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Com um atraso de três horas de jogo, Neymar chegou finalmente ao campeonato do Mundo, ainda a tempo de se transformar num dos seus protagonistas. Foi mesmo no final do jogo sofrido do Brasil com a Costa Rica, sobre o qual pairou uma versão menos assustadora do fantasma argentino, que o craque brasileiro se libertou da pressão que o vinha condicionando, tanto ou mais do que a falta de ritmo competitivo e as sequelas da lesão gravíssima que sofreu este ano.

Depois de um jogo inicial em que foi vítima de um número recorde de faltas, Neymar passou o de hoje a cair, a rebolar pelo chão, a falhar dribles, a impacientar-se e a enervar toda a equipa e os seus 200 milhões de adeptos. Mas acabou a tornar-se no terceiro melhor goleador da selecção do Brasil, ultrapassando Romário, e ficando apenas atrás de Pelé e de Ronaldo Fenómeno.
Neymar e o Brasil têm sofrido imenso com a ausência de Daniel Alves. Sem um defesa direito ao nível da equipa (Fagner jogou hoje pela primeira vez em quase dois meses), o Brasil descai repetitivamente para o lado esquerdo, onde está toda a sua inteligentsia (Marcelo, Coutinho e Neymar), e torna-se mais previsível e fácil de travar. Foi nisso que apostou a Costa Rica, tal como antes fizera a Suíça, e quase rendia novo empate.
O golo de Filipe Coutinho aos 90 minutos já não era esperado, mas resultou do reforço da frente ofensiva, com intervenções de Firmino e Jesus, depois de um cruzamento de Marcelo. Neymar, não participou na jogada, iniciada e concluída por Coutinho, mas assistiu a tudo de muito perto e foi como se tivesse despertado nesse momento.
Minutos depois fez um “cabrito” insolente numa zona de conservação de bola, junto à bandeira de canto, pareceu animado pelo samba em seu redor e acabou a marcar o segundo golo, a passe de Douglas Costa, o esquerdino que deve ter ganho a posição chave no lado direito, em vez de Willian.
Nos últimos cinco minutos da segunda partida, o Brasil “entrou” finalmente no Mundial e talvez ganhando a arriscada aposta total em Neymar: é um enorme desafio pois, como disse Tite, pode demorar cinco jogos a atingir o ritmo ideal e raramente são bem sucedidos os jogadores que chegam condicionados por lesões às grandes provas, como nós sabemos de anteriores experiências de Cristiano Ronaldo.

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É um clássico dos Mundiais: os primeiros jogos do dia são, quase todos, aborrecidos, mastigados e com poucos golos. Mesmo com temperaturas temperadas como a de hoje em Samara e a uma hora local mais avançada do que em campeonatos anteriores, os jogadores têm dificuldade em manter ritmo mais altos e as precauções defensivas acabam por sobrepor-se ao arrojo pela vitória. Tudo em nome dos superiores interesses da FIFA, que vai ser ainda mais problemático em 2022 no inferno do Qatar e a seguir com os Mundiais de 48 equipas.
Costa Rica e Sérvia estavam de acordo com um empate desde o começo e jogaram de igual para igual: 50% de posse de bola, 3-3 em remates à baliza, 5-4 em pontapés de canto - equilíbrio aceite tacitamente.
O golo, momento excepcional de Kolarov a pedir meças ao livre de Cristiano Ronaldo à Espanha, não pertence a este jogo, uma obra de arte num canteiro de trolhas.

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