Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • O sátiro

    Só lamento a decisão imatura de LFV de despedir FS...

  • Anónimo

    Fernando Santos copiou Otto Rehagel depois de ter ...

  • JQM

    Obrigado.

  • Anónimo

    Bom regresso ao blog.

  • Anónimo

    Sim, subscrevo.



subscrever feeds



Captura de ecrã 2019-06-13, às 19.07.53.png

Hoje após marcar de pénalti o golo que iguala o recorde de Mundiais que pertencia ao alemão Miroslav Klose, a brasileira Marta, seis vezes melhor jogadora do Ano para a FIFA, apontou para a chuteira sem patrocinador e com um símbolo de igualdade homem-mulher no desporto, duas listas azul e rosa iguais em formato e tamanho. O símbolo da eterna utopia feminina, do salário igual para desporto igual, se nos lembrarmos de que há apenas uma mulher, a tenista Serena Williams, entre os cem desportistas mundiais mais bem pagos da actualidade. Marta deu visibilidade ao movimento #GoEqual e colocou-se perigosamente sob alçada disciplinar da FIFA, que nada aprecia este tipo de manifestações.
Antes de Marta, já a norueguesa Ada Hegerberg, melhor jogadora europeia, se recusara a disputar o Mundial por causa das diferenças de tratamento de género na sua própria Federação e quase todas as selecções presentes em França arrastam históricos de discriminação e diferenças, como é o caso da Argentina, constituída às custas das próprias jogadoras. Mesmo no país de maior desenvolvimento do jogo feminino, os Estados Unidos, é impossível organizar uma Liga profissional e a forma de manter o nível da selecção é pagar às jogadoras como funcionárias a tempo inteiro da Federação.
É neste clima de incerteza e dificuldades que decorre o campeonato mais visto de sempre, seguido com enorme interesse em partes substanciais do mundo desenvolvido. O Mundial que começou esta semana em França é um evento apaixonante, que quebra recordes de audiência e marca a definitiva emancipação deste desporto a uma escala global, após um crescimento lento e turbulento desde os primeiros sinais de ilusória expansão dados pelo campeonato de 1999, disputado nos Estados Unidos.
As imagens dos estádios franceses mostram um ambiente de festa no dia a dia das equipas e um elevado nível competitivo entre a maioria das selecções, com um desfecho imprevisível para a prova, tendo alargado significativamente o número de candidatas ao título, relativamente a provas anteriores. Sem esquecer o uso exemplar e didáctico do VAR, a um nível bem superior e clarividente, relativamente ao que se viu há um ano no Mundial masculino.
Os jogos femininos são orientados para o golo, têm menos paragens, menos faltas, mais tempo útil, menos condicionantes tácticas, mais espaço para o talento individual. E vão desenvolver uma nova economia desportiva, novos mercados, novas marcas, como se vê em França por estes dias, com o eixo do campeonato do Mundo a derivar dos grandes centros tradicionais para as cidades onde o futebol feminino já estava mais implantado localmente.
É o que de passa em França, Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Noruega, Suécia, nos Estados Unidos, China, Japão, Austrália, Brasil ou África do Sul. O futebol feminino gera entusiasmo e admiração, não tardará a gerar dinheiro também, nunca como Marta e Hegerberg desejariam, mas na sua própria escala.
Com um atraso de mais de vinte anos, Portugal só recentemente começou a despertar para esta proposta desportiva e é uma pena que tão importante evento passe ainda à margem dos nossos meios de comunicação e não seja visível para milhares de raparigas.
Com a entrada do Benfica no espectro competitivo, iniciou-se uma nova fase, provavelmente imparável, apesar de o projecto profissional ser alicerçado em jogadoras estrangeiras, duas das quais estão, aliás, no Mundial de França. Deve ser preciso esperar por pelo menos mais uma geração até Portugal dispor da massa crítica indispensável à sublimação de uma selecção competitiva a nível mundial, depois de já ter conseguido disputar o último Europeu.
Como diria Pessoa, se hoje vivesse aos 131 anos, sobre esta última Coca-cola a chegar ao enorme deserto do panorama desportivo português, o futebol feminino primeiro estranha-se, mas depois entranha-se. É irresistível.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Para lá da indemnização simbólica de dois milhões de euros, muito menos de um euro por cada mensagem devassada na salinha secreta das catacumbas do Dragão, a consequência mais importante desta condenação do FC Porto é a restituição da propriedade e a terminante proibição de novas violações à correspondência digital do Benfica - constituindo também um eloquente aviso (e jurisprudência) para outros potenciais “hackers”, da vida comercial ou das relações pessoais.
O FC Porto, o Porto Canal e o seu colaborador foram condenados porque não agiram como jornalistas ou sequer divulgadores de informação, como chegaram a reclamar em tribunal. Não seleccionaram a informação, separando o trigo do joio, o que era criminalmente relevante do que era pessoal ou intransmissível, incluindo transacções com terceiros, não investigaram a veracidade de algumas alegadas irregularidades contidas na correspondência entre agentes do Benfica e limitaram-se a despejar pela janela mediática, na tv e na internet, sem qualquer filtro, alguns terabites de lixo informativo que, alegadamente, lhes tinha caído na secretária.
Agiram como vizinhas coscuvilheiras, tentando manchar a credibilidade de toda e qualquer pessoa ou instituição que tivesse interagido com o Benfica por mail electrónico, desde indivíduos desconhecidos a outros clubes e empresas, passando pela Igreja Católica, cujos sacerdotes se popularizaram, à voz do FC Porto, como símbolos do crime organizado.
Para os condenados, talvez dois milhões de euros fossem amendoins, nos tempos em que não estava em situação financeira periclitante sob apertada vigilância do fair-play financeiro da UEFA, como preço pela confirmação dos alegados crimes do rival a usar noutros processos.
A diferença é que, a partir de agora, as alegadas provas, os conteúdos que o FC Porto não tinha o direito de divulgar sem autorização, ficam apenas na posse da Polícia Judiciária e do Ministério Público, longe do julgamento popular, a elas competindo exclusivamente avaliar se contêm ou indiciam comportamentos ilícitos do Benfica e dos seus dirigentes.
Como se percebeu hoje, é muito mais fácil provar o dolo de uma violação de correspondência privada do que a índole criminal de ser padre e rezar uma missa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O país está em alvoroço perante a possibilidade de algum grande clube europeu aceitar pagar 120 milhões de euros pelo jovem João Félix. No espaço mediático acotovelam-se para chegar aos microfones os que entendem a cláusula de rescisão com o Benfica como um exagero que pode fazer perigar o equilíbrio financeiro dos Manchesteres e dos Barcelonas desta vida.

