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Frederico Varandas confirma muita inexperiência para a função de presidente neste processo de despedimento do treinador José Peseiro. As dificuldades em nomear o técnico seguinte, o primeiro do seu pontificado, denunciam uma gestão pouco racional.  

1 - A demissão surgiu dois meses fora de tempo. Sendo claro que Peseiro nunca foi o treinador do seu projecto, tema estrategicamente contornado na campanha eleitoral, a substituição teria sido melhor compreendida no dia a seguir à tomada de posse, 

2 - Não se entende, considerando as dificuldades da formação do plantel e dos sobressaltos da pré-temporada;

3 - É precipitada em função dos resultados, remetendo para a demissão de Bobby Robson há 25 anos, por Sousa Cintra;

4 - Pode compreender-se pelo fraco nível exibicional da equipa, ainda que tal nunca tenha sido questionado publicamente ou nos meios de comunicação do clube;

5 - Revela fraqueza da liderança perante os protestos de parte de uma das mais reduzidas assistências dos últimos anos num jogo em Alvalade, começando muito cedo a ceder aos caprichos do que resta da claque;

6 - Evidencia amadorismo na escolha do sucessor, ao não conseguir esconder que não existia uma real alternativa definida com antecedência, ao contrário do que seria de esperar de um presidente que não apoiava o treinador que “herdou”.

Em suma, uma decisão inesperada, aparentemente mais emotiva do que racional, mas irreversível e de consequências devastadoras.

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Off record

30.10.18

Para os editores actuais tudo o que vêm à net é publicável. Primeira publica-se, depois interroga-se. Todas as toupeiras são de confiança, excepto se forem identificadas e levadas à Justiça.

Sou do tempo em que as corporações de jornalistas se amofinaram contra a publicação de uma gravação do treinador António Oliveira feita sem o conhecimento deste, por um de vários repórteres numa conversa informal, o polémico "off Record".
Naquele tempo, não havia redes sociais na internet e os editores só publicavam matérias com autenticidade, proveniência e contexto conhecidos, comprovados e credíveis. Não havia toupeiras, mas havia jornalistas.

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Não defendo a mudança de um treinador no meio de um percurso, a menos que nas análises intermédias se verifique um enorme desvio, pela negativa, relativamente ao projecto e aos objectivos traçados. 

Ora, o Benfica está ainda na luta pela continuidade na Champions League, depois de ter feito o que lhe competia na fase preliminar que obrigou a uma aceleração do processo normal de crescimento de forma, e está também no topo da Liga, mais ponto menos ponto.

Embora muitos tenham visto nos últimos jogos um prenúncio de crise, os índices exibicionais em Chaves (empate), Atenas (vitória), com o FC Porto (vitória), em Amesterdão (derrota) e no Jamor (derrota) foram positivos em muitos parâmetros, com a excepção da finalização. No que toca à eficácia ofensiva, a produção foi claramente insuficiente, sem qualquer golo nas últimas duas partidas, um total de 37 remates sem efeito.

Não me surpreende esta situação, que diz muito sobre os critérios de Rui Vitória, um “homem bom e honrado”, com dificuldade em hipotecar a sua humanidade ao instinto “assassino” necessário ao êxito no desporto de alta competição. Os treinadores que ganham são os que tomam decisões difíceis.

Ora, o treinador do Benfica mostra-se até incapaz de tomar uma decisão facílima de justificar, a rendição de Seferovic, após uma comissão de serviço de urgência.

Já por aqui comentei a impossibilidade de associar um avançado como o suíço do Benfica ao índice goleador necessário a uma equipa que lute pelo título. Bom jogador, excelente atleta profissional, mas quem confiaria nele para uma reviravolta com a equipa a perder por dois golos, como aconteceu frente ao Belenenses? Quem terá conseguido imaginar, ao intervalo do Jamor, que o Benfica iria salvar pelo menos um ponto pela acção decisiva do seu ponta-de-lança? Ninguém. Nem mesmo o próprio Rui Vitória, que acabou por ceder à pressão e passou a segunda parte a insuflar a equipa com mais avançados, matando por asfixia os processos de jogo habituais, não conseguindo construir qualquer situação de golo a partir do momento em que ficou com três dianteiros em campo.

Agradecido pelo socorro que o suíço lhe prestou o melhor que pôde num período de dificuldades, pelas lesões dos outros avançados, Rui Vitória não teve coragem de o afastar do onze inicial, mas a realidade, ao fim de dois meses é esta: 3 golos em 12 jogos. Não é produção que justifique a sua escolha como titular num esquema de avançado único e a equipa pode ter sido seriamente prejudicada.

A propósito, recordo o que escrevi aqui a 30 de Agosto: “Os golos do Benfica surgem nos pés e cabeças de médios e defesas, o que nada tem de errado, mas nunca pode ser tomado como uma garantia de futuro: não dispor de um avançado goleador é caminho para uma crise de resultados.”

Portanto, a primeira resposta de Rui Vitória, já contra o Moreirense e a seguir com o Ajax, passa pela rendição de Seferovic se quiser continuar a teimar no 4x3x3 que tão maus resultados lhe tem dado nos últimos dois anos. Na verdade, uma decisão fácil para um treinador consciente e que só peca por tardia.

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