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O estranho penalti de Cedric, no Portugal-Irão, foi o último assinalado após intervenção do VAR, ao recomendar ao árbitro que revisse a sua decisão inicial de nada marcar. Essa foi a décima chamada ao visionamento do video-árbitro em lances de grande penalidade, das quais somente uma tinha sido revertida, por flagrante simulação de Neymar no Brasil-Costa Rica.

Mas depois do lance que fez Portugal perder o primeiro lugar no grupo, mais nenhum pênalti foi assinalado no VAR. Pelo contrário, são já quatro decisões revertidas consecutivamente, a última das quais no Senegal-Colômbia de hoje, em que o árbitro Mazic tinha começado por ver uma falta de Sanchez sobre Mane num lance já considerado o melhor desarme do Mundial.

Portanto, de 9-1 em penaltis marcados em chamadas ao VAR nos primeiros doze dias do campeonato, passámos para 0-4 nas últimas três jornadas da fase de grupos.

Na perspectiva dos jogadores e equipas em falta, o que começou por ser ansiedade e pânico de cada vez que o árbitro era chamado ao ecrã, transformou-se agora em enorme alivio perante a expectativa de a penalidade ser revertida. E não pelos melhores motivos: pelo menos dois dos penaltis não confirmados, a mão de Rojo no Argentina-Nigéria e a mão de Chicharito Hernandez no México-Suécia, teriam sido confirmados segundo os critérios seguidos até ao pênalti de Cedric.

A segunda fase confirmará esta tendência, mas dificilmente não seria uma situação problemática e controversa, considerando que a maioria dos árbitros nunca tinha lidado com o VAR e está a fazer em pleno Mundial um curso intensivo de aperfeiçoamento.

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