Por um lado, a saída do jovem jogador tornava o Benfica menos forte, o que seria bom. Mas, por outro, forrar-lhe-ia os cofres com a fabulosa liquidez de acesso aos catálogos “prime” para poder reforçar a equipa com bons jogadores, o que seria mau.

O jogador também divide opiniões. Há quem pense que mais um ano no Benfica lhe seria benéfico ao desenvolvimento em estabilidade. Mas há quem tema que nunca mais repita as performances deste ano ou que possa ser atingido por alguma filoxera e acabe por perder uma fortuna, ele próprio, porque o futebol é ocasião.

O Benfica ganhou muito dinheiro com a saída prematura de Renato Sanches, mas perdeu muito mais com o despacho de Bernardo Silva, por exemplo. Não há negócios indiscutíveis no mercado futebolístico.

Nesta quarta-feira, indiferente ao combate de agentes nos bastidores da bola, João Félix deve ter o baptismo internacional ao mais alto nível num ambiente que pode tornar-se hostil para um adolescente, diferenciado é certo, mas ainda um adolescente. É mais uma prova de fogo, um teste de carácter, mais uma linha na “check list” dos avaliadores.

Quando alinhar ao lado de Cristiano Ronaldo estaremos perante uma situação muito rara, uma passagem de testemunho em acção, que marca a vitalidade do futebol português actual, em particular para os que conseguem entender o recente fiasco da selecção de Sub-20 como um lamentável acidente de percurso de uma geração extraordinária.

Frente à Suiça, “lovers" e “haters”, é como se Cristiano pudesse ter jogado ao lado de Eusébio: desfrutemos.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • O sátiro

    Só lamento a decisão imatura de LFV de despedir FS...

  • Anónimo

    Fernando Santos copiou Otto Rehagel depois de ter ...

  • JQM

    Obrigado.

  • Anónimo

    Bom regresso ao blog.

  • Anónimo

    Sim, subscrevo.



subscrever feeds