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Os novos Messi

15.06.19
 


O Valência está eufórico com as exibições de Kang-in Lee no Mundial de sub-20, onde ficou conhecido como o “Messi coreano” e ganhou a Bola de Ouro para o melhor jogador. E o Real Madrid contratou com pompa e circunstância um jovem chamado Takefusa Kubo, apresentado como o “Messi japonês”.



São sinais de que o futebol do extremo oriente evolui rapidamente, como demonstram os inéditos segundos lugares que hoje mesmo o Japão alcançou no Torneio de Toulon (empatando com o Brasil na final) e a Coreia do Sul no Mundial de sub-20 (perdendo com a Ucrânia).



O Youtube propagandeia as qualidades destes futuros Messi orientais e o que vemos é clássico: canhotos, dribladores, dinâmicos, imaginativos, capazes de fazer golo.



Ao contrário do que acontece quando alguém sugere que um jovem português de talento possa aspirar a ser o “novo Cristiano Ronaldo”, ninguém se ofende com estas comparações. Se fazem algum mal, será apenas aos próprios aspirantes, pelo exagero, embora não deixem de pesar nas avaliações de mercado. Lee já está apreçado em 8 milhões e Kubo em dois milhões de euros.



Mas talvez nem seja por isso. Esta proliferação sugere que talvez seja mais fácil aspirar a ser o novo Messi do que o novo Cristiano Ronaldo, pela necessidade de juntar diariamente ao longo da carreira uma enorme carga de trabalho ao talento inato.

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Cristiano Ronaldo voltou a disfarçar as incongruências tácticas da selecção, marcando golos e decidindo uma meia-final que parecia destinada a mais um desfecho em sofrimento e, eventualmente, a uma enorme decepção.
Após um ano sabático, talvez o menos competitivo e desgastante da carreira, regressou na plenitude das qualidades técnicas e fisicamente mais fresco do que nunca, nesta fase do ano, por causa da eliminação prematura na Ligados Campeões.
Frente a uma Suíça organizada para o travar, Cristiano ganhou sprints, driblou, fez passes de morte, marcou de livre, marcou na área, marcou em jogada individual, durou os 90 minutos, liderou e abriu novas perspectivas para um objectivo que parecia adormecido, a sexta Bola de Ouro.
Cristiano Ronaldo a ser Cristiano Ronaldo, abrindo caminho para uma terceira final com a selecção - mais um recorde pessoal dificilmente igualável. E, como sempre, ofuscando tudo e todos à sua volta.
O sétimo hat-trick do capitão nacional nos últimos minutos do encontro fechou a discussão sobre o pénalti que dava o empate à Suíça e que parecia excelente para desenvolver novos tratados ideológicos contra o VAR e seus mentores.
Impediu um olhar crítico sobre 88 minutos sem um remate à baliza, à excepção do livre do primeiro golo, não obstante o onze escolhido ser anormalmente consensual.
Voltou a adiar a análise aprofundada sobre os bons resultados que o mau futebol colectivo tem proporcionado, graças a proezas individuais, em quatro anos com Fernando Santos ao leme.
E sossegou milhares e milhares de adeptos em negação perante as “ameaças”, claramente exageradas, à hierarquia mediática dos ídolos nacionais.

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O país está em alvoroço perante a possibilidade de algum grande clube europeu aceitar pagar 120 milhões de euros pelo jovem João Félix. No espaço mediático acotovelam-se para chegar aos microfones os que entendem a cláusula de rescisão com o Benfica como um exagero que pode fazer perigar o equilíbrio financeiro dos Manchesteres e dos Barcelonas desta vida.

Por um lado, a saída do jovem jogador tornava o Benfica menos forte, o que seria bom. Mas, por outro, forrar-lhe-ia os cofres com a fabulosa liquidez de acesso aos catálogos “prime” para poder reforçar a equipa com bons jogadores, o que seria mau.

O jogador também divide opiniões. Há quem pense que mais um ano no Benfica lhe seria benéfico ao desenvolvimento em estabilidade. Mas há quem tema que nunca mais repita as performances deste ano ou que possa ser atingido por alguma filoxera e acabe por perder uma fortuna, ele próprio, porque o futebol é ocasião.

O Benfica ganhou muito dinheiro com a saída prematura de Renato Sanches, mas perdeu muito mais com o despacho de Bernardo Silva, por exemplo. Não há negócios indiscutíveis no mercado futebolístico.

Nesta quarta-feira, indiferente ao combate de agentes nos bastidores da bola, João Félix deve ter o baptismo internacional ao mais alto nível num ambiente que pode tornar-se hostil para um adolescente, diferenciado é certo, mas ainda um adolescente. É mais uma prova de fogo, um teste de carácter, mais uma linha na “check list” dos avaliadores.

Quando alinhar ao lado de Cristiano Ronaldo estaremos perante uma situação muito rara, uma passagem de testemunho em acção, que marca a vitalidade do futebol português actual, em particular para os que conseguem entender o recente fiasco da selecção de Sub-20 como um lamentável acidente de percurso de uma geração extraordinária.

Frente à Suiça, “lovers" e “haters”, é como se Cristiano pudesse ter jogado ao lado de Eusébio: desfrutemos.

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