Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

J Q M

Fui jornalista, estive em todo o tipo de competições desportivas ao longo de mais de 30 anos e realizei o sonho de participar nos Jogos Olímpicos. Agora, continuo a observar o Desporto e conto histórias.

J Q M

Fui jornalista, estive em todo o tipo de competições desportivas ao longo de mais de 30 anos e realizei o sonho de participar nos Jogos Olímpicos. Agora, continuo a observar o Desporto e conto histórias.

A lembrança mais antiga que tenho de William Carvalho é da sua primeira época no Sporting, quando ainda trabalhava e via os jogos mais de perto. Lembro-me de um jogador com condições físicas raras, mas algo displicente na abordagem dos lances e que em quase todos os jogos cometia um erro grave e ficava a dever a si próprio algumas oportunidades de chegar perto do golo, particularmente em lances aéreos, desde logo um contraste com as tarefas de médio de ataque a que estava (...)
A FIFA poderá usar o Portugal-Irão para estudar alterações às inadmissíveis e insuportáveis limitações da acção dos treinadores durante os jogos de futebol. Procedimentos agora injustamente puníveis com expulsão do campo e sucessivas multas e suspensões seriam futuramente despenalizados e, pelo contrário, os treinadores encorajados a adoptarem-nos como novos atractivos para o espectáculo:   > despir uma peça de roupa (primeiro a gravata, depois o casaco, a camisa, (...)
O livre de Cristiano Ronaldo à Espanha, a defesa de Rui Patrício frente a Marrocos, a trivela de Quaresma ao Irão. Três dos momentos sublimes deste Mundial, até agora, aconteceram em cada um dos jogos de Portugal. É pouco? Compensa o tempo de jogo perdido à procura da bola e de soluções? São excepções que justificam a regra? Talvez sim, mas o ter vivido tantas e tantas situações de vitórias morais e derrotas injustas ao longo dos últimos 50 anos vem mudando a minha (...)
A primeira pergunta da conferência de imprensa de Fernando Santos antes do jogo em Saransk foi sobre arbitragem, por jornalistas que vinham enxofrados pelas insinuações de Carlos Queiroz. Estava dado o mote para uma demonstraçãozinha do futebol à portuguesa que alguns, pelos vistos, querem exportar: emoções básicas, confrontações físicas, discussões por nada, tudo o que o desporto não quer. E assim foi o jogo entre Portugal e o Irão, uma equipa com grande potencial (...)
Há muito não se via numa competição como o Mundial uma equipa a defender com onze jogadores dentro da própria grande área e num sistema de 6-3-1, seis defesas, três médios defensivos e um “à pesca”. Um autocarro longo e com dois andares, a obrigar a um trabalho de enorme paciência a que, todavia, os espanhóis, sobretudo os de Barcelona, estão muito habituados. Foi assim que o Irão atrasou 55 minutos o golo da Espanha, que veio a aparecer numa carambola dentro da área, que (...)
Russos ou uruguaios, eis a escolha de adversário para Portugal, se passar a fase de grupos, como tudo indica. Cada um de nós terá uma preferência e, há uma semana, certamente a maioria escolheria o país organizador. Agora, vistos os dois primeiros jogos, com a Rússia a golear (8-1) e a empolgar o país e com o Uruguai a vencer à tangente e sem centelha de brilho, muitos terão virado a agulha para os sul-americanos. O Uruguai que se arrastou em campo para vencer a Arábia Saudita (...)
A selecção de Portugal prossegue a sua saga resultadista. Provavelmente a melhor selecção mundial da actualidade a gerir resultados, mesmo passando completamente ao lado do jogo, como aconteceu hoje frente a Marrocos, prosseguindo em linha com a sequência de empates do Europeu de 2016 que deu origem à conquista do título. Sem ter sequer dez minutos de controlo do jogo, sem atacar durante longos minutos da primeira parte e durante toda a segunda, Portugal conservou um golo oportuno, (...)
19 Jun, 2018

O gás da Rússia

Ninguém suspeitava que a selecção da Rússia, que só tinha vencido quatro em 23 partidas nos últimos dois anos, pudesse iniciar o Mundial com tamanha dinâmica, a todo o gás, e muito menos que praticamente assegurasse a qualificação em apenas dois jogos, com oito golos marcados. É uma marca deste campeonato, a dificuldade em não considerar que tudo é inesperado e saído da caixinha das surpresas, embora a fragilidade dos adversários assuma aqui um peso muito grande. Depois das (...)
Acordo a ouvir críticas à exibição de Portugal frente à Espanha. Também acho que alguns jogadores conseguiram dar ao colectivo um pouco menos do que garantem nos jogos normais. Mas a Espanha não era um adversário normal, era um opositor excepcional que só sofre três golos uma vez a cada cinco anos. Portanto, o que nos "faltou" tem menos a ver com a nossa capacidade e muito mais com a força e classe da selecção de Espanha. Os próximos adversários têm um nível mais baixo e justifi (...)