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  • JQM

    Obrigado pela questão. Cristiano Ronaldo é um ídol...

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    Se é a verdade porque é que essas memórias deviam ...

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Uma das consequências da insólita opção de Bruno Lage de não alinhar a melhor equipa do Benfica na Liga dos Campeões é a necessidade de esperar pelos suplentes de luxo para ver a equipa marcar um golo.

Quatro dos cinco golos do Benfica na Champions, em em cada jogo, foram apontados por suplentes e em alguns casos, até, a passe de jogadores igualmente saídos do banco. Suplentes que deviam ter sido titulares, portanto.

Frente ao Leipzig, Rafa e Seferovic entraram aos 76’ minutos: o português fez o passe, o suíço marcou.

Em São Petersburgo, De Tomás saltou do banco aos 80’ e marcou com um remate de longe.

Na recepção ao Lyon, Pizzi substituiu Rafa aos 20 minutos, por lesão, e apontou o tento do triunfo, aproveitando um erro do guarda-redes.

Ontem em Lyon, Seferovic e Pizzi entraram só na segunda parte: o português fez o lançamento e o suíço voltou a marcar.

Normalmente, os suplentes são responsáveis por menos de 20 por cento dos golos de uma equipa de futebol. Aliás, no campeonato, apenas dois dos 23 golos apontados até agora, ambos por Carlos Vinicius, resultaram de substituições.

Neste caso do Benfica “europeu” de Bruno Lage, a percentagem está invertida: 20 por cento dos titulares, 80 por cento dos substitutos.

Dá para concluir que, se os titulares fossem do mesmo nível dos suplentes, talvez a campanha fosse melhor…

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A escolha de Jorge Silas para treinador do Sporting encerra muito mais ameaças e perigos do que  lógica e justificação. No fundo, é a entrega da organização ao estagiário, sem qualquer rede de segurança que lhe ampare o salto gigantesco, desafiando todas as boas práticas e fundamentos no recrutamento do quadro mais importante por uma empresa com orçamento na ordem dos 100 milhões de euros.

Uma espécie de all-in à beira da bancarrota.

Frederico Varandas pode vir a revelar o maior treinador português de todos os tempos, repetindo a ousadia de João Vale e Azevedo, quando descobriu José Mourinho e conduzia o Benfica à maior crise de sempre. Mas os factos indicam que apenas metade dessa história trágica deve repetir-se com este salto sem paraquedas no profundo abismo que é o futuro próximo do Sporting.

Silas vai, ao que dizem, acumular o cargo de treinador de um dos principais clubes com as aulas e trabalhos para casa do curso requerido para a função. O Sporting vai ter um trabalhador-estudante na posição mais importante do seu organograma futebolístico, contratando em simultâneo um profissional qualificado para fingir que é o verdadeiro treinador, enquanto as entidades oficiais (Federação, Liga, Sindicato) fecham os olhos ao contorno dos regulamentos.

Silas entra no Sporting como aquele filho do amigo do patrão que passa por cima de toda a gente num processo de recrutamento, num tempo em que currículo imaculado é suposto ser a única vantagem de qualquer profissional que queira subir na vida. 

Quantos treinadores com muito mais qualificações e provas dadas não estarão hoje a tentar perceber o que Silas apresenta para justificar esta aposta?

> Categoria? 

Foi um bom jogador de clubes secundários e terciários, quer a nível nacional, quer internacional, tendo como ponto mais alto a passagem pela União de Leiria de José Mourinho, que lhe valeu até três chamadas à selecção nacional. E foi campeão de Chipre em 2012!

> Experiência?

Vinte meses como treinador a fingir no Belenenses, arrostando a adversidade de uma equipa sem alma, sem adeptos e sem estádio nem infraestruturas, com as classificações de 12.º e de 9.º nos dois campeonatos. 

> Resultados?

Dezasseis vitórias em 66 jogos, uma percentagem de apenas 24% de triunfos, a mais baixa de sempre de um treinador contratado por um clube grande em Portugal ou na China.

> Estilo?

Passa por ser um treinador de ataque, ousado e criativo, mas foi quem registou o maior número de empates em toda a 1.ª Liga no período em que dirigiu o Belenenses, a partir do 0-0 com o Marítimo na partida de estreia em Janeiro de 2018. Gosta de jogar com 3 defesas e laterais adiantados, um dos raros treinadores portugueses a privilegiar este modelo.

> Marcas distintivas?

Ganhou ao Benfica de Rui Vitória e foi o único que não perdeu com o Benfica campeão de Bruno Lage na época passada. E perdeu três vezes com o Sporting, a última das quais por 1-8.

> Momento?

Foi despedido pelo Belenenses à 4.ª jornada da Liga, com apenas dois pontos conquistados e nenhum golo marcado.

Um ano depois de ninguém ter entendido a convicção do presidente do Sporting de que Marcel Keizer, também um treinador sem currículo nem experiência, seria o protagonista da mudança,  volta a ser apenas a convicção de Frederico Varandas a justificar a escolha de Silas. As probabilidades não são favoráveis, é uma aposta de alto risco, as consequências serão devastadoras.

A Lei de Murphy entranhou-se no ADN do Sporting, onde as apostas radicais sempre têm redundado no fracasso anunciado. Mas parece que não há volta a dar.

 

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CR7 Big Mac

20.09.19

Cristiano Ronaldo revela que só não passou fome nos seus primeiros anos em Lisboa, uma criança deslocada das origens madeirenses e da família, porque encontrou umas fadas-madrinhas que lhe ofereciam hambúrgueres de uma loja McDonalds que ele e os seus colegas rondavam à espreita de sobras.

Custa acreditar numa situação destas, realmente chocante. A formação do Sporting, que criou dois Bolas de Ouro da FIFA, não alimentava bem os seus pupilos e ainda deixava que se empanturrassem à margem de todas as boas práticas alimentares?

Imagino a conversa com o nutricionista antes do treino: 

  • Então Cristiano, comeste bem ontem? 
  • Sim, limpei três Big Macs que sobraram na loja da Edna.

Não gosto desta imagem da “formação” do Sporting, que já foi considerada a melhor do Mundo, e muito menos que uma marca nociva possa associar-se, ainda que indirectamente, a uma figura tão admirável.

Já temos a homenagem às empregadas que lhe consolavam o estômago, só falta agora vir essa fábrica de digestões difíceis vir também reivindicar o mérito do fast-food no  desenvolvimento saudável de uma criança mal nutrida até ao nível de super-atleta.

O melhor jogador do Mundo encetou nas últimas semanas uma operação de charme mediático, dando a conhecer o seu “lado humano”, mas há determinadas “memórias” que deviam morrer com os sujeitos ou, pelo menos, serem reservadas até quando já não fizerem estragos.

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