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Pizzi é o jogador do momento no Benfica: meia dúzia de assistências, vários remates intencionais e finalmente um golo, frente ao Lyon, mas acima de tudo a apresentar o futebol dinâmico, objectivo e intenso que o fez eleger melhor valor individual da Liga portuguesa há dois anos e que tanto faltou na época do penta falhado.

Pizzi joga um futebol que não condiz com o significado da palavra e que também é muito diferente do antigo goleador que lhe deu a alcunha. Perdido na identificação.

Pizzi é uma palavra do italiano que significa rendas, como em “pizzi e ricami”, de “rendas e bordados”, e nada tem a ver com a famosa iguaria culinária saída dos fornos de lenha napolitanos. Ora o futebol de Pizzi não é nada rendilhado, é objectivo e linear, como os seus livres e pontapés de canto. 

É também um nome de família, como o do argentino Juan Antonio Pizzi, avançado do Tenerife, Valência e do Barcelona e da selecção espanhola na década de 90, um goleador que também nenhuma semelhança tinha com o que faz o actual jogador do Benfica, mas cujo estilo era muito parecido com o jovem adolescente transmontano Luis Miguel Afonso Fernandes, que marcava muitos golos nas ruas de Bragança, num tempo em que as pizarias ainda não proliferavam por cá.

O Pizzi do Benfica também não tem conseguido ser o que os benfiquistas desejam em muitos momentos da sua já extensa carreira no clube, desde 2013, o que acaba por custar-lhe o lugar entre a elite do futebol nacional, a selecção dos Europeus e dos Mundiais.

O melhor jogador português do Benfica não tem nível de selecção? O que significa tal facto para as pretensões internacionais do clube?

A duplicidade entre a qualidade reconhecida do médio, antigo extremo, e o que lhe falta para ser uma das estrelas do país reflete a diferença entre uma equipa do Benfica que quer ser vista como a melhor de Portugal, mas tem estado em queda abrupta no cotejo europeu, com o zénite atingido nas seis derrotas sofridas na última Liga dos Campeões.

Pizzi tem sido um farol sem luz máxima. Um capitão sem braçadeira. Um craque sem indefectíveis. O que estas primeiras semanas têm mostrado, felizmente para o Benfica, é um brilho mais intenso, uma liderança que se assume e um 3.º Anel a despertar. O melhor jogador da Liga portuguesa de 2017 é a revelação da pré-temporada e pode ser o protagonista também de 2019, se conseguir reinventar a sua identidade.

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