Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

  • Anónimo

    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

  • Jaime Palha

    Lúcido, como sempre. Parabéns.

  • atitopoteu

    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

  • Anónimo

    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...





A primeira pergunta da conferência de imprensa de Fernando Santos antes do jogo em Saransk foi sobre arbitragem, por jornalistas que vinham enxofrados pelas insinuações de Carlos Queiroz.

Captura de ecrã 2018-06-25, às 21.31.11.png

Estava dado o mote para uma demonstraçãozinha do futebol à portuguesa que alguns, pelos vistos, querem exportar: emoções básicas, confrontações físicas, discussões por nada, tudo o que o desporto não quer. E assim foi o jogo entre Portugal e o Irão, uma equipa com grande potencial futebolístico mas atraiçoada por um espírito miserável ao assumir que só atinge resultados se fizer jogo subterrâneo.

Assistimos a todo um remake das célebres porcarias dos anos 90, agora à escala planetária. As imagens falam por si, uma vergonha.

A seleção portuguesa teve o mérito de sobreviver a toda esta pressão artificial, mas acabou no limite, a ceder aos nervos e a perder no final duas vantagens importantes, quando os VAR assinalaram um pênalti a Cedric e validaram um golo à Espanha: nesse minuto a selecção perdeu um dia de descanso e trocou o melhor adversário pelo pior.

Mesmo assim, Portugal conseguiu resistir a um mau jogo de Cristiano Ronaldo, que igualou Messi a falhar um pênalti que tinha matado o jogo e foi ofuscado pela estreia de Quaresma a titular num Mundial, aos 34 anos.

Se Cristiano Ronaldo não conseguiu acordar por causa do sono atrasado provocado pelo barulho das vuvuzelas dos iranianos, Quaresma despertou o génio da trivela e fez um golo inesquecível e muito importante. Mas fica o alarme de ver ambos os amigos, trintões cheios de experiência, a cederem à pressão montada por um treinador que os conhece bem e quase os levou à expulsão: Cristiano salvo pelo VAR, Quaresma salvo por Fernando Santos.

No fim, acabou tudo em bem, mais uma vez, salvo a perda da liderança do grupo. É isto a selecção: paciência, lentidão de processos, sofrimento e resultados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há muito não se via numa competição como o Mundial uma equipa a defender com onze jogadores dentro da própria grande área e num sistema de 6-3-1, seis defesas, três médios defensivos e um “à pesca”. Um autocarro longo e com dois andares, a obrigar a um trabalho de enorme paciência a que, todavia, os espanhóis, sobretudo os de Barcelona, estão muito habituados.
Foi assim que o Irão atrasou 55 minutos o golo da Espanha, que veio a aparecer numa carambola dentro da área, que penalizou a escolha de Carlos Queiroz. Normalmente estas especulações exclusivamente defensivas são penalizadas mais tarde ou mais cedo e não se justificam em função das virtualidades positivas de que as equipas abdicam, como se revelou neste caso também. O Irão tem futebol para jogar de outra forma e deu para ver que Portugal vai sofrer na segunda-feira.
A perder, os asiáticos estenderam-se em 4-4-2 e passaram a jogar de igual para igual, ficando muito perto de alcançar o empate. E assim apresentaram duas versões bem distintas, que darão algum trabalho de pesquisa a Fernando Santos.
Que Irão irá aparecer frente a Portugal? Possivelmente o da segunda parte, porque o empate não lhe chega, mas em caso de conseguirem adiantar-se no marcador, fica desde já o alarme para o enorme perigo de não se conseguir depois derrubar o muro asiático. E este Irão em 4-4-2, muito agressivo, rápido sobre a bola e forte fisicamente, é um adversário complicado, capaz de criar ocasiões, muito mais competitivo do que aquele que só pensava em defender, enervar os espanhóis e fazer perder tempo útil de jogo. Por isso, há que evitar a todo o custo que o Irão possa marcar primeiro.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

  • Anónimo

    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

  • Jaime Palha

    Lúcido, como sempre. Parabéns.

  • atitopoteu

    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

  • Anónimo

    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...