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Talvez seja a maior sensação do Mundial, a selecção do México, ainda que tradicionalmente habituada a chegar aos oitavos-de-final. Num grupo dificilimo, duas vitórias categóricas, além de um naipe de soluções diversas que atraem as atenções.

Depois de um jogo lógico frente à Alemanha, apostando no contra-ataque e na desorganização do centro-defesa germânico, o México surgiu tacticamente transfigurado, como se colocasse uma daquelas máscaras aztecas da lucha libre.
Com os mesmos jogadores (apenas uma alteração na defesa, de Ayala por Alvarez), a selecção tricolor conseguiu jogar um futebol de posse, baseado em triângulos móveis em progressão lenta, troca constate de passes e posições com muita paciência na gestão da bola, um texi taka à mexicana - em contraste absoluto com a profundidade, velocidade e rapidez de processos do primeiro jogo.
Dos apenas 34 por cento de posse de bola frente à Alemanha, o México chegou a 71% na primeira parte com a Coreia.
No segundo tempo, recuou e concedeu a supremacia aos coreanos para se aproximar mais do modelo da primeira partida, o que lhe permitiu chegar ao 2-0 novamente em contra-ataque fulminante, com os mesmos protagonistas em função recíproca: Lozano a retribuir a Chicharito o golo com a Alemanha.

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