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Descubro agora que o presidente eleito de uma claque de um dos maiores clubes desportivos do país tem cadastro com três condenações a um total de 18 anos de prisão efectiva, por crimes que vão da posse de arma proibida ao sequestro, passando por roubos violentos e deflagração de explosivos, sendo ainda arguido por mais um crime de associação criminosa para roubos violentos.

Fico descansado porque se trata de uma claque legalizada.

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No mesmo dia em que a Liga julgou o caso da colagem da tampa da sanita numa divisória do estádio da Luz, no Benfica-Porto, com mais uma multa ridícula, chegava ao fim o processo a dois “adeptos” que lançaram foguetes para o relvado no jogo Metz-Lyon, do campeonato francês em 2016, causando lesão auditiva ao guarda-redes português Anthony Lopes.

O chanfrado mais jovem, de 25 anos, que lançou o foguete, foi condenado a seis meses de prisão efectiva e o outro, de 36, a seis meses de cadeia com pena suspensa. Ambos estão proibidos de frequentar estádios durante cinco anos. E saberão em Dezembro quanto terão de pagar de indemnizações pelos danos causados, a todos os níveis, com o Lyon a reclamar 1,2 milhões de euros.

Seis meses de cadeia, 5 anos de interdição, mais de um milhão de euros de indemnização.

Ouço desde 2003 que a lei portuguesa, recriada a propósito do Euro 2004, é das mais avançadas da Europa e, no entanto, vamos com 15 anos de criminalidade semanal, mais grave aqui e acolá, multas de brincadeira, acusações de terrorismo e condescendência vergonhosa. A lei mais avançada da Europa simplesmente não tem aplicação, queima nas mãos das autoridades.

Depois deste julgamento em França a dois ‘ultras' da claque Horda Frenetik, dois “idiotas que mancham o espírito do desporto e dão uma imagem negativa ao futebol” - no comentário do juiz -, fica a expectativa de observar uma alteração no futuro comportamento desta escumalha.

Lyon e Marselha tiveram recentemente jogos à porta fechada e os indícios não apontavam para grandes transformações, mas acredito que nos próximos tempos esta sentença vá assustar alguns vândalos e aliviar o ambiente.

E é o que faz falta em Portugal, neste momento: a aplicação rigorosa da lei sobre dois ou três imbecis das claques, nomeadamente os que são apanhados a entrar nos estádios com engenhos pirotécnicos.

Segundo os relatórios policiais, nos dois últimos derbis de Lisboa foram detidas 14 pessoas por posse ou lançamento de engenhos pirotécnicos. Na final da Taça de Portugal foram detidas outras quatro. Terão sido todos presentes ao Juiz, mas ninguém sabe o que lhes aconteceu depois, provavelmente andam por aí em acções de guerrilha (e terrorismo) desportiva de fim-de-semana.

 

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Não deve haver coisa mais estúpida de que um espectáculo profissional interdito a espectadores, à porta fechada. Foi o que aconteceu hoje num jogo da Taça da Liga, entre Paços de Ferreira e Desportivo das Aves, por aplicação de regulamentos congeminados pelos próprios clubes, os mesmos que chamam “indústria” a este manicómio em que se transformou o futebol português.

A seguir ao Paços de Ferreira, outros clubes poderão ser “castigados” com a mesma pena, entre eles o Benfica e o Braga que adiaram a execução da sentença porque têm dinheiro para pagar as custas do recurso.

Esta é uma situação que decorre directamente da tolerância aos criminosos das claques, legais e ilegais, que têm delapidado as audiências do futebol ao longo dos últimos 30 anos, ao capturarem grande parte das bancadas, delas afastando as pessoas normais, aquelas que não sofrem irracionalmente por qualquer clube e apenas gostariam de ter o direito de ir em segurança ver um espectáculo desportivo.

Quando vamos a um jogo nos Estados Unidos, o bilhete respectivo avisa-nos do comportamento que devemos ter e que seremos expulsos do local e processados judicialmente se cometermos algum acto de interferência no espectáculo. Por exemplo, atirar um copo de refrigerante ou um pacote de pipocas para dentro da quadra é o suficiente para nos candidatarmos a indemnizar pesadamente a NBA e a nunca mais podermos entrar num pavilhão.

Por isso, não compreendo que, dispondo de estádios de última geração em termos de segurança, os principais clubes portugueses não sejam capazes de identificar e processar na Justiça, de forma exemplar e significativa, os imbecis que provocam estas situações. Imagino que um jogo do Benfica à porta fechada acarrete prejuízos de centenas de milhar de euros e não percebo por que razão o clube nada faz para identificar e punir os responsáveis.

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