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    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...





O que pode levar o seleccionador da 8.ª mais forte selecção do Mundo a preparar a equipa, ao longo de um mês, para disputar três jogos numa semana e, tendo perdido na estreia, decidir operar uma mudança radical do sistema de jogo para a segunda partida? O mais provável é acabar a ouvir olés, como aconteceu hoje ao polaco Adam Navalka num estádio dos confins da Rússia repleto de colombianos.

A Polónia sofreu com a velocidade do Senegal e entrou no Mundial a perder (1-2), com uma defesa de 4.
Com medo do virtuosismo dos sul-americanos, que também iniciaram a prova com uma derrota, o bom do Nawalka foi aos papéis e achou que o melhor era mudar para uma defesa de 5. Em vez de dois golos, sofreu três. E no ataque meteu dó, com mais uma grande prova totalmente falhada por Lewandovsky, repetindo o fiasco de há dois anos no Europeu como capitão da primeira selecção europeia a fazer as malas.
Nawalka e o argentino Jorge Sampaoli são, para já, os dois mentores destas mudanças em andamento. Um já foi, o outro está a caminho.
E o Colômbia-Senegal, uma final que dá um lugar nos oitavos, será um dos jogos mais palpitantes da semana que vem.

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A Colômbia perdeu hoje surpreendentemente com o Japão, depois de ter jogado 90 minutos com menos um jogador. Os colombianos foram vítimas da regra da tripla penalização, alterada há dois anos pelo International Board, mas ainda muito difícil de compreender.
Carlos Sanchez foi expulso aos 3 minutos de jogo (o segundo mais rápido da história dos Mundiais), a equipa punida com pênalti e ele suspenso automaticamente para o jogo seguinte. Imagine-se o contratempo que não é para uma equipa ficar sem um jogador nuclear em dois (de três jogos), depois de um mês de preparação intensiva.
A expulsão foi bem decidida pelo árbitro, pois tratou-se de uma falta por mão “deliberada” a interceptar um remate de golo. Se tivesse sido mão “acidental”, teria sido apenas sancionado com cartão amarelo ou mesmo sem cartão. Mas se a mesma falta tivesse sido cometida fora da área, digamos a uns 20 metros da baliza, já seria considerada a posição do guarda-redes e o cartão vermelho transformado em amarelo.
Ao fim de dois anos de implementação, é uma regra ainda mal definida, mal executada por muitos árbitros e incompreensível para a maioria dos espectadores, um função da ténue diferença entre o acidental e o deliberado, quando se trata de um corte com a mão ou o braço e, como neste caso, o guarda-redes ainda está atrás da jogada.

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Mais um golo de penalti, um de livre direto e outro de pontapé de canto a encorparem a surpreendente vitória do Japão sobre a Colômbia (2-1). O Mundial de 2018 transformou-se em grande festa da bola parada, parecendo já assegurado que serão batidos todos os recordes neste capítulo.
As equipas são cada vez mais aptas e treinadas, seguindo métodos praticamente iguais de preparação, deixando pouco espaço à criatividade individual e ao sucesso de jogadas colectivas, excepto as de contra-ataque rápido. O jogo organizado, com o acerto do passe a superar quase sempre os 90%, não chega para o golo, porque toda a gente defende com nove, dez ou mesmo onze jogadores e a superioridade física deixou de ditar diferenças a este nível mais elevado. Não fosse o jogo de abertura entre Rússia e Arábia Saudita, com quatro golos de jogada corrida, e esta estatística estaria mais desequilibrada do que nunca.
Os golos de penalti resultam diretamente da implementação do VAR, que apertou o rigor das avaliações. Já são 8, quando em todo o Mundial anterior foram apenas 12.
Os golos de livre nascem do talento diferenciado (hoje Quintero, depois de Golovin, Ronaldo, Kolarov). No Brasil-2014 houve apenas 3, em toda a competição.
Os golos de pontapé de canto como o de hoje do japonês Osako e os dois de ontem de Harry Kane são, apesar de tudo, um tributo ao jogo colectivo. Talvez por isso, mais raros: apenas 4 até agora, em linha com os 16 em toda a competição de há quatro anos.

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