da Final Four da Liga das Nações, para retomar o seu posto, de que nenhuma equipa pode abdicar.

Ninguém em seu perfeito juízo poderá imaginar que a equipa fique pior, mas o desafio da reintegração é tremendo, em particular para Fernando Santos. Mantendo o 4x3x3 ou regressando ao 4x4x2 do Mundial? Com liberdade criativa para as outras unidades ofensivas ou regressando à dependência obsessiva de Cristiano como finalizador?

O final da carreira do madeirense não está no horizonte e pode chegar apenas depois de 2022, compreendendo ainda dois ciclos de torneios maiores, um Europeu e outro Mundial. Mas é necessário que todos se orientem no sentido de a equipa depender cada vez menos da capacidade e do génio dele, cabendo ao próprio Cristiano ser o primeiro a reconhecê-lo e a abrir pistas para a melhor solução.

Para já, está em causa a cedência do lugar de avançado-centro no sistema actual, com sacrifício de André Silva, que já é um dos melhores da história da selecção, ou algo de mais vasto com a anulação de um dos médios interiores e o regresso a dois atacantes móveis, como foi utilizado sem grande sucesso no Mundial.

Em Março, veremos qual a solução pensada por Fernando Santos, sob a enorme pressão de manter o nível dos resultados, em particular se a Final Four de Junho (com Portugal, claro!) se disputar em Lisboa ou Porto.

Extraordinário futebol este, em que se pode discutir o papel a desenrolar pelo melhor jogador do Mundo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os editores da imprensa e televisão portuguesas estiveram quatro dias em negação, mas começaram hoje a dar crédito às acusações de violação sexual a Cristiano Ronaldo contra uma cidadã de Las Vegas. 

As primeiras reacções, que eu mesmo ouvi na sexta-feira, ao surgir a notícia no Der Spiegel, foram eloquentes: “isso é antigo, tudo treta” ou “quem quer aparecer basta falar no CR7”.
Ora, a meu ver, não se trata de uma questão de culpabilidade de Cristiano nem mesmo de credibilidade da vítima, respeitando-se a presunção de inocência, mas sim de danos reputacionais graves, em primeira instância.
Já vimos, no auge da campanha #metoo, o que este tipo de acusação pode provocar aos acusados em termos de prejuízo social e profissional. As primeiras páginas do Público e do i, de hoje, e as chamadas cada vez mais pormenorizadas nas televisões levam-nos para essa área terrível, a da dúvida, que irrompe como erva daninha e se propaga, imparável, durante o longo tempo da Justiça.
O nosso herói que gosta de passar férias em Los Angeles e Las Vegas (quem não gosta?) foi contaminado pela praga de Hollywood. É bizarro, para quem já tenha estado lá, imaginar um crime de assédio sexual na Strip ou em qualquer hotel-casino de Las Vegas, mas a caça às celebridades recomenda-lhes o máximo de cuidado.
Mesmo que não queiram acreditar, os admiradores interrogam-se: também tu, Cristiano?
Este caso pode transformar-se numa mina para os meios de comunicação e, como logo me pareceu, é a reputação social do melhor jogador do Mundo que está ameaçada, à semelhança do que aconteceu com o seu conflito com o Fisco espanhol, que acabou por conduzi-lo à decisão de abandonar o Real Madrid. Até para um dos homens mais poderosos do Mundo, a luta contra a hipocrisia pode tornar-se desigual, quando lhe começarem a faltar os golos e a clarividência dentro dos campos de futebol.
Um dia, a vida extra-futebol de Cristiano Ronaldo será um muito interessante caso de estudo, em particular no que diz respeito à sua relação com os media, muito aberta, mas também muito artificial e cheia de alçapões e tabus: a clássica história do monstro que se vira contra o criador.
Mesmo em crise, os media nunca perdem, têm sempre a última palavra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O melhor do ano foi… Nooooooooo!

 

A minha votação para o melhor jogador mundial de 2017-18 teria sido, pela ordem, em Antoine Griezmann, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Luka Modric faria parte de uma segunda linha, a par de Raphael Varane, Kylian Mbappé, Mohammed Salah e Harry Kane.

É incompreensível que nenhum jogador francês figure entre os três melhores para a FIFA e acredito que a classificação da Bola de Ouro do France Football, ainda e sempre o prémio individual mais importante e mais justo pela qualidade e isenção do júri, nos dará uma classificação mais próxima da que eu considero ideal.

O meu melhor jogador da última temporada seria, então, Antoine Griezmann. 

Mas pelos critérios que elegeram Modric, defendo que Varane justificou mais do que o croata, apesar de nem sequer ter sido considerado pelo júri da FIFA.

E Salah entra nos três primeiros e ganha o prémio Puskas, do melhor golo, por causa do voto do público, sem o qual teria ficado em 6.º lugar. O egípcio é o primeiro jogador a ficar no pódio dos três melhores sem fazer parte do onze ideal do ano. 

Entre muitos portugueses cresce um sentimento de revolta pela “derrota” de Cristiano Ronaldo que reflecte a habitual cultura desportiva nacional: a culpa é do árbitro. Neste caso, o pensamento dominante é de que não “ganhámos” porque a FIFA é um coito de mafiosos sem escrúpulos, que roubam sempre a favor do Real Madrid… 

Em pelo menos cinco dos últimos 11 anos, aqueles que coroaram Cristiano Ronaldo como o melhor do mundo, FIFA, UEFA e os seus prémios foram justos, honestos e criteriosos. Quem sabe se não voltam a ser e se o português não regressa ao palco a exclamar Siiiiiiiii?

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • Anónimo

    Moral da história, todos os processos a que o Benf...

  • José Brito

    "Encontram-se ainda vários pedidos para ‘discoteca...

  • Anónimo

    Se as pessoas não estão contentes com o que é "ofe...

  • Anónimo

    Este artigo peca por misturar o que não pode ser m...

  • Marco Hugo

    A lista dos ex-árbitros espiados no caso ‘E-Toupei...