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    Eu trocaria por Jonas, evidentemente.

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    Não me respondeu, João.

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    E a trocar, troca por quem?

  • Anónimo

    Moral da história, todos os processos a que o Benf...





O desenho meio abstracto e de traços largos ganhou, por fim, contornos evidentes: Jonas está de saída do Benfica. Não há dores nas costas, não há ciúmes da concorrência directa, não há falta de contrato, há uma cabeça virada do avesso pelo dinheiro fácil do mundo do petróleo. 

Jonas sai do Benfica e a pergunta é: e, agora, quem carrega o Benfica? Quem dá cabo dos músculos lombares pelo peso de uma responsabilidade levada às costas durante quatro anos, à razão de um golo por jogo (entre os marcados e os provocados), ficando só abaixo de Cardozo na longa lista dos melhores avançados estrangeiros do clube?

No imediato, a responsabilidade transfere-se para as costas de Rui Vitória, o último escudo humano de Luís Filipe Vieira, perante a ameaça de uma guerra civil desportiva se o Benfica não conseguir chegar à Liga dos Campeões.

O tempo de gestão do dossier Jonas não podia ser pior. Duas semanas a não se perceber a subalternização relativamente aos recém chegados Ferreyra e Castillo, dia após dia sob ruído do entourage do jogador anunciando-se à venda a clubes brasileiros sem músculo financeiro e cada dia mais próximo esse embate temível com o Fenerbahce. Havia uma núvem de dúvidas e temores relacionados com o futuro do goleador e, dissipado o fumo, aí está a terra queimada no grande espaço do golo onde se movimentava e onde os seus substitutos ainda mostram enorme dificuldade em plantar sucesso.

O Benfica sem Jonas não perde apenas 30 golos por temporada. Perde uma referência, uma estrela, rebaixa-se à vulgaridade. A uma semana do começo oficial da nova época, com um início invulgarmente cheio de compromissos problemáticos e de enorme implicação no sucesso da temporada e na estabilidade financeira a médio prazo.

Mas se a saída de Jonas deixa os benfiquistas à beira de um ataque de nervos colectivo, já no próximo reencontro no estádio da Luz, para os adversários não deixa de ser um sinal positivo e de esperança, em particular para o Sporting.

Neste fim‑de‑semana a Liga Portugal perde dois dos seus melhores jogadores, Jonas e Marega, em mais um golpe brutal nos seus devaneios em torno da chamada “internacionalização”. Mas a nível interno, estas duas saídas ajudam a reduzir o atraso do Sporting e do Braga relativamente aos dois maiores favoritos: é um nivelamento por baixo, mas não deixa de ser interessante para a competitividade de resultados. E bem sabemos que a maioria dos agentes desta “indústria” prefere resultados e “soundbytes” imediatos do que qualidade efectiva e estabilidade reconhecida.

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