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Bruno de Carvalho deixou de ser presidente do Sporting, mas continuamos a ter o presidente do Sporting todos os dias nas televisões. Como se o clube tivesse um compromisso com os directores de conteúdos, apesar de a situação especial, em que Sousa Cintra e os outros membros da Comissão de Gestão se encontram, recomendar o máximo recato.

Conhecendo o perfil pessoal do velho empresário não surpreende a imagem de deslumbramento que passa, falando como se estivesse para ser presidente do Sporting durante muitos e bons anos, até ser campeão. Seria mais lógico e prático que os gestores leoninos cumprissem a sua missão o mais possível à margem dos media, mas para isso teriam de ter escolhido outra pessoa para liderar a SAD. E, claro, não seria a mesma coisa.

Há muitos sportinguistas que mostram incómodo perante esta situação, mas dificilmente as coisas podiam correr de outro modo. Nos últimos meses, criou-se uma dinâmica interna e externa de exposição total, por culpa de uma política de comunicação destrambelhada, deixando o clube tão vulnerável que qualquer pequeno movimento de alguma das suas figuras, dirigentes, ex-dirigentes, candidatos, treinadores, atletas, seja quem for, gera reacções que podem chegar ao abalo telúrico.

A escolha do treinador José Peseiro é um desses momentos. Talvez a aposta interina em Augusto Inácio até às eleições de 8 de Setembro fosse mais consensual, mas não deixaria de constituir um adiamento de uma deliberação fundamental. Foi até agora a decisão mais importante de Sousa Cintra, transmitindo um sinal de poder e força, condicionando até os futuros candidatos, sem medo de se sujeitar aos resultados.

A vontade de inverter a situação dos jogadores em ruptura contratual é outro. Muitos mais adeptos do que o último resíduo de apoiantes de Bruno de Carvalho alimentaram um sentimento de aversão aos atletas, desde a invasão de Alcochete, considerando-os traidores à causa leonina. Esta é outra opção de risco de Sousa Cintra, nada popular, mas com o mesmo fundamento de tentar resolver uma pendência com o mínimo de danos, em vez de deixar arrastar as situações.

Finalmente, o recurso ao agente Jorge Mendes, o terceiro vector chocante da acção de Sousa Cintra, colocando-se ao lado de quem o Sporting não conseguiria derrotar. Experiente negociante, ele sabe que é melhor ter alguém poderoso ao seu lado numa hora tão complicada, em que nada garante que o clube poderia vencer a guerra com os jogadores.

E, assim, perante processos tão complexos e decisões tão controversas, se entende melhor a estratégia instintiva de comunicação transparente de Sousa Cintra.

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