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Desde o início das fugas dos emails do Benfica me tem intrigado que nunca sejam divulgadas as respostas. A tónica das mensagens que empolgam Jota Marques é invariavelmente de um pobre diabo a mendigar bugigangas, a troco de informações básicas, mas não tem sido revelado o passo seguinte, nomeadamente se o Benfica satisfaz a pedincha - e é muito importante sabê-lo para formar uma acusação.

A última é do ex-árbitro Adão Mendes a pedir uma camisola e um livro com dedicatória, num embrulho à parte, para oferecer ao pai de um observador de arbitragem, ex-árbitro internacional, aliás. Mas agora desconhecemos se o Benfica enviou o pacote ou não e isso é muito frustrante.

Ontem, era o delegado Nuno Cabral a pedir um aumento de avença para mil euros, mas ficámos sem saber quanto ganhava antes nem se foi realmente aumentado ou se entrou em greve.

Penso mesmo que este pormenor é uma enorme fragilidade do processo montado pelo porta-voz do FC Porto, pois o caso já estaria bem mais adiantado nesta altura se conhecêssemos uma única resposta de Luis Filipe Vieira a mandar executar algum pedido. Caramba, a menos que as contas de mail do Benfica sejam apenas receptáculos, deve haver por aí um despacho qualquer, nem que seja de “arquive-se”, pelo que não encontro razão para não serem divulgados igualmente pelos piratas de plantão.

A quantidade de mensagens com conteúdos inapropriados, sugerindo práticas de influência inadmissíveis, já podia ter motivado o Benfica a mostrar essas respostas, ficando comprometido ao não o fazer. Sou do tempo em que um completo banco de dados sobre árbitros, jornalistas, dirigentes adversários, treinadores e jogadores, a chamada lista telefónica de contactos, era sinónimo de “grande organização” para aqueles que agora denunciam tais ferramentas como arsenal de malfeitores.

Porque receber um email a pedir uma prenda não é prova de corrupção ou, sequer, violação ética, pelo cariz afectivo que tais ofertas normalmente contêm. Ainda hoje li uma entrevista do maior amigo de Cristiano Ronaldo a revelar que lhe pedem, através do instagram, não apenas camisolas e autógrafos, mas também casas e automóveis.

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Tensão, acusação, traição, vingança, crime - eis as últimas horas do futebol em Portugal em episódios, mais ou menos cronológicos e pormenorizados.



Ontem, ao final do dia:



> um advogado a chamar a polícia porque não lhe aceitam uma caixa de papéis num estádio



> o presidente da assembleia geral a destratar o tal advogado e a referir como ex-sócio o ex-presidente do seu clube



> uma advogada a explicar que o tal presidente lhe prometeu uma verba choruda para encabeçar uma estrutura ilegal e lançar a confusão na ordem estatutária da sociedade, mas que o considera agora um “aldrabão”



> o ex-presidente do clube em causa a garantir que vai ser candidato às eleições não obstante estar legalmente impedido de o ser e a dizer-se vítima de vingança.



Hoje de manhã:



> um clube a chamar “porta-voz de organização criminosa” a um dirigente do rival.



O adepto tenta concentrar-se nos jogadores, nas novas contratações (este ano, com a novidade das recontratações), nas opções tácticas dos treinadores e na observação dos primeiros jogos, mas há um resguardo sistemático da parte dos clubes, viciados em portas fechadas com janelas de quinze minutos para visibilidade dos patrocinadores, que acaba por desviar as antenas para esta marginalidade.



Com a digestão da overdose do Mundial completamente feita, quase nos esquecíamos que estamos em Portugal. Com o prazer do gosto pelos jogos, sem acesso às trapalhadas dos bastidores, que também terá havido, não são precisos muitos dias para acordarmos para a nossa realidade e desejar que o Mundial começasse outra vez amanhã.

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Um ex-delegado da Liga apontado como um mafioso muito influente nos meandros da bola, que terá feito um relatório para o Benfica sob o tema “Arbitragem”, apareceu hoje em mais um email revelado por um blog pirata a pedir um reforço da sua avençazinha para mil euros, número redondo.

Como é habitual, não foi revelada a resposta nem os resultados do labor deste alegado “menino querido” da organização benfiquista, mas percebe-se que o clube tenha dificuldade em vingar neste território da corrupção, pagando tão mal por objectivos tão ambiciosos.
O “low cost” continua a ser o padrão mais conhecido da alegada organização ilícita ao serviço do Benfica, mesmo quando se trata de um suposto agente infiltrado, e justifica o facto de, ao fim de um ano, nenhum órgão de comunicação, nem sequer o Porto Canal, se ter dado ao trabalho de o ouvir ou mostrar, tal a importância que lhe atribuem.
É a síndrome Calabote que, 60 anos depois, continua a derrotar o clube lisboeta sempre que se aventura em território pantanoso: fica com a má fama, os outros com o proveito. Quando se trata de corrupção, o Benfica é muito incompetente, desde logo porque tudo se sabe.
Entretanto, passou mais de um ano sobre o começo da devassa da correspondência electrónica do Benfica sem uma acusação formal e objectiva, perante o silêncio cúmplice da Federação e da Liga, hoje acusadas pelo clube de terem promovido mais uma fuga de informação, a divulgação de dois contratos de jogadores.
Creio que esta acusação, difícil de provar, é um estratagema do Benfica para obrigar as duas instituições a chegarem à frente e a aplicarem os regulamentos, para acabar com mais este foco destrutivo de criminalidade organizada no seio de uma indústria que se pretende de referência.
A revelação dos contratos de Ferreyra e Castillo, iguais a tantos outros, é um acto patético, embora muito valorizado por quem acha que um indigente, ou mesmo uma rede de indigentes, pagos a mil euros por mês, pode derrotar a moral desportiva, a grandeza colectiva e a qualidade futebolística de um campeão como o FC Porto.

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