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Renato e James

20.09.18

Estou a ver Renato Sanches marcar um golo pelo Bayern no estádio José Alvalade ao Sporting e James Rodriguez ser substituído na equipa alemã num jogo no estádio Dragão frente ao FC Porto. Certamente, o jovem ex-jogador do Benfica seria apupado e insultado e o colombiano receberia uma estrondosa ovação.

O que aconteceu ontem no estádio da Luz, com a calorosa recepção a Sanches e o xinfrim da despedida de James, não teve nada de extraordinário, agora que se desenvolveu este sentimento de pertença eterna dos jogadores que foram “nossos” e que se tornaram emigrantes de sucesso.

Com sensivelmente a mesma idade de Renato, no mesmo local, mas com a camisola do Manchester United, Cristiano Ronaldo mostrou o dedo do meio aos adeptos que tinham sido “pouco simpáticos”, mas nos 13 anos seguintes, sobretudo quando lá actuou com a camisola de Portugal, foi acarinhado e aplaudido sem reservas.

Tenho agora curiosidade em ver Rui Patrício e William Carvalho regressarem ao estádio do Sporting, seja por outro clube seja pela selecção nacional e acredito, pelo mesmo sentido de posse, que, no fim, prevalecerão o bom senso e a identidade.

As reações dos adeptos, sobretudo quando em massa, são irracionais e sempre exageradas, para o bem ou para o mal, consoante o estado de espírito e as condições ambientais. Por exemplo, tenho a certeza de que muitos benfiquistas que ontem insultaram James Rodriguez não hesitariam em pedir-lhe um autógrafo se o encontrassem por acaso na rua ou em território neutro, desde que não se estivessem em grupo, evidentemente. Penso o mesmo sobre os que há pouco tempo desconsideravam Renato Sanches pela cor da pele e pelo porte atlético adulto.

Uma bancada de estádio é um mosaico social onde cabem todos. Os que só insultam o árbitro, os que só insultam o árbitro e os adversários e os que insultam toda a gente: é o muro da lapidação dos nossos tempos, onde todos são livres de atirar pedras. É, como diria o filósofo, isto mesmo, o futebol.

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