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  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

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    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

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    A fina ironia, a insídia e a chico-espertice do me...

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    Venham penáltis, que o rapaz repete a época passad...





Renato Sanches foi chamado à selecção nacional por Fernando Santos, mas o fenómeno passou ao lado da conferência de imprensa do treinador. Aparentemente, toda a gente achou normal.

O jovem Renato, ainda elegível para a selecção de sub-21, também foi hoje confirmado no plantel do Bayern de Munique para os próximos meses, mas não participou em nenhum jogo oficial esta temporada, em que a equipa alemã já se apresentou em três competições diferentes, Supertaça, Taça e Campeonato.

Renato Sanches jogou 70 minutos no dia 21 de Julho frente ao Paris SG, tendo marcado um golo de livre, e mais 45 no dia 26 de Julho contra a Juventus, nas duas primeiras partidas da International Champions Cup. Não é visto em jogo há 36 dias.

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A selecção vai iniciar dentro de dois meses uma nova competição, a Liga das Nações, defrontando dois adversários de peso, Polónia e Itália, também a sair de campanhas decepcionantes no Mundial. Não vai haver tempo para grandes reflexões nem mudanças radicais, mas a partir desta base de convocáveis é possível projectar alguma evolução, que vá preparando a selecção para a fase de qualificação do Euro 2020, a mais fácil de sempre, pois vai apurar 20 finalistas, mas também já a pensar no Mundial de 2022.



José Fonte, Bruno Alves, Pepe, João Moutinho e Ricardo Quaresma chegaram ou estão a chegar ao momento da retirada. Cristiano Ronaldo afiança que ainda pode fazer muito mais nos próximos anos, mas reclama um enquadramento táctico muito complexo (e dispendioso), tendendo a resolver sozinho cada vez menos e a necessitar de bons parceiros cada vez mais.



Um dos handicaps a enfrentar deve ser a situação dos jogadores que rescindiram com o Sporting, que talvez não estejam ainda em actividade plena em Setembro. Para William Carvalho, talvez já se possa contar com Danilo Pereira. Para Gelson há várias alternativas. Para Bruno Fernandes, idem. Com Bernardo Silva, Adrien e João Mário é possível rever o processo de jogo e construir um novo meio-campo, ao jeito do que jogou na segunda parte frente ao Uruguai.



Vários jogadores que ficaram de fora ou passaram ao lado do Mundial vão ser chamados, nomeadamente os laterais João Cancelo e Nelson Semedo, o central Ruben Dias, os médios André Gomes, Sérgio Oliveira e Ruben Neves, o excelente Ronny Lopes, grande ausente na Rússia, o jovem João Felix, que pode ser a revelação de 2019, e, claro, o avançado Rafael Leão, depois de voltar à competição. E há ainda Renato Sanches, a incógnita.

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O livre de Cristiano Ronaldo à Espanha, a defesa de Rui Patrício frente a Marrocos, a trivela de Quaresma ao Irão. Três dos momentos sublimes deste Mundial, até agora, aconteceram em cada um dos jogos de Portugal.

É pouco? Compensa o tempo de jogo perdido à procura da bola e de soluções? São excepções que justificam a regra?

Talvez sim, mas o ter vivido tantas e tantas situações de vitórias morais e derrotas injustas ao longo dos últimos 50 anos vem mudando a minha perspectiva para tender a valorizar mais o que vejo de positivo.

Os que reivindicam “melhor” futebol à selecção de Fernando Santos não se devem lembrar do Mundial com Paulo Bento ou António Oliveira nem do “falem com o Carlos” de 2010 e não têm saudades do tempo em que criticavam Scolari porque ficava em 2.º no Europeu e 4.º no Mundial.

Percebe-se que há um foco da selecção em objectivos realistas: primeiro a passagem aos oitavos de final, em seguida o tal mata-mata até onde o destino nos leve, com mais ou menos sorte.

Na Rússia, Fernando Santos equivocou-se nas opções por Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Gonçalo Guedes nos primeiros jogos, interpretando mal os sinais do jogo particular com a Argélia e levado por uma ligeira vertigem de dar início à evolução da equipa, para o próximo ciclo de dois anos. Deu um passo atrás frente ao Irão, que seria sempre o mais difícil num grupo com três campeões continentais e um ex-campeão mundial recente. No mais, não se vê o que possa ser mudado, em termos de jogadores ou de sistema.

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 O Mundial de 1966 é a minha memória mais antiga do futebol. Lembro-me de todos os jogos de Portugal e de coisas que li no Diário Popular. Anos mais tarde, tive a sorte de conhecer e falar com alguns protagonistas e visitar pormenores da gloriosa jornada: Eusébio, José Augusto, Simões, Coluna, José Torres e Pedro Gomes, mas também António Capela, Amadeu José de Freitas, Aurélio Márcio e Viriato Mourão, com os quais partilhei muitas horas de trabalho e conversa.

Sempre entendi a saga dos Magriços como uma proeza no reino do desconhecido, algo de miraculoso e irrepetível, em parte também pelas frustrações vividas nos 30 anos seguintes. Entender (e exigir) o futebol português de hoje como um dos mais fortes do Mundo pode ser natural para as gerações do milénio, mas é e será sempre uma surpresa saborosa para quem não viu Jordão, Humberto, Oliveira, João Alves, Manuel Fernandes ou Fernando Chalana pisarem um palco como este.

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