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Fernando Santos deixou-se levar pela excelente época de Gonçalo Guedes em Valência e pelas boas indicações dos jogos de preparação para desfazer a dúvida sobre quem devia acompanhar Cristiano Ronaldo na frente de ataque, deixando de fora André Silva que, pelo contrário, estava a terminar a pior época da carreira, sem conseguir impor-se em Milão. Fez sentido a decisão, apesar do excelente entendimento que o ex-portista alcançou com Cristiano Ronaldo traduzida numa média de golos próxima dos recordes de Pauleta (um golo pelo menos a cada dois jogos).

O facto de o primeiro adversário ser a Espanha também pesou, pelo conhecimento de Guedes após uma época na Liga e, sobretudo, pela necessidade de um plano de jogo mais conservador e mais virado para o ataque rápido.

Esta ideia não atingiu o rendimento esperado, falhando quase por completo frente a Marrocos, por falta de intensidade ofensiva geral, e André Silva regressou frente ao Irão, acompanhado de Quaresma, num reconhecimento de que a necessidade de defender e manter a organização também arruinou as esperanças de que Bernardo Silva, no flanco direito, pudesse ser o desequilibrador do Manchester City, onde beneficia de um espaço de trabalho mais reduzido.

Nem Bernardo Silva está talhado para tanto trabalho contínuo, que implica perda da frescura física que assegura as suas acções repentinas e o equilíbrio necessário nos momentos a seguir ao drible em que define os lances - em dois jogos a titular fez apenas um drible e sete desarmes, absolutamente o contrário do que seria expectável e normal.

Nem Gonçalo Guedes está talhado para percorrer longos espaços sem o apoio de um avançado de referência que o ajude nos últimos 20 metros - ficando-se por uma única situação de cara a cara com o guarda-redes, lançado por Cristiano, em contraste com as dezenas em que esteve envolvido no campeonato espanhol.

Nem André Silva consegue oferecer, de momento, uma contundência ofensiva que permita pensar que os golos de Portugal passem pelos seus pés. Não a este nível, pelo menos.

Frente ao Uruguai e uma dificuldade previsível semelhante à Espanha, Fernando Santos poderia estar tentado a voltar ao esquema do primeiro jogo, com quatro médios, embora com Adrien em vez de Bruno Fernandes e João Mário no lugar de Bernardo, o que aumenta a coesão de um sector que ainda não deu à equipa o que ela precisa na fase de chegar rapidamente à entrada da área. O Uruguai tem uma defesa mais firme e dura que a Espanha, mas tem igualmente um meio-campo com dificuldade de apoiar de perto os dois fantásticos pontas-de-lança, o que motivou mudanças significativas no terceiro jogo, com o adiantamento de Bentancour. 

Tudo pesado, a juventude versus a experiência, a dificuldade versus a confiança, poderíamos ter frente ao Uruguai, além de uma superioridade a meio-campo, até em número de jogadores do núcleo central, o regresso a um ataque cirúrgico e eficiente, apenas com os dois mais velhos, Cristiano e Quaresma.

Bernardo, Gonçalo, André (e Bruno Fernandes) são o futuro, mas este Mundial é o presente. Em função do que se tem visto, a minha equipa seria:

Rui Patrício

Cedric, Pepe, Fonte e Guerreiro

Adrien, William Carvalho, Moutinho e João Mário

Quaresma e Cristiano 

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