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Quase sem se dar por isso, o VAR desapareceu do Mundial. E deixou de haver penaltis, depois de uma primeira fase em que foi batido o recorde de grandes penalidades. A razão para esta alteração radical tem a ver com competência: dos jogadores e equipas que continuam em prova e, sobretudo, dos árbitros que passaram o último filtro da selecção do senhor Collina.

Sempre achei que os problemas da arbitragem no futebol tinham mais a ver com a capacidade dos árbitros, sua formação e preparação contínua, sendo incompatíveis as exigências da alta competição com um persistente amadorismo ou semi-amadorismo dos juízes. Toda a gente se prepara ao mais alto nível, técnica, física e mentalmente, e os árbitros são mantidos num regime envergonhado de evolução pessoal, obrigados a manterem uma vida profissional dúplice sem poderem dedicar-se exclusivamente ao futebol.

Quando se chega aos quartos-de-final do Mundial só ficam os melhores. Reduz-se ao mínimo as quotas por Confederações e os factores geoestratégicos, devolve-se a casa os bons rapazes e até a pressão externa abranda por se saber que os restantes só vão errar por acidente.

É isso que está a acontecer. 

Desde o penalti negado à Suécia frente à Suíça, no penúltimo jogo dos oitavos-de-final, que não existe uma decisão revertida no VAR. Registaram-se apenas alguns “checks” discretos nas comunicações e aquelas duas situações de possível penalti sobre Neymar e Gabriel Jesus no Brasil-Bélgica, as quais nem sequer justificaram visionamento pelo árbitro de campo.

Vamos, portanto, com sete jogos consecutivos “sem” VAR, depois de uma primeira fase em que foram escassas as partidas sem situações controversas. E isto diz muito sobre a diferença de qualidade dos árbitros, sendo certo que foram mandados para casa os que tiveram mais situações de revisão, os que foram mais vezes chamados à pedra, neste caso, ao vídeo.

Em simultâneo, mas talvez não em coincidência, há seis jogos (quartos e meias finais) que não se regista qualquer penalti, depois de ter sido ultrapassado o recorde anterior em mais de 50%, de 18 para um total de 29, até agora. Neste caso, a culpa não é dos árbitros, mas da qualidade das equipas: quando se defrontam os melhores, o número de erros tem tendência a diminuir, em função dos condicionamentos tácticos, de concentração e de rigor que afectam as equipas e os jogadores nos desafios máximos que não se repetirão nas suas vidas e carreiras.

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