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As selecções preparam-se para jogar sete partidas num Mundial. Mas a Croácia, que hoje eliminou a Inglaterra e vai disputar a final com a França, chegou à Rússia com bagagem para oito jogos e isso está a fazer toda a diferença.

Pela primeira vez em quase cem anos de Mundial, uma equipa ultrapassa três prolongamentos consecutivos na segunda fase, o que perfaz exactamente mais 90 minutos de jogo além dos 7x90 da praxe. Só uma vez, a Inglaterra em 1990, outra selecção disputou três prolongamentos, mas foi eliminada nas meias-finais, nos penaltis.

Quando digo que se prepararam para isto constato, de longe, vários indicadores:

1 - a Croácia é uma equipa bem mais velha do que a Inglaterra (quase mais 4 anos em média) e por isso também mais experiente (o triplo de jogos internacionais), o que fez muita diferença. Ir ao desempate por penaltis não os assusta minimamente (assim eliminaram a Dinamarca)

2 - o treinador optou por não fazer qualquer substituição no tempo regular, o que, além de inédito, evidencia absoluta confiança na frescura física dos jogadores;

3 - além destes três prolongamentos, o histórico croata já evidenciava essa tendência nas provas anteriores, com os prolongamentos nos quartos do Europeu de 2008 com a Turquia e nos oitavos do Euro-2016 com Portugal, as duas últimas grandes provas em que chegou à fase a eliminar.

E, agora a sério: a classe conjunta de Modric-Perisic-Rakitic no meio-campo, completada pela segurança de Vida e pela humilde grandeza de Mandzukic e pela solidez de todos os outros jogadores, eis o que faz da Croácia a melhor selecção deste Mundial, independentemente do que vier a acontecer na final com a França - que tem menos um jogo e mais um dia de descanso.

P.S.: Tento recordar-me de como Portugal eliminou a Croácia no Europeu de 2016, num lance inspirado de Ricardo Quaresma a três minutos do final do prolongamento. Foi uma grande proeza!

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1 comentário

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De Charlie a 11.07.2018 às 22:06

Levou bagagem para 8 jogos e um cofre para levar a taça para casa...

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