Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

J Q M

Fui jornalista, estive em todo o tipo de competições desportivas ao longo de mais de 30 anos e realizei o sonho de participar nos Jogos Olímpicos. Agora, continuo a observar o Desporto e conto histórias.

J Q M

Fui jornalista, estive em todo o tipo de competições desportivas ao longo de mais de 30 anos e realizei o sonho de participar nos Jogos Olímpicos. Agora, continuo a observar o Desporto e conto histórias.

23 Jun, 2018

A máscara azteca

Talvez seja a maior sensação do Mundial, a selecção do México, ainda que tradicionalmente habituada a chegar aos oitavos-de-final. Num grupo dificilimo, duas vitórias categóricas, além de um naipe de soluções diversas que atraem as atenções.

Depois de um jogo lógico frente à Alemanha, apostando no contra-ataque e na desorganização do centro-defesa germânico, o México surgiu tacticamente transfigurado, como se colocasse uma daquelas máscaras aztecas da lucha libre.
Com os mesmos jogadores (apenas uma alteração na defesa, de Ayala por Alvarez), a selecção tricolor conseguiu jogar um futebol de posse, baseado em triângulos móveis em progressão lenta, troca constate de passes e posições com muita paciência na gestão da bola, um texi taka à mexicana - em contraste absoluto com a profundidade, velocidade e rapidez de processos do primeiro jogo.
Dos apenas 34 por cento de posse de bola frente à Alemanha, o México chegou a 71% na primeira parte com a Coreia.
No segundo tempo, recuou e concedeu a supremacia aos coreanos para se aproximar mais do modelo da primeira partida, o que lhe permitiu chegar ao 2-0 novamente em contra-ataque fulminante, com os mesmos protagonistas em função recíproca: Lozano a retribuir a Chicharito o golo com a Alemanha.