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Pontapé para a frente e para o ar, incapacidade de ligar três passes consecutivos, duelos aéreos a todo o momento, número de faltas muito acima da média e do aceitável. 

O estudo aos 90 minutos do último Benfica-Porto confirma o que a olho nu já se tinha percebido: um dos clássicos mais mal jogados de sempre, do pior futebol que se tem assistido em Portugal neste século.

De parte a parte, embora talvez tenha sido a estratégia portista a primeira responsável pelo que se passou, a par da incapacidade do Benfica para transformar a posse de bola em futebol ligado. Mas ambos os clubes têm jogadores, a quem pagam fortunas, para apresentarem um modelo de jogo mais espectacular e de qualidade, sem sacrificarem o resultado.

Segundo os dados do goalpoint.pt houve 66 duelos aéreos (28 ganhos pelos encarnados, 38 pelos azuis), mais do que um por minuto útil de jogo, o dobro da média histórica deste tipo de lances entre candidatos ao título.

Nenhum outro jogo até agora teve maior percentagem de passes errados, mais do dobro do normal a este nível: 30% para o Benfica, 36% para o Porto, num total de mais de 200 perdas de bola.

Nas bolas longas, o Benfica teve apenas 35% de precisão, o Porto 43%.

Dos cruzamentos, o Benfica concretizou apenas 2 em 16 (13%), o Porto 6 em 19.

Como se a bola queimasse nos pés dos artistas!

No capítulo das faltas, o Porto foi a equipa que assumiu, de início, o jogo mais duro, nos limites, e chegou ao intervalo tendo cometido o dobro das assinaladas. Mas depois do golo de Seferovic a tendência inverteu-se completamente, com o Porto a passar a ter mais posse de bola e o Benfica a calçar as botas cardadas para terminar com mais infracções (24-20) no total da partida.

Estas 44 faltas excedem em quase uma dezena a média geral do campeonato, que já é a mais elevada das principais ligas europeias.

Já sabemos que esta análise interessa muito pouco a quem ganhou e é para ser rapidamente esquecida por quem perdeu. Mas não foi, de todo, uma vitória à Benfica, nem uma oposição à Porto. Ambas as equipas valem muito mais do que quiseram ou conseguiram exibir, num confronto em que prevaleceu a força, o foco no adversário e a concentração absoluta na ocupação dos espaços. Sobrou muito pouco, de talento e de inspiração, para a essência de um jogo de futebol.

Só o resultado conta e até foi justificado pelo que as equipas conseguiram realmente produzir, com o Benfica ligeiramente superior e o FC Porto castigado pela estratégia prioritária de tentar impedir a todo o custo que o adversário jogasse como gosta.

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