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A selecção vai iniciar dentro de dois meses uma nova competição, a Liga das Nações, defrontando dois adversários de peso, Polónia e Itália, também a sair de campanhas decepcionantes no Mundial. Não vai haver tempo para grandes reflexões nem mudanças radicais, mas a partir desta base de convocáveis é possível projectar alguma evolução, que vá preparando a selecção para a fase de qualificação do Euro 2020, a mais fácil de sempre, pois vai apurar 20 finalistas, mas também já a pensar no Mundial de 2022.



José Fonte, Bruno Alves, Pepe, João Moutinho e Ricardo Quaresma chegaram ou estão a chegar ao momento da retirada. Cristiano Ronaldo afiança que ainda pode fazer muito mais nos próximos anos, mas reclama um enquadramento táctico muito complexo (e dispendioso), tendendo a resolver sozinho cada vez menos e a necessitar de bons parceiros cada vez mais.



Um dos handicaps a enfrentar deve ser a situação dos jogadores que rescindiram com o Sporting, que talvez não estejam ainda em actividade plena em Setembro. Para William Carvalho, talvez já se possa contar com Danilo Pereira. Para Gelson há várias alternativas. Para Bruno Fernandes, idem. Com Bernardo Silva, Adrien e João Mário é possível rever o processo de jogo e construir um novo meio-campo, ao jeito do que jogou na segunda parte frente ao Uruguai.



Vários jogadores que ficaram de fora ou passaram ao lado do Mundial vão ser chamados, nomeadamente os laterais João Cancelo e Nelson Semedo, o central Ruben Dias, os médios André Gomes, Sérgio Oliveira e Ruben Neves, o excelente Ronny Lopes, grande ausente na Rússia, o jovem João Felix, que pode ser a revelação de 2019, e, claro, o avançado Rafael Leão, depois de voltar à competição. E há ainda Renato Sanches, a incógnita.

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