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A faltarem 30 minutos para terminar o teste com a Juventus, muito importante para a confiança do Benfica na última fase da preparação desta época, o meio-campo encarnado frente ao poderoso multicampeão italiano ficou entregue a Alfa Semedo, Keaton Parks e Gedson Fernandes.

Alfa de 20 anos, Parks quase a fazer 21 e Gedson de 19, que estava a jogar desde início e teve de sair antes do final por problemas musculares.

E, à frente deles, ao lado do avô Jonas, ainda João Felix, de apenas 18 anos, além dos já “confirmados” Ruben Dias e Yuri Ribeiro, ambos de 21.

Longe vão os tempos em que os jovens do Benfica tinham de nascer dez vezes para chegarem à primeira equipa e jogarem sem inibições, batendo-se com os adversários mais fortes da Europa.

É sinal de um trabalho de enorme qualidade no Seixal, que culmina na entrega dos melhores a um treinador envolvido na conclusão do longo processo de crescimento que se segue ao “nascimento” aos olhos de uma notável rede de prospecção. Com paciência, tempo e a consciência de que basta promover um jovem por ano à equipa principal para justificar todo o investimento.

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Os adeptos do Sporting que sentiram tanto orgulho pelo número de jogadores da sua formação que fizeram parte das selecções do Euro-2016 e do Mundial-2018, estão agora confrontados com uma autêntica purga a acontecer neste defeso, com 10 atletas já afastados da equipa principal, seja pelo processo de rescisões, seja pela selecção desportiva de José Peseiro.

O Sporting 2018-19 poderá ser o que menos jogadores formados na Academia apresenta na história do clube. Para já, apenas cinco: Maximino, Matheus Pereira, Mané, Jovane e Nani, dos quais nenhum esteve no plantel da última época.
De saída, os dissidentes Rui Patrício, William Carvalho, Gelson, Podence e Rafael Leão, mais os emprestados Geraldes, Gauld, Palhinha, Demiral e Domingos Duarte.
É uma marca que desaparece na equipa leonina, agora com uma prevalência de jogadores estrangeiros, na esteira dos seus principais rivais. E com os problemas evidentes no sector da formação, com a equipa B a ser extinta depois de ter descido de divisão, bem podemos estar perante uma mudança de paradigma e não apenas uma situação conjuntural.

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O próximo jogo europeu do Benfica, com o Fenerbahce, das pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, será transmitido na televisão do clube, BTV, uma situação inédita em Portugal, embora já não seja a primeira a nível continental: ontem, o jogo Celtic-Rosenborg, da segunda pré-eliminatória, foi transmitido também na Celtic TV, constituindo um marco na história do futebol profissional, ao mais alto nível.

Com esta permissão, está, portanto, a UEFA a chancelar uma situação absolutamente normal em muitas outras modalidades a nível mundial e mesmo em Portugal, onde cada vez mais clubes promovem as suas edições de streaming, para lá dos canais já existentes no cabo que transmitem todo o tipo de jogos, excepto os da equipa principal, cujos direitos não lhes pertencem, por opção económica.

É também uma derrota para os monitores de escândalos, que vislumbram indícios de corrupção em tudo o que não controlam e contestam quotidianamente essa opção do Benfica, sugerindo favorecimento e até manipulação desportiva, pondo em causa o profissionalismo e independência dos produtores que também trabalham para eles nas transmissões das equipas B ou do futebol juvenil ou modalidades.

Não há nada de desportivo ou antidesportiva neste negócio. Apenas economia.

Por mais benefícios comuns que se possa ver na venda de direitos em conjunto, pelas Ligas, alguns clubes são tão grandes em relação ao mercado em que se inserem, que nunca poderiam ser ressarcidos dos montantes de que teriam de abdicar e, pelo contrário, estariam a inflacionar o mercado com valores incomparavelmente acima do que se justifica para os clubes mais pequenos.

É o caso do Benfica em relação ao mercado português e do Celtic em relação ao mercado escocês e irlandês.

A evolução dos direitos televisivos do futebol e do desporto em geral vai, necessariamente, ter uma inversão dentro de poucos anos, pois a concorrência da distribuição dos canais de streaming, em Portugal conhecidos por “canal Inácio”, está a subverter completamente a lógica de cobrar ao consumidor o valor entregue aos clubes. O consumidor faz tudo para não pagar nada e ter à disposição muito mais do que qualquer canal comercial pode oferecer e está a vencer esta batalha, com a ajuda dos sites de apostas, estes sim financeiramente fortes para suportarem o pagamento dos direitos.

Por outro lado, os custos de produção baixam de tal forma que qualquer um hoje pode fazer uma transmissão e até já começam a surgir no Facebook e no Instagram directos selvagens que se tornaram igualmente impossíveis de controlar e que não visam outros objectivos que não sejam os de divulgar para nichos de mercado ou núcleos de simpatizantes.

 

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