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O livre de Cristiano Ronaldo à Espanha, a defesa de Rui Patrício frente a Marrocos, a trivela de Quaresma ao Irão. Três dos momentos sublimes deste Mundial, até agora, aconteceram em cada um dos jogos de Portugal.

É pouco? Compensa o tempo de jogo perdido à procura da bola e de soluções? São excepções que justificam a regra?

Talvez sim, mas o ter vivido tantas e tantas situações de vitórias morais e derrotas injustas ao longo dos últimos 50 anos vem mudando a minha perspectiva para tender a valorizar mais o que vejo de positivo.

Os que reivindicam “melhor” futebol à selecção de Fernando Santos não se devem lembrar do Mundial com Paulo Bento ou António Oliveira nem do “falem com o Carlos” de 2010 e não têm saudades do tempo em que criticavam Scolari porque ficava em 2.º no Europeu e 4.º no Mundial.

Percebe-se que há um foco da selecção em objectivos realistas: primeiro a passagem aos oitavos de final, em seguida o tal mata-mata até onde o destino nos leve, com mais ou menos sorte.

Na Rússia, Fernando Santos equivocou-se nas opções por Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Gonçalo Guedes nos primeiros jogos, interpretando mal os sinais do jogo particular com a Argélia e levado por uma ligeira vertigem de dar início à evolução da equipa, para o próximo ciclo de dois anos. Deu um passo atrás frente ao Irão, que seria sempre o mais difícil num grupo com três campeões continentais e um ex-campeão mundial recente. No mais, não se vê o que possa ser mudado, em termos de jogadores ou de sistema.

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 O Mundial de 1966 é a minha memória mais antiga do futebol. Lembro-me de todos os jogos de Portugal e de coisas que li no Diário Popular. Anos mais tarde, tive a sorte de conhecer e falar com alguns protagonistas e visitar pormenores da gloriosa jornada: Eusébio, José Augusto, Simões, Coluna, José Torres e Pedro Gomes, mas também António Capela, Amadeu José de Freitas, Aurélio Márcio e Viriato Mourão, com os quais partilhei muitas horas de trabalho e conversa.

Sempre entendi a saga dos Magriços como uma proeza no reino do desconhecido, algo de miraculoso e irrepetível, em parte também pelas frustrações vividas nos 30 anos seguintes. Entender (e exigir) o futebol português de hoje como um dos mais fortes do Mundo pode ser natural para as gerações do milénio, mas é e será sempre uma surpresa saborosa para quem não viu Jordão, Humberto, Oliveira, João Alves, Manuel Fernandes ou Fernando Chalana pisarem um palco como este.

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