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A revista Sábado destacou-se nos últimos dois anos por informações e divulgações dos emails do Benfica, sem nunca revelar, e bem, de onde lhe vinham os exclusivos.

Hoje a mesma publicação destaca-se pela denúncia do que qualquer um pode presumir ter sido a sua fonte dos tais exclusivos, o suposto “hacker” que terá violado a rede informática do clube e exposto os tais emails.

Uma publicação acusar alguém de cometer o crime que terá estado na origem dos seus “furos” editoriais é um enorme “spin” jornalístico. 

Todo o romantismo do jornalismo de investigação, das fontes arduamente procuradas, do trabalho exaustivo dos jornalistas para verificar a veracidade do material recolhido com extrema dificuldade, tudo a transformar-se na figura descartável de um “hacker” foragido. Que decepção!

Não tivesse o mesmo suspeito sido acusado há mais de dois anos pelo crime dos “Football Leaks” pelos mesmos jornais e revistas que replicavam as suas revelações e estaríamos perante uma situação inédita na história do jornalismo.

Assim parece apenas uma tentativa canhestra de passar ao lado do crime de devassa de correspondência privada, quando as investigações devem estar a esgotar o tempo admissível para a descoberta dos responsáveis por estas sistemáticas ilegalidades informáticas.

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Um ex-delegado da Liga apontado como um mafioso muito influente nos meandros da bola, que terá feito um relatório para o Benfica sob o tema “Arbitragem”, apareceu hoje em mais um email revelado por um blog pirata a pedir um reforço da sua avençazinha para mil euros, número redondo.

Como é habitual, não foi revelada a resposta nem os resultados do labor deste alegado “menino querido” da organização benfiquista, mas percebe-se que o clube tenha dificuldade em vingar neste território da corrupção, pagando tão mal por objectivos tão ambiciosos.
O “low cost” continua a ser o padrão mais conhecido da alegada organização ilícita ao serviço do Benfica, mesmo quando se trata de um suposto agente infiltrado, e justifica o facto de, ao fim de um ano, nenhum órgão de comunicação, nem sequer o Porto Canal, se ter dado ao trabalho de o ouvir ou mostrar, tal a importância que lhe atribuem.
É a síndrome Calabote que, 60 anos depois, continua a derrotar o clube lisboeta sempre que se aventura em território pantanoso: fica com a má fama, os outros com o proveito. Quando se trata de corrupção, o Benfica é muito incompetente, desde logo porque tudo se sabe.
Entretanto, passou mais de um ano sobre o começo da devassa da correspondência electrónica do Benfica sem uma acusação formal e objectiva, perante o silêncio cúmplice da Federação e da Liga, hoje acusadas pelo clube de terem promovido mais uma fuga de informação, a divulgação de dois contratos de jogadores.
Creio que esta acusação, difícil de provar, é um estratagema do Benfica para obrigar as duas instituições a chegarem à frente e a aplicarem os regulamentos, para acabar com mais este foco destrutivo de criminalidade organizada no seio de uma indústria que se pretende de referência.
A revelação dos contratos de Ferreyra e Castillo, iguais a tantos outros, é um acto patético, embora muito valorizado por quem acha que um indigente, ou mesmo uma rede de indigentes, pagos a mil euros por mês, pode derrotar a moral desportiva, a grandeza colectiva e a qualidade futebolística de um campeão como o FC Porto.

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